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Estrategistas minimizam impacto de PIB menor sobre os lucros

A frustração com os dados de atividade pode ser compensada pelos esforços que foram feitos por parte das empresas para reduzir custos e ganhar eficiência durante a pior recessão do Brasil.

Ibovespa alta gráfico investimento
(Shutterstock)

(Bloomberg) -- Estrategistas não compram a ideia de que o crescimento econômico abaixo do esperado terá um impacto significativo sobre os lucros corporativos.

Os estrategistas estão apostando que o crescimento dos lucros continuará a ser um dos principais pilares para o mercado de ações, que está sendo negociado perto de suas máximas históricas. Eles dizem que a frustração com os dados de atividade pode ser compensada pelos esforços que foram feitos por parte das empresas para reduzir custos e ganhar eficiência durante a pior recessão do Brasil.

O JPMorgan foi uma das instituições financeiras que teve que moderar seu otimismo em relação ao país, cortando as estimativas do PIB de 2019 para de 2,3% para 2,1%.

A mudança nas expectativas, no entanto, não parece ser "um grande negócio" para as perspectivas de lucros, disse Emy Shayo, estrategista de ações para América Latina, em entrevista na semana passada.

Como as empresas brasileiras "fizeram sua lição de casa" durante a crise dos últimos anos, os lucros provavelmente resistirão a uma recuperação lenta da economia, de acordo com o estrategista de ações do Bank of America Merrill Lynch para América Latina, David Beker.

O banco, que até o início do ano esperava que o Brasil crescesse 3,5% em 2019, reduziu sua previsão duas vezes nas últimas duas semanas e agora vê a economia crescer 2,4%.

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