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Magalu dispara 10%, Hypera cai 4% e mais 7 ações reagem a balanços; CSN salta 22% e Via Varejo despenca 11% na semana

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (22) 

Magazine Luiza
(Reprodução/YouTube)
  • SÃO PAULO - O Ibovespa engatou ganhos na reta final desta sexta-feira (22) e fechou com alta de 0,98% em meio ao maior otimismo com sinais de acordo entre os EUA e a China, o que inclusive impulsionou os papéis da Vale (VALE3) e de siderúrgicas. 

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  • Mas foi a temporada de resultados que chamou mesmo a atenção nesta sexta-feira (22), com os balanços do Magazine Luiza, Natura, B3, Suzano, Multiplan, entre outras empresas, movimentando o mercado. Fora do índice, JHSF disparou até 11% na esteira da divulgação do resultado. Confira a análise de todos os balanços divulgados entre a noite de ontem e a manhã desta sexta clicando aqui

  • CSN (CSNA3) seguiu a forte alta da véspera na esteira do resultado e possível elevação do preço do aço em março (veja mais clicando aqui). Aliás, a CSN foi o maior destaque de alta da semana, com ganhos superiores a 22% no período, sendo seguida por Magazine Luiza e Natura. 
  • Já as maiores quedas da semana ficaram com Via Varejo (VVAR3), com baixa de cerca de 11%, após o Pão de Açúcar anunciar a venda de mais uma fatia das ações da companhia e de sinalizar a dificuldade em encontrar um comprador estratégico para a VVAR. 
  • Confira os destaques:

    Magazine Luiza (MGLU3)

  • O Magazine Luiza disparou na bolsa após ver seu lucro líquido avançar 14,5% no quarto trimestre de 2018, para R$ 189,6 milhões, enquanto no acumulado do ano passado o lucro ficou em R$ 597,4 milhões, um avanço de 53,6% ante os R$ 389,0 milhões de 2017.

    A receita líquida da companhia, por sua vez, teve alta de 27,3% no quarto trimestre, passando de R$ 3,32 bilhões para atuais R$ 4,61 bilhões. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 353,5 milhões entre outubro e dezembro, uma alta de 13% em um ano.

    No acumulado de 2018, a receita da varejista subiu 30,1%, para R$ 15,59 bilhões, enquanto o Ebitda fechou o ano passado em R$ 1,25 bilhão, um avanço de 20,8%.

    As vendas do e-commerce cresceram 57,4% no quarto trimestre, comparado ao crescimento do mercado de 13,4% (E-bit) e representaram 37,7% das vendas totais, destacou a companhia em seu release de resultado.

  • "Esperamos uma reação positiva do mercado. Os números mostram uma continuação de fortes tendências de crescimento e até mesmo aceleração no e-commerce, apesar de uma base de comparação difícil", afirmam os analistas do Bradesco BBI.
  • Eles ressaltam que, embora a margem Ebitda tenha caído (como esperado), o fato de a contração ser menor do que esperavam mostra que, apesar de investir em iniciativas futuras de crescimento, os custos permanecem firmemente sob controle.
  • Além dos números fortes, é provável que os comentários da gerência em torno do desenvolvimento de um "super app" criem entusiasmo com o crescimento futuro da empresa e seu potencial para alavancar seus 17 milhões de clientes ativos.
  • "No geral, o quarto trimestre de 2018 é outra demonstração dos pontos fortes do modelo de negócios e da equipe do Magazine Luiza e é provável que continue a superar as preocupações (mantidas por nós mesmos) em torno do valuation e das altas expectativas (que estão sendo superadas)", avaliam os analistas. Confira a análise completa e a entrevista do presidente da companhia, Frederico Trajano
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    B3 (B3SA3)

  • A B3 fechou o quarto trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 715 milhões, uma alta de 12,5% ante os R$ 635,8 milhões registrados um ano antes. A receita líquida, por sua vez, aumentou 27,1%, passando de R$ 1,03 bilhão para R$ 1,31 bilhão.

    O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) fechou o trimestre em R$ 913,7 milhões, um avanço de 35,8% ante os R$ 672,9 milhões do fim de 2017. A margem Ebitda passou de 66,6% para atuais 69,6%.

