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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira os destaques do mercado na sessão desta quarta-feira (13)

Rodrigo Maia e Paulo Guedes
(Valter Campanato/Agência Brasil )

SÃO PAULO - Após uma sessão de acomodação para o Ibovespa depois de dois pregões de forte alta, os investidores no mercado brasileiro seguirão bastante atentos aos próximos passos da Previdência, em meio à expectativa pela instalação de Comissão na Câmara que marcará o início do prazo para a reforma. A quarta-feira também marca a posse de Roberto Campos Neto no Banco Central. 

Enquanto isso, as bolsas europeias e os futuros dos EUA têm uma sessão tranquila, de olho na nova bateria de dados americanos, incluindo preços ao produtor e bens duráveis, depois da inflação comportada ao consumidor endossar apostas em um Federal Reserve "paciente". O mercado também monitora o Brexit, em meio a incertezas após o Parlamento britânico mais uma vez rejeitar um acordo para o Reino Unido sair da União Europeia. Confira os destaques do mercado nesta quarta-feira (13):

1. Bolsas mundiais

A sessão é de estabilidade para os mercados europeus e índices americanos, com leve viés positivo, com os investidores aguardando por novos indicadores dos EUA após o dado de inflação dar sinais de fraqueza no país na véspera. 

Já as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa, em meio a incertezas geradas pela decisão do Parlamento britânico de mais uma vez rejeitar os termos de um acordo para que o Reino Unido se retire da União Europeia, num processo conhecido como Brexit.

Ontem, o novo acordo de Brexit apresentado pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, foi rejeitado no Parlamento britânico, criando dúvidas sobre se e como o país eventualmente sairá da UE.

Nesta quarta, os parlamentares britânicos irão votar a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também for rejeitada, eles decidirão amanhã sobre o adiamento da data final – o próximo dia 29 – para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE. Mesmo com tantas incertezas, a libra registra ganhos de 0,60% em relação ao dólar. 

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No mercado de commodities, o petróleo caminha para terceira alta seguida com sinais de baixa dos estoques americanos se somando aos cortes de produção. Já os metais alternam ganhos e perdas em Londres e minério de ferro cai. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 08h (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,15%

*Dow Jones Futuro (EUA) 0%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,16%

*DAX (Alemanha) +0,07%

*FTSE (Reino Unido) -0,08%

*CAC-40 (França) +0,22%

*FTSE MIB (Itália) +0,40%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,39% (fechado)

*Xangai (China) -1,09% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,99% (fechado)

*Petróleo WTI +1,04%, a US$ 57,46 o barril

*Petróleo brent +0,64%, a US$ 67,10 o barril

*Bitcoin US$ 3.893 -0,59%
R$ 14.091 -0,79% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,41%, a 603,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Reforma da Previdência

O ânimo do mercado já será testado nesta quarta-feira com a tentativa da Câmara da instalação da Comissão de Constituição e Justiça - que marcará o início da tramitação da ambiciosa reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro. A expectativa é de que ela seja instalada às 19h.  A comissão deve ser comandada pelo deputado novato Felipe Francischini (PSL-PR), filho do ex-deputado Delegado Francischini. 

O mercado não conta com dificuldades para a aprovação da reforma na CCJ, mas a comissão será importante para dar a largada no processo e evitar o pessimismo com o prazo para aprovação da reforma. Veja mais clicando aqui. 

Vale ressaltar que, na véspera, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a reforma da Previdência deverá ser votada pela Comissão até o dias 27 ou 28 de março. Se for aprovada, ela passa a ser analisada em uma comissão especial. 

Enquanto isso, o governo segue articulando pela reforma. A Folha destaca que foi criada uma força-tarefa para barrar ações judiciais contra reforma, enquanto o Valor Econômico destaca que o ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou os contatos para "vender" a reforma para a oposição. 

Ele recebeu ontem pela manhã o ex-deputado Silvio Costa (Avante-PE), que foi relator do projeto que criou o fundo de previdência dos servidores públicos, o Funpresp, em 2012. À tarde, foi a vez do governador do Piauí, Wellington Dias (PT). E, amanhã, do governador do Ceará, Camilo Santana, também do PT.

Já Roberto Campos Neto recebe o cargo de presidente do Banco Central em cerimônia às 15h, com pronunciamentos dele e do antecessor Ilan Goldfajn; ministro Paulo Guedes participa da cerimônia. 

3. IMTV

De olho na instalação das comissões permanentes e no início da tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o InfoMoney recebe o jornalista e consultor político Thomas Traumann para uma entrevista ao vivo, a partir das 10h (horário de Brasília).

Na pauta do bate-papo, estão o horizonte para o governo Jair Bolsonaro na difícil tarefa de construir maioria de 308 votos, as estratégias políticas e de comunicação adotadas até aqui e os tropeços e disputas internas no governo. 

4. Agenda de indicadores

Na agenda doméstica, o IBGE divulgará às 9h (horário de Brasília) os dados da produção industrial de janeiro. Mas é a agenda americana que terá o maior destaque, com a divulgação dos números de preços ao produtor de fevereiro ás 9h30, mesmo horário em que serão apresentados os pedidos de bens duráveis e gastos com construção. 

Durante a noite, a China publicará importantes indicadores, como de produção industrial e vendas no varejo de fevereiro. 

5. Noticiário corporativo

>> Segundo o jornal Valor Econômico, a Petrobras fechou a captação de US$ 3 bilhões em bônus no mercado internacional de dívida. A informação foi confirmada por uma fonte sob a condição de anonimato.

>> A construtora Tenda apresentou um lucro líquido de R$ 48 milhões entre outubro e dezembro de 2018. O resultado corresponde a um crescimento de 87,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

>> A incorporadora e administradora de shopping centers Sonae Sierra apresentou no 4º trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 96,7 milhões, aumento de 114% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

>>  Ronald Domingues, renunciou ao cargo de diretor financeiro e de relações com investidores da Multiplus na última terça-feira. Domingues deve sair no dia 2 de abril e em seu lugar assumirá interinamente Roberto José Maris de Medeiros.

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(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

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