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Ibovespa bate 96 mil pontos na esteira de ânimo global; dólar sobe a R$ 3,77

O otimismo ganha força com sinais de que as negociações entre China e Estados Unidos têm avançado

Bolsa Ibovespa investimento gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa opera em alta seguindo o rali global desta sexta-feira (18) e bate novo recorde ao superar a marca dos 96 mil pontos e renovar mais uma vez sua máxima histórica intradiária. Na véspera, o índice encerrou pela primeira vez acima dos 95 mil pontos. Lá fora, o otimismo ganha força com sinais de que as negociações entre China e Estados Unidos têm avançado. 

Segundo informações da CNBC, a China teria oferecido aos Estados Unidos uma proposta de aumento da importação de produtos norte-americanos até 2024  durante a reunião de representantes de ambos os governos no início de janeiro.

Neste contexto, às 15h54 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,74%, aos 96.057 pontos, após a alcançar a máxima de 96.395 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro de 2019 tinha alta de 0,40%, cotado a R$ 3,767, e o dólar comercial avançava 0,61%, para R$ 3,770. 

No mercado de DIs, o contrato de juros futuros com vencimento em janeiro de 2021 recuam de 7,38% para 7,34%, e o contrato para janeiro de 2023 caía de 8,50% para 8,48%.

Permanecem no radar a expectativa com novidades sobre a reforma da Previdência e novas polêmicas envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e sua família. 

Destaques da bolsa

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 NATU3 NATURA ON 45,84 +5,33 +2,43 86,90M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 35,62 +5,01 +26,45 133,83M
 ELET3 ELETROBRAS ON 32,47 +4,91 +34,01 114,71M
 MRFG3 MARFRIG ON 6,02 +4,15 +10,26 21,68M
 FLRY3 FLEURY ON 22,26 +3,82 +13,25 25,70M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 EMBR3 EMBRAER ON 19,78 -3,37 -8,76 110,47M
 SMLS3 SMILES ON 41,98 -3,14 -3,76 28,70M
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 45,36 -2,97 +7,95 69,37M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 10,34 -1,52 +10,23 8,29M
 BRKM5 BRASKEM PNA 46,66 -1,50 -1,52 221,56M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Bolsas mundiais

Os índices das bolsas asiáticas encerraram esta sexta com alta de mais de 1% impulsionados pelo otimismo com as negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Os investidores comemoraram a divulgação de relatos informando que as autoridades norte-americanas podem estar ponderando a possibilidade de flexibilizar as tarifas impostas a China, em uma tentativa de avançar com as negociações. 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, propôs retirar todas ou algumas das tarifas sobre as importações chinesas para dar a Pequim uma razão para fazer concessões mais profundas nas negociações comerciais entre os dois países, informou o Wall Street Journal, citando fontes. Do outro lado, um alto funcionário do governo disse para a CNBC, que "não há discussão sobre a retirada de tarifas agora".

Mesmo que posteriormente negado pelo Departamento do Tesouro, a informação reforça a retórica de queo governo dos Estados Unidos está ansioso por um acordo.

Na China, o governo anunciou que planeja ampliar medidas para estimular gastos dos consumidores neste ano, como incentivos à compra de carros e eletrodomésticos, conforme informou a Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional hoje.

O mercado acionário europeu também opera em alta na esteira do otimismo generalizado em relação à guerra comercial entre China e Estados Unidos. A elevação de ratings de alguns bancos da Europa também ajudam a dar fôlego às altas das bolsas.

O mesmo caminho de otimismo é trilhado pelos índices dos Estados Unidos enquanto o shutdown - paralisação parcial do governo por falta de orçamento - chega ao seu 28º dia sem solução. O presidente Donald Trump cancelou sua ida ao Fórum de Davos devido ao shutdown. 

Os preços do petróleo operam em alta diante do alívio na relação entre China e Estados Unidos e da queda drástica da produção pelos membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o que ameniza os temores em relação ao excesso de oferta. 

