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Resultados de Lojas Americanas e B2W desapontam no 4º trimestre e ações afundam 6%

Resultados não agradaram o mercado e fizeram com que as ações tivessem a maior queda do Ibovespa nesta quinta-feira (21)

fachada Lojas Americanas
(Divulgação)

SÃO PAULO - Enquanto o Ibovespa reagia à prisão do ex-presidente Michel Temer, registrando queda de até 2,64% no período da tarde, alguns ativos já despencavam logo na abertura do pregão desta quinta-feira (21). É o caso de Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3), duas gigantes do e-commerce nacional, que desapontaram os investidores após apresentarem resultados fracos no 4º trimestre de 2018 e foram as maiores baixas do Ibovespa nesta sessão. 

Enquanto BTOW3 caiu até 6,79%, alcançando a mínima em R$ 46,51, LAME4 chegou a cair até 7,39%, nos R$ 17,92. Ambos os papéis fecharam no vermelho, com queda de 6,31% e 5,58%, respectivamente.

Entre outubro e dezembro de 2018, Lojas Americanas registrou uma receita líquida de R$ 4 bilhões, um crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2017, mas que frustrou a menor estimativa compilada pela Bloomberg, de R$ 5,86 bilhões.

O lucro líquido ajustado da companhia no trimestre foi de R$ 272,8 milhões, enquanto o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 893,5 milhões (+5,2%), com margem ajustada de 22,4%. No ano, a companhia teve um lucro líquido de R$ 380,5 milhões.

Na opinião do Safra, os resultados de Lojas Americanas vieram fracos, ficando abaixo da estimativa do banco, em meio a um forte declínio das margens de rentabilidade.

O balanço também desapontou o Itaú BBA, que rebaixou a recomendação dos papéis de 'outperform' (performance acima da média do mercado) para 'market perform' (em linha com o mercado), estimando um preço-alvo de R$ 22, o que implica em um potencial de alta de 21% em relação ao último fechamento.

A equipe de research da XP Investimentos também viu os resultados como mais fracos do que o esperado. "Apesar de sólidas vendas mesmas lojas em 7,3% na comparação anual e crescimento de receita, as margens caíram e o lucro líquido foi abaixo das nossas estimativas devido a maiores despesas financeiras", escrevem.

Apesar disso, Betina Roxo, analista da XP, afirma que Lojas Americanas deve seguir se beneficiando da abertura de novas lojas e da resiliência nas vendas.  "Nossa perspectiva positiva com o mercado online é benéfica para a empresa via sua subsidiária B2W", escreve.

B2W, por sua vez, registrou um prejuízo líquido de R$ 67,7 milhões, montante maior que os R$ 47,2 milhões estimados pela compilação de estimativas da Bloomberg. No período, a companhia apresentou uma receita de R$ 1,98 bilhão e um Ebitda ajustado de R$ 190,1 milhões, com margem de 9,6%.

Com relação a B2W, o Bradesco BBI afirma que a geração de caixa da companhia veio mais fraca do que o esperado. "Ainda há um ponto de interrogação sobre se a empresa pode entregar geração de caixa significativa", escreveu o analista Richard Cathcart à Bloomberg.

Na opinião do Safra, o resultado baixo reflete maiores despesas financeiras. Os números também não agradaram os analistas do Itaú BBA, que rebaixaram a recomendação para "market perform", com preço-alvo de R$ 45, implicando em uma projeção de baixa de 3,7% dos papéis em relação ao último fechamento.

Já a equipe da XP Investimentos destaca que o B2W apresentou um sólido resultado operacional e geração de caixa, apesar de um prejuízo acima do esperado. "Apesar de potencial pressão nas ações no curto prazo, temos visão estrutural positiva para a empresa. Mantemos nossa recomendação de compra para o papel, pois acreditamos que a empresa esteja bem posicionada para capturar os ganhos com a evolução de sua plataforma, combinada às iniciativas de pagamentos e crescimento do mercado online", escreve Roxo.

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