  • "A grande surpresa do resultado da B3 foi aumentar seu payout ratio para 120-150% (de 70-80%) através de uma combinação de juros sobre capital, dividendos e recompra de ações. Isso, de acordo com nossos números de 2019, se traduz em um dividend yield de 4,9-6,2%", ressalta o Brasil Plural. 
  • A XP Research ressalta ainda que vê a B3 como um dos principais players financeiros para capturar o crescimento da economia brasileira e o desenvolvimento do mercado de capitais do país. "Mantemos recomendação de compra e Preço-Alvo de R$ 35,00", destacam. 
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    JHSF (JHSF3)

  • A JHSF Participações tem forte alta na esteira da divulgação do balanço. A companhia reverteu o prejuízo de R$ 27,2 milhões em 2017 em um lucro de R$ 195,4 milhões em 2018. 

    A receita líquida subiu 36,5% na mesma base de comparação, passando de R$ 355,9 milhões para R$ 485,7 milhões. A receita subiu 63% no quarto trimestre na base de comparação anual, para R$ 136,9 milhões. 

Os analistas do Bradesco BBI mantém recomendação neutra para os ativos avaliando que, apesar do melhor desempenho operacional de seus shoppings, a JHSF continuará lutando para converter isso em uma forte rentabilidade. Isso, além das incertezas relacionadas ao aeroporto executivo a ser lançado este ano, suporta a recomendação. 

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  • Natura (NATU3)

    A Natura registrou um lucro líquido consolidado no quarto trimestre de 2018 de R$ 381,7 milhões, representando uma expansão de 48,7% frente ao lucro de R$ 256,8 milhões reportado no mesmo período de 2017. No ano passado, o lucro líquido somou R$ 548,4 milhões, uma queda de 18,2% ante o lucro de R$ 670 milhões registrado em 2017.

    O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 714,6 milhões no quarto trimestre, uma expansão de 13,7% sobre o mesmo período de 2017. A margem Ebitda foi de 16,5%, o que significou uma queda de 0,4 ponto porcentual. Em 2018, o Ebitda somou R$ 1,846 bilhão, cifra 6% superior a 2017, com uma margem de 13,8% (-3,9 p.p.).

    A receita líquida consolidada somou R$ 4,335 bilhões no quarto trimestre, uma alta de 16,1%, enquanto o lucro bruto avançou 16,5%, para R$ 3,071 bilhões, resultando numa margem bruta de 70,8% (+0,2 p.p.). No ano, a receita avançou 36%, para R$ 13,397 bilhões e o lucro bruto cresceu 38,5%, para R$ 9,614 bilhões, gerando uma margem bruta de 71,8% (+1,3 p.p.).

    • "Os resultados mostram um forte progresso em várias frentes", ressalta o Bradesco BBI, avaliando que o principal destaque positivo do resultado é o Brasil, que continua mostrando forte progresso em produtividade e, mais especificamente, em volume.
    • "Isso provavelmente dará aos investidores mais confiança na sustentabilidade da recuperação do mercado doméstico. Além disso, o The Body Shop continua a apresentar resultados sólidos e, após 18 meses sob o guarda-chuva da Natura, seu desempenho permanece no caminho certo", avaliam os analistas. 
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    Multiplan (MULT3)

  • A Multiplan fechou o quarto trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 112,7 milhões, uma queda de 16,5% sobre mesmo período de 2017. No acumulado do ano passado, o lucro ficou em R$ 472,9 milhões, uma alta de 28% em um ano.

    Enquanto isso, a receita líquida ficou em R$ 348,1 milhões entre outubro e dezembro, uma alta de 7,6% na comparação anual. No ano, a receita subiu 6,3%, para R$ 1,2 bilhão. Já o Ebitda caiu 6,1% no quarto trimestre, a R$ 229,8 milhões, ao passo que em 2018 houve uma alta de 14,7%, para R$ 946,9 milhões.

    As vendas nas mesmas lojas (SSS), que representam as vendas em lojas abertas há no mínimo 12 meses, cresceram 2,6% em 2018, com destaque para o segmento Artigos do Lar & Escritório, que subiu 7,6%.

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    Segundo o Credit Suisse, a Multiplan entregou um trimestre bastante positivo, com destaque para a alta das vendas nas mesmas lojas e um Ebida acima do esperado. "A Multiplan conseguiu manter o crescimento de aluguel acima da inflação. A combinação de um passo de vendas nas mesmas lojas acima das expectativas, manutenção do crescimento dos aluguéis nas mesmas lojas apesar do impacto da inflação, custos de ocupação em queda e um baixíssimo nível de inadimplência nos levam a ficar mais otimistas com o crescimento de receita nos próximos trimestres", avaliam os analistas. 

