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Vale lucra US$ 3,79 bi, Eletrobras reverte prejuízo e Azul desiste de joint venture com Correios: confira mais destaques

Confira os principais destaques corporativos desta quinta-feira (28)

Azul linhas aéreas
(Divulgação)

SÃO PAULO - Os preços do barril de petróleo recuam nesta quinta-feira (28), refletindo um aumento nos estoques de petróleo dos Estados Unidos. A notícia pode impactar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

No Radar InfoMoney desta manhã, lucro da Vale salta 391%, para US$ 3,79 bilhões no 4º trimestre de 2018, Azul e Correios desistem de joint venture, Presidente da Gafisa renuncia e mais notícias.

Para ficar de olho
Quinta-feira agitada com a divulgação de 18 balanços do 4º trimestre após o fechamento do pregão. Entre os destaques estão JBS (JBSS3), Copel (CPLE6) e Sabesp (SBSP3).

Confira esses e mais destaques corporativos de hoje:

Vale (VALE3)

A Vale encerrou o quarto trimestre de 2018 com um lucro líquido de US$ 3,786 bilhões, alta de 391% ante os US$ 771 milhões registrados um ano antes. O número ficou acima dos US$ 2,63 bilhões esperados pelos analistas consultados pela Bloomberg. No ano, o lucro subiu 24,6%, para US$ 6,860 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, por sua vez, teve alta de 8,71%, atingindo US$ 4,467 bilhões entre outubro e dezembro deste ano, abaixo da expectativa de US$ 4,67 bilhões.

Na opinião da equipe de research da XP Investimentos, os resultados vieram em linha com o esperado, sem atualizações de Brumadinho. "?Continuamos a ver as ações da Vale como atrativas, com forte FCFE yield, negociando a 3,6 vezes o Ebitda e com um desconto de 20-25% em relação aos pares globais", escrevem os analistas.

Também no radar da companhia, após auditoria feita por uma empresa independente, a Vale elevou o nível de alerta de três barragens: B3/B4 (Mina Mar Azul) e as barragens Forquilha I e Forquilha II, da Mina Fábrica, em Ouro Preto (MG).

Azul (AZUL4)

A Azul anunciou que optou por não realizar um acordo comercial com os Correios que resultaria na criação de uma empresa privada de solução de logística integrada.

De acordo com o comunicado, a companhia aérea viu em 2018 uma receita recorde da Azul Cargo Express, que cresceu 57% no ano, significativamente maior do que a empresa havia projetado em suas discussões iniciais com os Correios.

"A companhia acredita que é de seu interesse ter flexibilidade para celebrar outros acordos comerciais mais favoráveis, assim como participar de futuros processos de licitação competitiva dos Correios para o transporte de cargas", escreve a Azul.

Na opinião do Citi, a decisão não terá grande influência negativa nas ações. "Elementos do mercado podem estar um pouco desapontados, mas a Azul ainda é a única maior companhia aérea brasileira que não enfrenta concorrência em 70% de sua frota doméstica", escreve o analista Stephen Trent.

Segundo ele, o banco vai aproveitar qualquer queda das ADRs para aumentar suas posições na companhia, visto que "é uma oportunidade".

Gol (GOLL4)

A Gol anunciou seis novos destinos na malha doméstica da companhia. A partir do segundo semestre, as cidades de Cascavel (PR), Passo Fundo (RS), Vitória da Conquista (BA), Sinop (MG), assim como Barretos e Franca (SP), terão operações diretas para a capital paulista.

De acordo com a companhia, as seis novas bases fazem parte do plano de incremento de voos para o Estado de São Paulo como contrapartida à redução da alíquota do ICMS no querosene de aviação.

Gafisa (GFSA3)

A presidente da Gafisa, Ana Maria Loureiro Recart renunciou ao cargo na última quarta-feira. Também renunciou Karen Sanchez Guimarães, diretora executivo operacional e membra do conselho de administração da companhia.

Em fato relevante, a companhia anunciou que Roberto Luz Portella, membro do conselho de administração da companhia foi eleito no lugar de Recart, como diretor presidente, financeiro e de relações com investidores, passando a acumular ambas as funções. Além disso, Antonio Carlos Romanoski foi promovido a membro do conselho de administração.

"Acreditamos que a reestruturação da divida, bem como um levantamento de capital adicional para reparar o balance sheet estarão entre os maiores desafios de Portella", escreve o Credit Suisse. 

Eletrobras (ELET3; ELET6)

A Eletrobras registrou no 4º trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 12,073 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 3,998 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2018, a companhia apurou um lucro de R$ 13,35 bilhões e uma receita líquida de R$ 29,98 bilhões (-15,2%). A Eletrobras afirmou que o resultado anual foi o maior já apurado pela empresa nos últimos 20 anos.

No ano a companhia obteve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 19,990 bilhões e no critério pro forma R$ 8,456 bilhões. Não foi informado comparativo no demonstrativo financeiro completo, tampouco os dados do quarto trimestre nessa linha.

A receita líquida no ano caiu 15% para R$ 24,976 bilhões no ano, ante R$ 29,441 bilhões em 2017. O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 578 milhões, 66% menor que a de R$ 1,736 bilhão em 2017. 

Em 2018, o Sistema Eletrobras realizou R$ 4,6 bilhões em investimentos, ou 74,1% do orçamento programado para o ano. Este valor se divide em R$ 3,34 bilhões corporativos e R$ 1,26 bilhões em Parcerias, sendo que Geração respondeu por R$ 1,02 bilhão, Transmissão por R$ 1,35 bilhão, Distribuição R$ 530 milhões, e outros (Pesquisa, Infraestrutura e Qualidade Ambiental) R$ 420 milhões. Ante 2017, cresceu 9,4% o total do investimento corporativo e caíram 41,6% nas parcerias.

Renova Energia (RNEW11)

A Renova Energia teve um prejuízo líquido atribuível aos controladores de R$ 369 milhões entre outubro e dezembro de 2018, perda 60,7% inferior à registrada no mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida somou R$ 136,6 milhões, enquanto o Ebitda foi negativo em R$ 304,9 milhões.

Mahle Metal Leve (LEVE3)

A Metal Leve, anteriormente classificada como 'overweight' foi rebaixada a 'neutra' pelo JP Morgan. O preço-alvo também foi rebaixado, de R$ 31 para R$ 28, o que implica em um potencial de alta de 13% em relação ao último fechamento.

Ser Educacional (SEER3)

A Ser Educacional registrou um lucro líquido de R$ 38,9 milhões no 4º trimestre de 2018, aumento de 142,7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 320,1 milhões (+3,5%), enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 61 milhões (+47,7%), com margem de 19,1%.

Rossi Residencial (RSID3)

A Rossi Residencial teve um prejuízo líquido de R$ 213,2 milhões no último trimestre de 2018, aumento de 50,3%. A receita líquida recuou 74,5%, para R$ 19,4 milhões, enquanto as vendas brutas caíram 70,4% e os distratos 62,6%.

Eucatex (EUCA3; EUCA4)

A Eucatex, uma das maiores produtoras de painéis de madeira do Brasil, registrou uma receita líquida de R$ 335,3 milhões no 4º trimestre de 2018 (+5,4%). O lucro líquido recorrente totalizou R$ 46 milhões (+147,2%), enquanto o Ebitda recorrente somou R$ 64,4 milhões (+8,3%), com margem de 19,2%.

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