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BB Seguridade lucra 11% menos e desagrada analistas; Vale sabia de risco elevado de barragem e mais notícias

Confira os destaques do mercado na sessão desta terça-feira (12)

Brumadinho rompimento Vale
(Ricardo Stuckert)

SÃO PAULO - A temporada de resultados ganha força, com atenção para os números da BB Seguridade, Comgás e São Martinho. Além disso, o avanço na venda de ativos da Petrobras também ganha destaque, com o Valor informando que a venda da TAG para a Engie está na reta final. Confira no que ficar de olho nesta terça-feira (12):

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade teve lucro líquido ajustado de R$ 839,8 milhões no quarto trimestre de 2018, 10,7% abaixo na base de comparação anual. Em termos líquidos, o lucro foi de R$ 716,9 milhões, 21% menor na comparação ano a ano. 

“A queda do lucro líquido ajustado no comparativo pode ser explicada pela contração de 43% do resultado financeiro, parcialmente compensada pela alta de 4,1% do resultado operacional não decorrente de juros”, afirmou a BB Seguridade no relatório de resultados.

Além da menor remuneração de seus títulos, dado que a Selic segue na mínima histórica de 6,5% ao ano, a empresa também acusou os efeitos da elevação na taxa de remuneração dos passivos financeiros da Brasilprev atrelados aos planos de previdência tradicionais.

O volume de prêmios caiu fortemente nas comparações sequencial e anual, desde a conclusão da venda de sua fatia numa joint venture para a sócia Mapfre, negócio que inclui seguros automotivo e de grandes riscos, por R$ 2,4 bilhões. Com isso, os negócios de risco e acumulação atingiram R$ 291,9 milhões no quarto trimestre, queda de 42,6%. Em contrapartida, a receita com os negócios de distribuição cresceu 27,8%, para R$ 544,6 milhões.

Já a rentabilidade sobre o patrimônio líquido da BB Seguridade caiu 0,8 ponto percentual, para 41,4%.

Juntamente com os resultados, a BB Seguridade previu crescimento de 5% a 10% de seu lucro ajustado de 2019 ante o ano passado. A empresa também previu aumento de 7% a 10% das reservas de previdência da Brasilprev e de 7 a 12 por cento dos prêmios emitidos pró-forma da BB Mapfre SH1.

"A companhia reportou dados fracos (abaixo de nossas estimativas que já estavam abaixo do consenso). Vimos dados fracos para Brasilprev e BB Mapfre SH2, e o destaque positivo ficou na comissão de incentivo", avalia o Itaú BBA. 

Comgás (CGAS5)

A Comgás teve um lucro líquido de R$ 858,8 milhões, 371% maior na comparação com o mesmo período de 2017, quando registrou um lucro de R$ 182,2 milhões. Já a receita bruta subiu 20,6% no mesmo período, para R$ 2,32 bilhões, enquanto a receita operacional líquida teve alta de 28%, para R$ 1,9 bilhão.

Em 2018, o lucro foi de R$ 1,34 bilhão em 2018, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2017, de R$ 640 milhões, enquanto a receita teve alta  23,5%, para R$ 6,84 bilhões. 

A companhia registrou uma receita financeira líquida de R$ 78,7 milhões, ante uma perda financeira líquida de R$ 225,5 milhões em 2017. A Comgás também reduziu em 89% suas despesas operacionais, em base anual, para R$ 95,2 milhões.

Vale ressaltar que a Comgás decidiu suspender a divulgação de projeções financeiras (guidance), devido à oferta pública para aquisição de ações (OPA) pela controladora Cosan S.A. Em comunicado ao mercado na noite desta segunda-feira, 12, após a divulgação do balanço do quarto trimestre e do ano de 2018, a distribuidora afirma que “manterá o mercado informado caso decida pela retomada da divulgação ao término de referida operação.”

A OPA é pela totalidade das ações preferenciais classe A da Comgás, cujo leilão está marcado para o dia 8 de março, às 12h. Na publicação do edital, em 31 de janeiro, consta que o preço oferecido por ação é de R$ 82.

São Martinho (SMTO3)

A São Martinho registrou um lucro líquido de R$ 65,92 milhões referente à safra do terceiro trimestre de 2019, queda de 60,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 417,3 milhões, queda de 16,1%, enquanto o endividamento líquido teve alta de 26,1%, a R$ 3,1 bilhões. 

Segundo o Itaú BBA, os números foram negativos, com o Ebitda ficou 8,3% abaixo do consenso e 2% abaixo das projeções dos analistas. "O principal destaque foi diluição de custo menor que o esperado, e carryover de estoque de etanol para o próximo trimestre maior que o esperado", apontam os analistas. 

Banrisul (BRSR6)

O Banrisul registrou lucro recorrente de R$ 300,1 milhões no quarto trimestre, 41,9% abaixo frente o mesmo período de 2017. Já em 2018, o lucro foi de R$ 1,096 bilhão, alta de 20,3%.

A margem financeira foi de R$ 1,578 bilhão no quarto trimestre, com alta de 10,5% em 2018 e também de 10,5% em três meses. A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 34,561 bilhões.

As despesas com provisão para devedores duvidosos foram de R$ 449,8 milhões no quarto trimestre, com altas de 27,4% e 81,7%, respectivamente. O índice de inadimplência ficou em 2,55% no quarto trimestre, de 2,91% no terceiro e 3,56% no quarto trimestre do ano passado.

O retorno recorrente anualizado foi de 17,6% no quarto trimestre, de 17,3% no terceiro e 20,2% no quarto trimestre do ano passado. 

Vale (VALE3)

 A Vale estava ciente no ano passado de que a barragem de rejeitos que entrou em colapso no mês passado, matando pelo menos 165 pessoas, tinha um risco elevado de ruptura, segundo um documento interno visto pela Reuters na segunda-feira.

O relatório, com data de 3 de outubro de 2018, mostra que, segundo a própria Vale, a barragem da mina de minério de ferro Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), tinha duas vezes mais chance de se romper do que o nível máximo tolerado pela política de segurança da empresa.

Ainda no radar da mineradora, o Ibama informou que está multando diariamente a empresa desde sexta-feira (8) e a empresa deve pagar R$ 100 mil por dia até executar um plano de salvamento de fauna silvestre e doméstica.

Tenda (TEND3)

A Tenda reportou seu guidance de pré-vendas de R$ 1.95 bilhão a R$ 2,15 bilhões e margem bruta ajustada entre 34 e 36% para 2019, o que foi visto como positivo pelos analistas do Itaú BBA.

"O guidance de margem bruta ajustada reforça a visão da companhia de que a nova curva de subsídio da faixa 1.5 do Minha Casa Minha Vida não leva necessariamente a uma desaceleração de ROE em 2019", avalia o Itaú BBA, que mantém recomendação de compra para os papéis e preço-alvo de R$ 38,50 por ação para 2019. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Segundo o jornal Valor Econômico, depois de um longo período parado, o processo de venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras entrou em fase de finalização, com uma oferta de US$ 8 bilhões pelo grupo francês de gás e energia Engie, segundo fonte próxima ao tema.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

Um incêndio no final da tarde de segunda-feira (11) atingiu um galpão de almoxarifado do Consórcio Construtor de Belo Monte, no Sítio Belo Monte, em Vitória do Xingu (PA).

Segundo nota divulgada pela Norte Energia, a brigada de emergência do canteiro de obras e o Corpo de Bombeiro de Altamira foram acionados e o fogo foi controlado. 

Segundo o consórcio Construtor, responsável pela área, não houve vítimas, apenas danos materiais. Por medida de segurança, todos os trabalhadores foram retirados do local.

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