     

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Suzano (SUZB3)

A Suzano reportou lucro líquido pro forma (incluindo as operações da Fibria) de R$ 2,987 bilhões no quarto trimestre de 2018, desempenho 368% acima do lucro registrado um ano antes. A performance também ficou 192% acima do lucro de R$ 1,022 bilhão do terceiro trimestre de 2018.

Excluindo Fibria, a Suzano obteve lucro líquido de R$ 1,462 bilhão no quarto trimestre, indicando um salto de 308,5% ante lucro de R$ 358 milhões de igual período do ano anterior e revertendo prejuízo de R$ 108 milhões do terceiro trimestre.

O Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) pro forma da nova Suzano, principal métrica de desempenho da empresa, passou para 20,8% ao final de dezembro. No final de 2017, o ROIC estava em 14,5%.

De outubro a dezembro, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado pro forma da Suzano, termômetro do mercado para mensurar a capacidade operacional das empresas, atingiu R$ 3,550 bilhões. A performance representa um avanço de 4% ante igual intervalo de 2017 e queda de 34% ante o trimestre imediatamente anterior. A margem Ebitda ajustado pro forma passou de 59% em setembro para 52% em dezembro. Em dezembro de 2017, a margem estava em 51%.

Sem a Fibria, a Suzano teria reportado Ebitda ajustado de R$ 1,595 bilhão, alta de 11,9% em relação a um ano antes e queda de 24,7% frente ao terceiro trimestre.


A receita líquida pro forma da Suzano totalizou R$ 7,242 bilhões no quarto trimestre de 2018, alta de 1% em relação ao mesmo período de 2017 e queda de 6% frente ao terceiro trimestre. Excluindo a Fibria, a Suzano teria reportado receita de R$ 3,229 bilhões, alta de 2,8% em relação a um ano antes e queda de 19,4% frente ao terceiro trimestre.

Em 2018, o lucro líquido pro forma da Suzano cresceu 16% ante o ano anterior, para R$ 3,378 bilhões. Na mesma base de comparação, o Ebitda ajustado pro forma registrou um salto de 71%, para R$ 16,361 bilhões, com a margem Ebitda avançando de 46% para 55%. No ano, a receita líquida aumentou 42%, somando R$ 31,7 bilhões.

O volume consolidado de celulose no trimestre caiu 28% na base trimestral, para 2,09mt (ante expectativa de queda de 21% da XP), o que levou o custo operacional por tonelada a subir 8% (4% acima das estimativas da XP). O EBITDA total consolidado de R$3,9 bilhões foi 29% menor quando comparado ao trimestre anterior e 15% abaixo do esperado pelos analistas. 

"Apesar da  reação negativa das ações aos resultados, os volumes devem normalizar ao longo do semestre, enquanto que uma contínua retomada potencial dos preços de celulose deve ajudar a dar sustentação ao papel. O foco permanece nas atualizações sobre a integração com a Fibria e no anúncio de sinergias em março", afirma a XP Research. 

Localiza (RENT3)

A Localiza registrou um lucro líquido de R$ 181,4 milhões no quarto trimestre, um aumento de 4% ante mesma etapa de 2017. 

A empresa de aluguel de veículos e de gestão de frotas registrou ainda um Ebitda de R$ 449 milhões no período, alta de 16,2% na base anual. 

"A empresa está bem capitalizada e prepara para o próximo ciclo de crescimento", destacou o Bradesco BBI, que mantém a avaliação outperform para os papéis baseado no aumento de capital recente de R$ 1,8 bilhão, na forte execução da administração da companhia para entregar o crescimento, o foco na lucratividade e a taxa de crescimento de lucro por ação "convincente" de 37% de 2018 a 2021.

Hypera (HYPE3)

A Hypera teve lucro de R$ 309,8 milhões no quarto trimestre de 2018, 30,4% abaixo na base de comparação anual. Já a receita teve queda de 6,5%, para R$ 927,5 milhões na mesma base de comparação.

O Ebitda das operações continuadas registrou baixa de 9,9%, para R$ 328,3 milhões. 

Em 2018, a Hypera teve lucro líquido de R$ 1,13 bilhão, alta de 17% na comparação anual, enquanto a receita subiu 6,4%, para R$ 3,72 bilhões.

