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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta segunda-feira

Confira no que ficar de olho na sessão desta segunda

Jair Bolsonaro
(Agência Brasil)

Após o clima de tensão que tomou conta do mercado no início da semana passada, o Ibovespa acabou encerrando o período com alta de 1,77%. A bolsa foi favorecida pelo cenário interno, por conta da maior percepção de articulação do governo para a aprovação da reforma da Previdência, e externo com os EUA, diante de dados mais positivos de emprego e avanço no acordo comercial com a China.

Para esta segunda-feira, os mercados seguirão atentos aos desdobramentos da reforma da Previdência, que ganhou um aumento no número total de deputados que devem votar favoravelmente à proposta do governo, segundo o jornal o Estado de S. Paulo. O apoio se contrapõe a informações como a piora na avaliação de Bolsonaro, do Datafolha, e de números da atividade econômica, que ainda seguem fracos.

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro participa de solenidade de sanção da Lei do Cadastro Positivo, às 15h30. Antes, despacha com o ministro Paulo Guedes. O titular da Economia tem em sua agenda a participação prevista em um evento, às 16h30, promovido pelo jornal O Globo e Valor Econômico.

No exterior, as principais bolsas da Europa e da Ásia estão em queda. Entre as commodities, os preços do petróleo avançaram para a maior alta em cinco meses, em meio a cortes da produção por parte da Opep. Já a cotação do minério de ferro, após o feriado de sexta-feira na China, opera em alta, ainda repercutindo às preocupações em relação à redução da oferta do produto.

1. Bolsas Internacionais

As bolsas na Europa operam esta segunda-feira em baixa por conta das incertezas em relação à saída do Reino Unido da União Europeia, que deverá ocorrer em 12 de abril, se a UE não conceder mais tempo para o Brexit. O mercado repercute um vídeo de Theresa May em que a primeira-ministra faz um apelo para os que parlamentares aprovem um acordo. Segundo ela, o país deve sair com um acordo ou não sair mais do bloco. Entre as principais economias do bloco, o destaque fica com Alemanha que registrou um superávit comercial de 18,7 bilhões de euros em fevereiro, acima dos dados de janeiro e das previsões.

Na Ásia, as bolsas do Japão e da China fecharam em baixa. O mercado repercute informação do Banco do Japão que rebaixou sua avaliação econômica de três das nove regiões do País, em meio às preocupações quando a produção e as exportações.

Enquanto isso, na China, as reservas cambiais do País subiram pelo quinto mês consecutivo, para o maior patamar em sete meses, para US$ 3,099 trilhões. O mercado ainda avalia a posicionamento do governo chinês de estímulo à atividade econômica por meio da redução dos depósitos compulsórios bancários.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 07:17 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,15%
*Nasdaq Futuro (EUA) -0,16%
*Dow Jones Futuro (EUA) -0,24%
*DAX (Alemanha) -0,44%
*FTSE (Reino Unido) -0,18%
*CAC-40 (França) -0,07%
*FTSE MIB (Itália) -0,12%
*Hang Seng (Hong Kong) +0,47% (fechado)
*Xangai (China) -1,76% (Fechado)
*Nikkei (Japão) -0,21 % (fechado)
*Petróleo WTI +0,54%, a US$ 63,42 o barril
*Petróleo Brent +0,55%, a US$ 70,73 o barril
*Bitcoin US$ 5.249,90, -1,73%
R$ 20.307, +0,58% (nas últimas 24 horas)
*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian subiam 4,23%, a 653,50 iuanes (nas últimas 24 horas)

2. Agenda Econômica

Na agenda de indicadores, às 8h00, a FGV divulga o IGP-DI e o IPC-S referentes ao mês de abril. Já as 8h25, o Banco Central divulga o Boletim Focus.
Nos Estados Unidos, às 11h00, são esperados os números de encomendas à indústria e de bens duráveis referente a fevereiro, pelo C Bureau.


3. Noticiário Político

O apoio da Câmara dos Deputados à reforma da Previdência subiu, segundo levantamento do Estadão com parlamentares. Em pesquisa publicada ontem, o jornal aponta que 198 deputados votariam a favor da reforma. Deste total, 69 aprovariam o texto como foi enviado, enquanto 129 condicionariam a ajustes. Já outros 95 afirmaram que votariam contra e 215 não opinaram. Foram contatados 508 de 513 deputados nas últimas duas semanas. Em 21 de março, a mesma pesquisa indicava que 180 deputados se mostravam dispostos a aprovar o texto.

Enquanto isso, pesquisa Datafolha também publicada ontem destacava que Bolsonaro é o presidente com a pior avaliação nos três primeiros meses de mandato desde a redemocratização. A pesquisa revelou que 32% dos entrevistados consideram “ótimo ou bom” o governo, 33% “regular” e 30% “ruim ou péssimo”.

4. Indústria

O jornal O Globo destaca que o governo vai incluir na proposta de emenda à Constituição que desvincula o Orçamento uma exceção à regra do teto de gastos, que permitirá o repasse a estados e municípios de parte dos R$ 100 bilhões do megaleilão do pré-sal. A medida foi uma das promessas do ministro da Economia, Paulo Guedes, que recentemente afirmou que pretendia compartilhar 80% das receitas do pré-sal com os governos locais, no entanto não havia forma de fazer essa operação sem descumprir o teto.

A participação da indústria no resultado do PIB atingiu no ano passado a sua menor fatia em mais de 70 anos, pontua o Estadão, com base em uma pesquisa do IEDI. Já os dados preliminares do primeiro bimestre de 2019, apontam para a manutenção desse quadro de redução da participação. Este ano, o pior desempenho se dá nos setores e calçados e têxtil, que acumulam perdas desde outubro do ano passado, por conta da falta de demanda. Ainda segundo a publicação, a burocracia tributária retira cerca de R$ 37 bilhões da indústria.

Outra pesquisa do Datafolha ressalta que, após atingir níveis recordes às vésperas da posse, a porcentagem de brasileiros otimistas com a melhoria da economia nos próximos meses recuou de 65% em dezembro para 50% em abril. Já a parcela dos que esperam por uma piora foi de 9% para 18% no período. Ainda segundo a publicação, o governo Bolsonaro cumpriu só um terço até agora de suas metas para os primeiros 100 dias de governo.

5. Noticiário corporativo

A Petrobras deverá seguir no radar dos investidores com a confirmação da venda da TAG para a Engie e o fundo canadense CDPQ, por US$ 8,6 bilhões. A previsão é de que a operação seja concluída em maio. Segundo o presidente da petroleira, a venda da TAG foi a maior operação de fusão e aquisição já realizada pela companhia. Citando o UBS, o Valor Econômico aponta que a venda poderá reduzir em cerca de 10% a dívida líquida da companhia.

Enquanto segue se beneficiando da valorização do preço do minério de ferro, os acionistas da Vale estão tratando da formação do conselho de administração que será formado na próxima assembleia, do dia 30. A intenção é aprimorar a governança e buscar novas competências para o colegiado, após a tragédia de Brumadinho. Na proposta, os controladores elevaram de 12 para 13 o total de assentos, elevando de duas para três as vagas de membros independentes.


Acionistas da CCR querem impedir que a empresa pague R$ 71 milhões a ex-executivos acusados de participação em esquema de corrupção, como forma de estimular a colaborar nas investigações do Ministério Público. Os minoritários tentarão proibir o pagamento na assembleia marcada para o dia 22 de abril, ressalta o Valor Econômico.

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