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Aumento de apetite por ações na América Latina põe Brasil em foco

O mercado acionário da maior economia da América Latina deve apresentar o melhor desempenho na região neste ano, de acordo com 68% dos entrevistados em uma pesquisa com investidores que participaram da Latin American CEO Conference do Banco Santander

Bandeira Brasil
(Shutterstock)

(Bloomberg) -- O Brasil é o país do futuro, ou pelo menos de 2019, dizem os gestores.

O mercado acionário da maior economia da América Latina deve apresentar o melhor desempenho na região neste ano, de acordo com 68% dos entrevistados em uma pesquisa com investidores que participaram da Latin American CEO Conference do Banco Santander. Outra pesquisa realizada em janeiro pelo Bank of America Merrill Lynch mostrou que cerca de 90% dos entrevistados esperam que o Ibovespa encerre o ano acima dos níveis atuais.

O Ibovespa já subiu 8 por cento neste ano, liderado por ganhos de empresas estatais, com os investidores apostando que o novo governo entregará as promessas pró-mercado que vão da privatização de empresas ao avanço da reforma da Previdência. O índice opera perto das máximas históricas e a mediana das estimativas de estrategistas indica que o Ibovespa deve fechar o ano a 105.950 pontos - um potencial de alta de 11% em relação aos níveis atuais.

A pesquisa do Bank of America Merrill Lynch revelou que 91 por cento dos participantes acreditam que a tão esperada reforma da Previdência será aprovada em algum momento de 2019 e um terço dos investidores esperam sua aprovação no primeiro semestre do ano. Quase metade dos entrevistados na pesquisa do Santander espera aprovação no segundo semestre do ano.

A Argentina, que passa por um ano de eleição presidencial, foi vista como a segunda melhor escolha pelos entrevistados do Santander, enquanto um quarto dos investidores entrevistados pelo Bank of America afirmaram que planejam aumentar suas alocações no país, enquanto nenhum avaliou uma redução. O S&P Merval subiu 15 por cento neste ano em dólares, a maior alta entre os índices primários, depois de perder mais de 50 por cento do seu valor em 2018.

Os investidores em ações latino-americanas estarão mais focados em reformas e desenvolvimentos políticos na região, e depois nas tensões entre a China e os EUA, preços globais das commodities e por último, no ritmo de aumento de juros do Fed, segundo a pesquisa do Santander.

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