Conforme ressalta o Credit Suisse, a Hypera reportou números do quarto trimestre mostrando deterioração no desempenho operacional, com queda na receita  e pressão de custo e maior período de conversão de caixa em 50 dias. A queda de receita foi consequência de uma desaceleração no segmento anti-gripe e maior competição em vitaminas. Com isso a margem bruta reduziu em 480 pontos-base e o Ebitda caiu 10% na base anual. Apesar disso, o time de análise destaca que a empresa conseguiu entregar o guidance de 2018. 

 

TIM (TIMP3)

A TIM anunciou seu plano para o próximo triênio, informando que planeja investir ao redor de R$ 12,5 bilhões entre 2019 e 2021. Os recursos serão destinados à ampliação e modernização da infraestrutura de rede e tecnologia da informação, especialmente no 4G, 4,5G e fibra óptica até a casa do cliente. No plano anterior, de 2018 a 2020, o valor era de R$ 12 bilhões.

Para a receita de serviços, a empresa estabeleceu meta de crescimento de 3% a 5% no curto prazo e de um dígito médio no longo.

"Embora o novo guidance esteja em grande parte alinhada com as nossas estimativas, as projeções de receita foram ligeiramente menores do que esperávamos e as projeções de investimento foram levemente mais altas do que nossos números e as orientações anteriores (2018-20)", destacam os analistas do Itaú BBA. 

CVC (CVCB3)

A CVC divulgou o balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2018, completando o ciclo do ano. A gigante do turismo teve lucro líquido ajustado de R$ 318,7 milhões nos 12 meses, crescimento de 27,2% com relação a 2017.

Em reservas de viagens (que representam as vendas) o crescimento foi de 31,3% na comparação com 2017, totalizando R$ 3,7 bilhões. As vendas nas mesmas lojas (“SSS”) apresentaram crescimento de 6,3% no 4T18 e 6,1% no ano de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 196,5 milhões no trimestre e R$ 721,6 milhões em 2018, aumento de 14,9% e 21,6% em relação ao quarto trimestre de 2017 e  ao ano anterior, respectivamente.

Considerado parte importante da transformação rumo ao futuro, o canal online viu crescimento de 70% no ano e 114,5% no trimestre, e a empresa fez pelo menos duas contratações importantes nessa área, sendo um ex-Google. Segundo Luiz Fernando Fogaça, presidente da companhia, esta área já conta com 130 funcionários, e “está indo” para 180.

Fora isso, o CEO destaca no trimestre o crescimento da categoria de negócios dentro do portfólio. “No final do ano, as viagens de negócios cresceram em linha com o lazer, algo que não vinha acontecendo”, disse o executivo em entrevista exclusiva ao InfoMoney. De acordo com ele, isso é reflexo da retomada da confiança dos empresários – que tende a melhorar ainda mais nos próximos trimestres. Confira a entrevista clicando aqui. 

 Gol (GOLL4) e Smiles (SMSL3)

O jornal Valor Econômico publicou que a Gol prepara uma nova operação para incorporação da controlada Smiles que a levará para o Novo Mercado e fará a família Constantino perder o controle majoritário do grupo. A reportagem diz que fontes próximas ao assunto relataram que os atuais donos continuarão no comando da gestão por meio de uma participação relevante, porém, inferior a 50% do capital. 

Do outro lado, a Gol enviou comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em que afirma não ter sido consultada pela reportagem que "não há, na presente data, fatos concretos que sustentem as afirmações contidas na matéria com relação à potencial operação de reestruturação societária envolvendo a controlada Smiles". 

Via Varejo (VVAR3)

A ação da Via Varejo chegou a cair 6,64% nesta sessão, entrou em leilão e depois virou para alta, em meio à forte volatilidade após o anúncio do Pão de Açúcar na quinta-feira. Os papéis fecharam com leves ganhos. 

Ontem, mesmo dia em que as ações da companhia fecharam em queda de 10,36%, no pior pregão desde 1 de outubro de 2018, a varejista teve a recomendação reduzida de compra para neutra pela XP Research, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 7 para R$ 6. 

A expectativa é de que a companhia, controladora das redes varejistas Casas Bahia e Ponto Frio, recupere seus resultados em 2019. Contudo, a elevação das incertezas frente a venda da Via Varejo para um investidor estratégico, - principalmente após o anúncio feito na noite de ontem pelo controlador Pão de Açúcar (PCAR4) e logo após um resultado fraco no quarto trimestre de 2018 - deve manter a pressão sobre as ações. 

