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Ibovespa cai com bancos e de olho no andamento da Previdência; dólar sobe para R$ 3,75

Índice tem sessão volátil entre alta de Petrobras e Vale e queda dos bancos

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa voltou a cair nesta quarta-feira (13) puxado principalmente pelas ações dos bancos, em uma sessão volátil enquanto os investidores ficam de olho nas novidades sobre a Previdência. Sobre isso, a Moody's disse que acredita que o governo conseguirá aprovar "algum tipo de reforma da Previdência" no Congresso, mas não antes do terceiro trimestre.

O Ibovespa fechou com queda de 0,34%, aos 95.842 pontos, após ter atingido a máxima de 96.803 pontos e a mínima de 95.388 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 18,390 bilhões. Enquanto isso, o contrato de dólar futuro com vencimento em março teve alta de 1,28%, para R$ 3,761, e o dólar comercial avançou 1,05%, cotado a R$ 3,7527 na venda.

No mercado de juros, os contratos futuros com vencimento em janeiro de 2021 caíram 13 pontos-base, para 7,04%, enquanto os contratos para janeiro de 2023 recuaram 8 pontos, a 8,18%. O alívio no exterior e a possibilidade de que o texto da reforma da Previdência ganhe velocidade no cronograma colaboram para a queda das taxas de juros futuros.

A data estimada pela Moody's sobre a Previdência frustrou as expectativas dos investidores que se apoiavam na previsão de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, em aprovar a reforma em maio. 

A agência acrescenta, em relatório, que a aprovação de um texto com baixa economia fiscal pode pressionar negativamente o perfil de crédito do Brasil, além de ser ruim também para a confiança dos agentes e a perspectiva de recuperação da economia brasileira.

A Moody's espera que Bolsonaro consiga aprovar uma reforma que gere economia fiscal na casa dos R$ 600 bilhões a R$ 800 bilhões ao ano, o equivalente a 8% a 11% do Produto Interno Bruto (PIB), dependendo da intensidade das medidas. Os valores estão abaixo dos 13,7% de economia fiscal presentes nas medidas da minuta que vazou na semana passada, que prevê economia de R$ 1 trilhão.

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No exterior, os índices norte-americanos mantêm os ganhos apesar de perderem força diante de proposta do senador Marco Rubio de aumentar a taxação sobre recompra de ações. Mais cedo, a alta foi impulsionada pela sinalização de Trump de que estaria aberto a prorrogar o prazo de 1º de março para aumentar as tarifas sobre produtos chineses se os dois lados estiverem próximos de um acordo.

Alta esperada

Mais cedo, Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o hospital. Cerca de dez carros, acompanhados de batedores da Polícia do Exército e carros da Rota fizeram a segurança do presidente. Um helicóptero da Polícia Militar também auxiliou na segurança. O presidente foi para o Aeroporto de Congonhas de onde segue para Brasília.

Seu retorno ao trabalho é visto com otimismo pelo mercado, porque membros da equipe econômica aguardam seu aval para fechar o projeto da reforma da Previdência. Enquanto isso, a equipe de Paulo Guedes se esforça para encontrar uma forma de tornar efetiva a mudança na idade mínima da aposentadoria na proposta e ao mesmo tempo acomodar a posição contrária de Bolsonaro sobre igualar esse patamar para homens e mulheres.

"O gatilho para mais altas (ou novas quedas) será o texto da reforma da previdência, previsto para sair sexta (mas até lá, novos 'vazamentos' podem ocorrer). Somado a isso, teremos vencimento de opções sobre ações na segunda, evento que por si só traz uma volatilidade extra aos ativos brasileiros. Ou seja: esperamos forte volatilidade nos próximos dias", avaliam os analistas da Rico Investimentos em relatório enviado a clientes.  

Clima de tensão

O clima de tensão nos bastidores do PSL com denúncias de candidatos laranjas ganha novo ingrediente. O filho do presidente e vereador Carlos Bolsonaro (PSL) afirmou em rede social que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, mentiu ao dizer que conversou três vezes com seu pai na véspera. 

Na terça-feira (12), Bebianno negou que era protagonista de uma crise no governo após uma reportagem da Folha de S. Paulo apontar que ele liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada —sem maquinário para impressões em massa.

Antes disso, o Bolsonaro já havia responsabilizado Bebianno pela escalada da crise no governo com a revelação de candidaturas laranjas bancadas pelo partido. Com a nova denúncia, a temperatura deve subir no governo. 

Bolsas mundiais

Os índices dos Estados Unidos operam em alta seguindo ainda a esteira de otimismo iniciada ontem com a sinalização de Donald Trump de que pretende apoiar o acordo fechado entre parlamentares democratas e republicanos - e que precisa do seu aval - sobre o orçamento dos EUA.

A medida evita, por enquanto, uma nova paralisação do governo que poderia acontecer no fim desta semana. O acordo provisório inclui R$ 1,375 bilhão para a construção de barreiras verticais de aço e não um muro sólido - defendido por Trump.

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Permanece ainda a expectativa otimista sobre uma resolução para a guerra tarifária entre China e EUA, com Trump afirmando que considera adiar o prazo de 1º de março para fechar um acordo comercial com o país. O presidente norte-americano disse que a China "quer muito fazer um acordo" e que ele tem "uma grande equipe" no país tentando chegar a uma resolução.

As bolsas europeias também operam em alta seguindo o otimismo gerado pelas notícias relacionadas ao governo norte-americano. Os mesmos fatores levaram as bolsas asiáticas a encerrar com valorização.

No mercado de commodities, os preços do petróleo sobem pelo segundo dia com a promessa da Arábia Saudita de ampliar os cortes em sua produção e as tensões com possíveis sanções dos Estados Unidos à Venezuela. Do outro lado, a Agência Internacional de Energia disse que o mercado pode se ajustar a essas sanções e não passar por um rali de alta.

(Com Agência Estado)

 

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