Em relatório mensal divulgado nesta sexta-feira, a AIE estimou que a produção da Opep sofreu diminuição de 590 mil barris por dia (bpd) no mês passado, a 32,39 milhões de bpd, o menor patamar desde julho do ano passado.

A queda se deve principalmente ao resultado da Arábia Saudita, cuja oferta recuou 420 mil bpd em dezembro, a 10,64 milhões de bpd. Houve cortes na produção também da Líbia e do Irã, cuja indústria petrolífera está sob os efeitos de sanções dos Estados Unidos.

Conexão Brasília

O programa Conexão Brasília recebe, a partir das 14h45 (de Brasília), o analista político da XP Paulo Gama. O programa comentará os resultados do Barômetro do Poder, que estreia nesta sexta-feira no InfoMoney e traz um compilado das opiniões das principais casas de análise política sobre temas de interesse nacional.

O programa também comentará os destaques do noticiário político na semana. Dentre eles, o caso Queiroz, o decreto de flexibilização da posse de armas, as discussões sobre a reforma da Previdência e as expectativas com a ida de Jair Bolsonaro a Davos. O programa será transmitido, ao vivo, pela InfoMoneyTV.

Noticiário político 

Novas polêmicas envolvendo a família Bolsonaro surgem no radar.  O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar suspendendo a investigação criminal contra Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). De plantão, Fux atendeu a um pedido feito pelo filho do presidente.

Um ministro do STF ouvido pelo jornal Folha de S. Paulo disse que o pedido foi considerado uma "confissão de culpa". Segundo o magistrado, o caso ficou ainda mais grave e a atitude é uma confissão de que o envolvido é o senador eleito e não o motorista. 

Outros ministros da corte acreditam ainda que, se a questão for aberta no STF, o presidente Jair Bolsonaro também será investigado, já que existem movimentações financeiras ligadas à primeira-dama Michelle.

Até mesmo grupos mais próximos do presidente Jair Bolsonaro sinalizaram incômodo com o pedido de seu filho. Segundo o G1, integrantes da área militar do governo demostraram desconforto com o pedido de suspensão da investigação. Para esses auxiliares, foi uma surpresa a solicitação feita por Flávio Bolsonaro. “Ainda não há uma explicação convincente. Enquanto isso não acontecer, o desgaste desse caso vai continuar. Já está demorando demais”, comentou um auxiliar próximo do presidente.

Para a equipe da XP Research, a suspensão da investigação "abre espaço para conflito com discurso de campanha e vira munição para a oposição na volta do recesso parlamentar". O ministro Marco Aurélio deve decidir sobre a continuidade da apuração em fevereiro.

Em novo episódio sobre a polêmica das mensagens em redes sociais que ganhou força durante a campanha eleitoral, o jornal Folha de S. Paulo publicou a informação de que uma funcionária da agência de comunicação que contratou disparos em massa de mensagens de WhatApp para a campanha de Bolsonaro foi nomeada para um cargo comissionado na Secretaria-Geral da Presidência e deve despachar a poucos metros do presidente.

Com salário de cerca de R$ 10,3 mil, Taíse de Almeida Feijó será assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha. 

Sobre a reforma da Previdência, o governo esclareceu que não é intenção do ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipar itens da proposta de reforma de Previdência durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. "O ministro da Economia vai falar sobre a importância central da reforma para o equilíbrio macroeconômico do País no encontro", esclareceu.

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Uma fonte do governo, ao ser questionada sobre a possibilidade de a proposta ser apresentada, disse que "esse é um tema da maior importância, o ministro vai com algum detalhe desse tema pra Davos". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Segundo a Bloomberg, todos os cenários de reforma da Previdência apresentados ao presidente Jair Bolsonaro incluem idade mínima e tempo de transição menor do que os 20 anos que estão na proposta que está em tramitação no Congresso.

Na eleição para presidente do Senado, a oposição a Renan Calheiros se articula para enfraquecer o emedebista. Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também é candidato, tem a prerrogativa de presidir a sessão da eleição e pretende exercê-la, para decidir questões de ordem, como a realização ou não de segundo turno – e até mesmo a votação ser aberta ou secreta.

 

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