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Ibovespa ganha força após abertura dos EUA e sobe 2% à espera de avanços na reforma da Previdência

Índice acelera ganhos com bolsas em Wall Street

Ibovespa alta gráfico investimento
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mercado doméstico inicia a semana com otimismo de olho na reforma da Previdência, que volta aos holofotes com o retorno dos trabalhos no Congresso. Os investidores aguardam as indicações dos integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que será a primeira a debater a proposta. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que pretende instalar a CCJ na quarta-feira (13).

Neste contexto, às 14h31 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha alta de 2,50%, aos 97.746 pontos, próximo da máxima do dia, ganhando força após a abertura das bolsas nos Estados Unidos. 

Enquanto isso, o contrato de dólar futuro com vencimento em abril tinha queda de 0,50%, a R$ 3,853, ao passo que o dólar comercial caía 0,59%, cotado a R$ 3,846 na venda. A moeda norte-americana caminha para o segundo pregão de queda também pelas expectativas otimistas com a reforma previdenciária. 

No mercado de juros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2021 recuava 10 pontos-base, para 7,04%, enquanto o DI para janeiro de 2023 tinha queda de 13 pontos-base, a 8,14%.

Enquanto espera por fatos concretos da reforma, o mercado monitora mais uma polêmica envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, após um site de apoiadores publicar um texto que atribui à uma repórter do jornal O Estado de S. Paulo a declaração "a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo", ao tratar da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador e filho do presidente.

O jornal reitera que as informações reveladas sobre o caso Queiroz se baseiam em fatos e documentos oficiais. O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga se o ex-motorista de Flávio Bolsonaro recebeu indevidamente depósitos de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio.

Vale destacar que a partir de hoje, o Ibovespa volta a funcionar das 10h até às 17h, com after market até 18h. A mudança ocorre por conta do início do horário de verão nos Estados Unidos. O horário de verão no exterior reduz também o "atraso" entre a bolsa brasileira e a norte-americana. Com isso, Wall Street passa a funcionar das 10h30 (horário de Brasília) até 17h.

Destaques de ações
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 PETR3 PETROBRAS ON N2 29,97 +3,34 +17,99 40,77M
 PETR4 PETROBRAS PN N2 27,48 +3,04 +21,16 524,27M
 CSNA3 SID NACIONALON 14,14 +2,76 +59,95 65,67M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 10,32 +2,58 +10,02 3,93M
 VVAR3 VIAVAREJO ON 4,80 +2,56 +9,34 17,17M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRDT3 PETROBRAS BRON 24,17 -2,93 -5,95 30,56M
 GOLL4 GOL PN N2 26,30 -2,77 +4,78 41,41M
 KLBN11 KLABIN S/A UNT N2 17,83 -1,00 +12,40 5,84M
 EQTL3 EQUATORIAL ON 81,97 -0,64 +9,94 9,54M
 HYPE3 HYPERA ON 26,06 -0,50 -13,71 8,78M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Bolsas mundiais

Os índices futuros em Wall Street abriram em alta, com exceção do Dow Jones, pressionado pela Boeing. As ações da companhia aérea chegam a cair mais de 11% após um acidente aéreo com o Boeing 737, da Ethiopian Airlines, matar os 149 passageiros e os oito tripulantes. 

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As bolsas europeias operam em alta à espera de rodada decisiva de votações do Brexit. Nos próximos dias, os parlamentares definirão novamente se aceitam o acordo feito entre a primeira-ministra Theresa May e a União Europeia. Caso eles rejeitem, acontecerão rodadas sobre a possibilidade de uma saída sem acordo e uma extensão do prazo do Brexit, marcado para 29 de março (entenda os detalhes clicando aqui).

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou neste domingo em entrevista ao programa "60 Minutes" da CBS, que o banco central norte-americano não está com pressa em elevar o nível das taxas de juros na medida que há sinais crescentes de desaceleração na economia global.

Enquanto isso, as bolsas asiáticas encerraram em alta após o banco central chinês prometer mais estímulos à economia com a redução de custos de empréstimos após dados apontarem a queda de financiamentos em fevereiro por fatores sazonais.

Os preços do petróleo sobem com a queda na atividade de perfuração nos Estados Unidos e os cortes na produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O ministro do petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse ontem que seria cedo demais para mudar a política de produção reduzida da Opep na próxima reunião do grupo, marcada para abril.

Reforma da Previdência

A reforma da Previdência deve voltar ao centro das atenções com a grande expectativa de instalação das comissões na Câmara dos Deputados, em especial a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que será a primeira a debater a proposta.

Ainda não foram definidos os integrantes destas comissões e o projeto da reforma só começará a andar quando houver esta decisão. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse na última sexta-feira que pretende instalar a CCJ na quarta-feira (13).

Maia reforçou que os partidos esperam o envio do projeto de lei que altera o regime previdenciário dos militares para que tramite de forma conjunta com a PEC. Segundo ele, o encaminhamento da proposta dos militares pelo governo é fundamental para dar garantia a alguns partidos e para que haja mais conforto na tramitação das duas matérias.

O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), reiterou que a tramitação da PEC só vai caminhar de fato após o governo federal enviar o projeto dos militares. “Eu penso que o Rodrigo pode até instalar, mas os líderes não vão fazer as indicações para a composição da CCJ enquanto o governo não mandar a proposta dos militares”, disse.

Após passar pelo debate na Câmara, a Previdência passará por uma comissão especial, para depois seguir uma votação em dois turnos no plenário da Casa. Só após este trâmite que a proposta poderá chegará ao Senado.

Enquanto isso, o governo publicou no Diário Oficial da União de hoje (11) a instituição de uma força-tarefa, reunindo 20 profissionais, no âmbito da AGU (Advocacia-Geral da União), para acompanhar as demandas judiciais relacionadas às discussões e aos debates da reforma da Previdência. O grupo terá o nome de "Força-Tarefa de Defesa da Nova Previdência Social - PEC 6/2019" e sua atuação será preventiva. 

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A força-tarefa vai atuar na sistematização e disponibilização de subsídios, estudos, pareceres e notas técnicas. Os profissionais vão trabalhar também na organização das teses para subsidiar as manifestações e defesas em juízo, assim como no monitoramento do ingresso de ações judiciais, acompanhado da respectiva atuação em juízo, independentemente de citação, intimação ou notificação.

De acordo com a portaria, o grupo vai atuar na coordenação e supervisão dos respectivos órgãos de execução no acompanhamento das ações judiciais e consolidação dos dados de judicialização.

Noticiário político

O site Terça Livre, que reúne ativistas conservadores e simpatizantes de Jair Bolsonaro, publicou na tarde de domingo, 10, um texto que atribui à uma repórter do jornal O Estado de S. Paulo a declaração "a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo", ao tratar da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador e filho do presidente.

O próprio presidente insuflou seus seguidores contra a imprensa ao publicar o seguinte texto no Twitter: "Constança Rezende, do 'O Estado de SP' diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otavio, profissional do 'O Globo'. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos".

A conversa, em inglês, tem frases truncadas e com pausas. Apenas trechos selecionados foram divulgados. Em determinado momento, a repórter avalia que "o caso pode comprometer" e "está arruinando Bolsonaro", mas não relaciona seu trabalho a nenhuma intenção nesse sentido.

O jornal publicou que as informações reveladas sobre o caso Queiroz se baseiam em fatos e documentos oficiais. O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga se o ex-motorista de Flávio Bolsonaro recebeu indevidamente depósitos de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

 

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