Em mercados / acoes-e-indices

Acordo Embraer-Boeing tem nova barreira, Petrobras informa vazamento, leilão de ações da Via Varejo e mais destaques

Confira os principais destaques corporativos desta segunda-feira (25)

Embraer - Jatos E175
(Divulgação/Embraer)

SÃO PAULO - Os preços do petróleo sobem nesta segunda-feira (25), atingindo a alta de 2019 alcançada na semana passada, enquanto as sanções e a incerteza política restringiram a oferta em vários países produtores. A notícia pode impactar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

No radar InfoMoney de hoje, Petrobras notifica vazamento de óleo em plataforma na Bacia de Campos, acordo Embraer-Boeing tem novo obstáculo, Marcopolo não pagará juros complementares, Multiplan e Helbor têm recomendações rebaixadas e mais notícias.

Confira esses e mais destaques corporativos desta segunda-feira:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A  Petrobras informou que cerca de 188 metros cúbicos de óleo foram derramados na plataforma P-58, na Bacia dos Campos, litoral sul do estado do Espírito Santo, durante uma transferência para um navio aliviador na madrugada do dia 23 de fevereiro.

Em comunicado ao mercado, a Petrobras disse que duas embarcações estão no local para tentar conter o incidente, e que está investigando a razão do incidente.

No mês de janeiro, a produção total de petróleo e gás foi de 2,61 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,54 milhões boed produzidos no Brasil e 73 mil boed no exterior.

A produção total operada da Petrobras foi de 3,27 milhões boed, uma queda em relação ao mês anterior por conta de manutenções em diversas plataformas.

Também no radar de Petrobras, a companhia elevou na última sexta-feira (22) o preço médio do diesel em 3,5% nas refinarias. Com isso, o preço do litro do diesel passará de R$ 2,0505 para R$ 2,1224. A gasolina, por sua vez, permanece em R$ 1,6538.

Embraer (EMBR3)

O juiz Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, concedeu liminar na última sexta-feira (22) suspendendo a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Embraer que aconteceria na próxima terça-feira (26) para analisar a operação com a Boeing.

A liminar se baseia em ação civil pública ajuizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara e Américo Brasiliense, Sindicato dos metalúrgicos de Botucatu e região e Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).

O juiz lembra que o conselho de administração da companhia ratificou a operação no dia 17 de dezembro do ano passado e afirma que a liminar vai ocorrer até que “irregularidades legais” apontadas sejam esclarecidas.

Em comunicado, a Embraer afirmou que buscará os recursos cabíveis para manter a realização da AGE na data para a qual os acionistas foram convocados.

Vale (VALE3)

A Vale informou que vai manter por um ano, ou até que seja fechado um acordo definitivo de indenização, o pagamento dos salários de todos os empregados próprios e terceirizados que faleceram devido ao rompimento da Barragem I na mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).

Além disso, a empresa se comprometeu a só transferir empregados após uma prévia consulta e concordância do trabalhador e do sindicato. As medidas serão somadas àquelas anunciadas previamente pela Vale.

Banco do Brasil (BBAS3)

O conselho diretor do Banco do Brasil aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$ 435 milhões relativos ao primeiro trimestre de 2019. Os JCP serão pagos em 29 de março e terão como base a posição acionária de 11 de março, sendo as transferências de ações a partir de 12 de março efetuadas “ex-juros”.

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo informou que não pagará dividendos complementares. Segundo a companhia, a suspensão deve-se em função da otimização de plantas, que prevê investimentos relacionados ao encerramento das operações da fábrica de Planalto e conclusão do novo Centro de Fabricações.

Além disso, a Marcopolo afirma que os últimos juros sobre o capital próprio (JCP) pagos em 1º de fevereiro representaram 44,40% do lucro líquido do exercício 2018, superando o valor mínimo legal de 25%.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar realiza nesta segunda-feira (25) o leilão de venda das ações da Via Varejo na B3. Em pouco menos de dois meses, o Pão de Açúcar terá se desfeito na bolsa de quase 7% do capital de VVAR3.

Vale ressaltar que, na última quinta-feira, dia do anúncio do leilão, as ações VVAR3 registraram baixa de mais de 10%. 

No mesmo dia, a XP Research reduziu a recomendação dos ativos para neutra. A elevação das incertezas frente a venda da Via Varejo para um investidor estratégico, - principalmente após o anúncio feito na noite de ontem pelo controlador Pão de Açúcar (PCAR4) e logo após um resultado fraco no quarto trimestre de 2018 - deve manter a pressão sobre as ações, ressaltou a análise. 

"Reconhecemos que o desinvestimento para um investidor estratégico pode, de fato, ser um gatilho relevante, potencialmente desencadeando uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), mas o tempo e a probabilidade de se materializar são muito incertos, enquanto operacionalmente, após trimestres subsequentes de decepção, gostaríamos de entrega e visibilidade antes de recuperar a convicção", destaca a analista da XP, Betina Roxo. 

Recomendações

A empresa de shoppings Multiplan (MULT3) teve sua recomendação rebaixada a ‘market perform’ (performance em linha com a média do mercado) pelo Banco do Brasil.

A recomendação da imobiliária Helbor (HBOR3) também foi rebaixada, desta vez para ‘underperform’ (performance abaixo da média do mercado) pelo Safra. O preço-alvo estimado é de R$ 1,20.

Copel (CPLE6)

A equipe de análise do Itaú BBA encontrou pela primeira vez com o CEO da Copel, Daniel Slavieiro. Eles saíram da reunião positivamente impressionados. "De forma realista, ele abordou questões como eficiência de custos, alocação de capital, desinvestimentos e potencial privatização, bem como a expiração em 2023 da UHE Foz da Areia e o plano da Copel de manter o ativo ou monetizá-lo através de uma privatização da usina", avaliaram os analistas.

A equipe do Itaú BBA apontou que, se tudo mencionado for entregue, a Copel poderia valer R$ 60 por ação. "Embora já tivéssemos uma visão otimista do nome com base em seu valuation barato (12% de IRR real), a reunião nos deu mais convicção sobre nossa tese. Reiteramos nossa visão positiva e o outperform rating da Copel, com um preço-alvo para 2019 de R$ 44 por ação", avaliam os analistas.

Invista em ações com TAXA ZERO: abra uma conta gratuita na Clear

 

Contato