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Vale tem recomendação rebaixada por vários bancos após desastre em Brumadinho; confira mais notícias

S&P deixou rating da mineradora em revisão, em um dia que deve ser de derrocada para o papel

Lama invade casa em Brumadinho
(Corpo de Bombeiros)

SÃO PAULO - Os olhos dos investidores brasileiros estão totalmente voltados para o desenrolar da tragédia ocorrida em Brumadinho por conta do rompimento da barragem do complexo do Feijão. Diversas casas de análise revisaram as recomendações após o desastre, enquanto a S&P colocou o rating da companhia em revisão. Confira estes e outros destaques do mercado: 

Vale (VALE3)

A tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) que causou um rastro de destruição ambiental e dezenas de mortes ainda está sendo digerido pelo mercado, com os ADRs da companhia chegando a ter uma derrocada de 19% após caírem 8% na sexta-feira. 

Depois do rompimento da barragem, diversas casas de análise passaram a revisar a recomendação para os papéis da companhia, caso do Jefferies, Macquarie, HSBC e do BMO, que reduziram a recomendação de compra para o equivalente à manutenção. Os papéis estão sob revisão de recomendação pelo Bank of America Merrill Lynch. 

Vale destacar que a agência de classificação de risco Standard & Poor's colocou a Vale em CreditWatch com implicações negativas, dizendo que a empresa poderia enfrentar multas e a possível perda de sua licença para operar na região afetada pelo rompimento da barragem.

Durante o fim de semana, diversas decisões de bloqueios e sanções pelo acidente foram tomadas, que já somam R$ 11,3 bilhões. Juízes acataram os pedidos de indisponibilidade e bloqueio do valor total de R$ 11 bilhões e determinaram que a companhia “adote as medidas necessárias para garantir a estabilidade da barragem VI do Complexo Mina do Córrego do Feijão, se responsabilize pelo acolhimento e integral assistência às pessoas atingidas, dentre outras obrigações”, informou a empresa em comunicado. 

A Vale destacou ainda que foi intimada da imposição de sanções administrativas pelo Ibama e pelo Estado de Minas Gerais de R$ 250 milhões e aproximadamente R$ 99,1 milhões, respectivamente. Os bloqueios dos recursos da Vale representam quase metade do seu caixa no fim de setembro, de R$ 24,4 bilhões no caixa. 

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Vale destacar que os contratos futuros de minério de ferro da China saltaram na madrugada desta segunda-feira em meio a preocupações sobre a oferta, uma vez que inspeções de segurança em outras operações da Vale podem afetar a produção da mineradora de forma mais ampla. O futuro de minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian subia 2,71%, a 550,50 iuanes. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

O governo federal estendeu até abril o prazo para a apuração e a liquidação de créditos e débitos existentes entre a União e os beneficiários ao final da subvenção econômica para a comercialização do óleo diesel rodoviário.

O prazo para fechar as contas para pagamento às empresas produtoras e importadoras de diesel pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) terminaria até o último dia útil de janeiro de 2019. A extensão do período consta de decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, dia 28.

Pela regulamentação, o pagamento da subvenção à Petrobras e demais fornecedores é feito pela União, via ANP, após fechamento mensal da conta gráfica dos produtores e importadores. O programa de subsídio ao combustível, baixado em maio do ano passado pelo governo de Michel Temer para pôr fim a paralisação de caminhoneiros, foi encerrado em dezembro.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, vai iniciar as discussões com o novo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, sobre o total de participação da União que será diluído dentro do plano de capitalização da empresa. As informações são do jornal Valor Econômico. Ainda não está claro se o novo plano resultará na venda do controle da elétrica, mas o executivo, defensor da privatização, pretende mostrar ao governo que a desestatização trará mais valor para as ações da companhia que ficarão nas mãos da União. 

Ainda sobre o setor de energia, a bandeira tarifária nas contas de luz para fevereiro será verde, sem custo para os consumidores, a exemplo do que aconteceu em janeiro, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

IMC (MEAL3)

A IMC informou que o montante por ação, referente à restituição aos acionistas em decorrência da redução de capital da Companhia, foi alterado em função da redução no número de ações de emissão da Companhia mantidas em tesouraria.

Assim, será pago aos acionistas da Companhia, a título de restituição de parte do valor de suas ações, o montante atualizado de R$ 0,6313917 por ação (anteriormente o valor era de R$ 0,6328581 por ação), sendo certo que do valor da redução de capital será descontado o valor dos tributos, conforme legislação aplicável.

"Todos os prazos e procedimentos informados no comunicado ao mercado divulgado pela Companhia em 22 de janeiro de 2019 permanecem inalterados", informou a IMC.

TIM (TIMP3)

A TIM emitiu R$ 1 bilhão em debêntures a 104,10% do CDI. A oferta é para investidores qualificados, com vencimento em julho de 2020. A remuneração é de 104,10% do CDI e o coordenador líder é o banco Itaú BBA.

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