Na última quinta-feira, o GPA comunicou que segue em busca de um comprador para a Via Varejo até o final do ano. Contudo, em meio às dificuldades, a participação poderia ser alienada diretamente a mercado - e isso levaria mais um ano para se concretizar. 

"Reconhecemos que o desinvestimento para um investidor estratégico pode, de fato, ser um gatilho relevante, potencialmente desencadeando uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), mas o tempo e a probabilidade de se materializar são muito incertos, enquanto operacionalmente, após trimestres subsequentes de decepção, gostaríamos de entrega e visibilidade antes de recuperar a convicção", destaca a analista da XP, Betina Roxo. Confira a análise clicando aqui. 

Cielo (CIEL3)

As ações da Cielo tiveram ganhos expressivos nessa sessão. Vale destacar que, nesta sexta, os papéis da sua concorrente PagSeguro tiveram fortes ganhos em Nova York, na esteira da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2018. 

Embraer (EMBR3)

De acordo com o jornal O Globo, o acordo entre a brasileira Embraer e a americana Boeing para criação de uma terceira fabricante de aviões, uma espécie de "Nova Embraer"  chamada por enquanto de NewCo, abre a possibilidade da nova companhia concorrer com a "velha" Embraer no mercado de aviação executiva. 

A concorrência entre as duas companhias está prevista no documento “Manual e Proposta da Administração para Participação na Assembleia Geral Extraordinária da Embraer”, divulgado para aprovação dos acionistas da fabricante de aviões em assembleia na próxima terça-feira (26). 

O documento aponta que as duas podem desenvolver juntas aeronaves civis de até 50 lugares, mercado ocupado pela aviação executiva. Caso não cheguem a um acordo sobre a estratégia comercial das aeronaves, a NewCo “ poderá lançar referida aeronave isoladamente ou com outros parceiros, sem prejuízo de acordos futuros referentes a novos projetos”.

Ainda em destaque, a Embraer divulgou que a maioria dos acionistas que votaram via boletim de voto a distância aprovou a parceria com a Boeing na área de aviação comercial e com o cargueiro militar KC-390. 

Vale (VALE3)

As ações da Vale subiram na reta final de olho nos sinais de avanço nas negociações entre EUA e China. Donald Trump disse que poderia estender a trégua comercial por um mês caso veja progresso nas negociações. EUA e a China chegaram a um acordo sobre política monetária como parte das negociações comerciais e a delegação chinesa liderada pelo vice-premiê Liu He irá estender visita a Washington por dois dias diante dos sinais de avanço nas conversas.

No radar da companhia, ela vai enfrentar uma terceira ação coletiva nos Estados Unidos relacionada à tragédia de Brumadinho. A nova ação foi protocolada na Corte Distrital Sul de Nova York e cita, além da companhia, os executivos Fabio Schvartsman (atual presidente da Vale), Murilo Ferreira (seu antecessor) e Luciano Siani Pires (diretor financeiro).

O processo foi movido por dois escritórios especializados neste tipo de processo: Pomerantz LLC e Bronstein, Gewirtz & Grossman. O Pomerantz coordenou ação coletiva contra a Petrobras, depois dos casos de corrupção apurados pela Operação Lava Jato. A companhia firmou acordo para pagar US$ 2,95 bilhões em indenizações.

A nova ação contra a Vale trata da aquisição de títulos da companhia, os ADRs, de 11 de abril de 2017 e 28 de janeiro de 2019. O processo demanda ressarcimento de perdas relacionadas à companhia, sobretudo a partir da tragédia de Brumadinho, com a alegação de que não atendeu leis sobre a prestação de informações a investidores.

Procurados, os escritórios de advocacia do caso não se manifestaram. A Vale disse não ter sido citada e frisou que se defenderá no momento oportuno.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras teve leve queda seguindo o desempenho tímido do petróleo nesta sessão. No radar da companhia, em seminário promovido pela ANP, o Ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque afirmou que o formato da revisão do contrato da Cessão Onerosa pode ser definido na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) na próxima quinta. Além disso, se tudo ocorrer como previsto, o governo já poderia anunciar a realização do leilão dos barris excedentes destas áreas ainda esse ano.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O ministro Bento Albuquerque afirmou que será possível realizar a capitalização da Eletrobras ainda em 2019. No entanto, tudo dependerá da definição do modelo da capitalização e das prioridades do governo, que nesse momento se referem à Reforma da Previdência.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

 

 

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