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Ibovespa Futuro aponta para novas máximas com otimismo generalizado e reforma da Previdência

Equipe econômica faz aceno a uma reforma da Previdência mais robusta do que a sinalizado por Bolsonaro dias atrás

Ibovespa alta gráfico investimento
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Depois de superar os 92 mil pontos no fechamento do pregão, atingindo nova máxima histórica, o Ibovespa deve testar patamares ainda mais elevados diante do otimismo generalizado que toma conta dos mercados internacionais hoje com otimismo sobre o diálogo entre EUA e China. 

Os ventos domésticos também são favoráveis, com o aceno a uma reforma da Previdência mais robusta do que o sinalizado por Jair Bolsonaro dias atrás, o que deve agradar aos investidores. 

"Com as idades mínimas mais dentro do ideal (62 anos mulheres e 65 anos homens) e um ciclo mais curto de transição, esta seria a melhor reforma em diversos aspectos, pois dá no mínimo um alívio de curto prazo na questão fiscal, ao menos 4 anos e com a nova regra de capitalização, abre um espaço de no mínimo uma década para a rediscussão do tema", avalia Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Neste contexto, às 9h04 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro subia 0,42%, a 93.010 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro de 2019 tinha queda de 0,26%, cotado a R$ 3,708, e o dólar comercial recuava 0,48%, para R$ 3,716. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em alta movidas pelas expectativas otimistas com o desfecho da guerra comercial entre China e Estados Unidos. As negociações em Pequim de representantes dos dois países encerraram nesta quarta-feira (9), um dia depois do esperado, e as autoridades envolvidas disseram que os detalhes serão divulgados em breve. 

Além disso, influenciou positivamente o fato de a China planejar medidas para estimular o consumo de automóveis e de eletrodomésticos e o governo central do país avisou que ampliará investimentos em infraestrutura.

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O otimismo anima as bolsas europeias, que também sobem, mas os investidores seguem de olho no Brexit. A primeira-ministra britânica, Theresa May, sofreu uma derrota no Parlamento ontem. Parlamentares contrários à saída do Reino Unido da União Europeia sem um acordo venceram uma votação, criando mais um obstáculo para um Brexit sem acordo.

Os índices futuros dos Estados Unidos também sobem com o otimismo global. Na noite de ontem, o presidente Donald Trump fez um pronunciamento oficial defendendo a construção do muro na divisa com o México, impasse que mantém uma queda de braço entre o governo e os democratas no Congresso e resultou no "shutdown", com a paralisação do financiamento de diversos serviços públicos que já chega ao seu 19º dia. 

Trump disse que há uma crise humanitária e de segurança na fronteira e apelou: "quanto sangue americano terá que ser derramado até que o Congresso aprove?”. A maioria da Câmara dos Estados Unidos é democrata e se posiciona contra a construção do polêmico muro. 

O maior apetite ao risco global influencia também o mercado de commodities e os preços do petróleo também operam em alta. O dólar cai em relação a maior parte de seus pares.

Reforma da Previdência

O governo deve enviar ao Congresso em fevereiro uma proposta de reforma da Previdência mais robusta, com alterações sobre o atual regime das aposentadorias, mas também com a criação de um novo modelo capitalização para os trabalhadores que ainda entrarão no mercado de trabalho. 

Os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes, sinalizaram que a visão da equipe econômica de uma reforma mais duradoura deve prevalecer na versão que será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro na próxima semana.

Bolsonaro ainda vai bater o martelo sobre o desenho final, e a equipe econômica ainda terá de convencê-lo de que o Congresso Nacional é capaz de digerir a proposta de uma reforma mais dura e de longo prazo. Na semana passada, o presidente havia acenado com uma proposta mais "light", apenas para seu mandato, o que gerou apreensão entre economistas, uma vez que não representaria uma solução definitiva para o grave desequilíbrio nas contas públicas.

Nesta manhã, o presidente confirmou a revogação da adesão do Brasil ao Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular. Na sua conta no Twitter, ele afirmou que a iniciativa foi motivada para preservação dos valores nacionais. “O Brasil é soberano para decidir se aceita ou não migrantes”, disse o presidente. “Não ao pacto migratório.”

Agenda econômica

Dia de agenda esvaziada no Brasil. No exterior, a ata do Federal Reserve será divulgada às 17h (de Brasília) e o investidor buscará pistas sobre os bastidores da decisão unânime de elevar os juros em dezembro. Recentemente, o presidente do Fed, Jerome Powell sinalizou uma visão mais branda para a política monetária e despertou otimismo nas bolsas diante da desaceleração das maiores economias do mundo. 

Clique aqui para conferir a agenda completa de indicadores.

Noticiário político 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que a medida provisória antifraudes em benefícios previdenciários e assistenciais será enviada nesta quarta-feira (9) para o presidente Jair Bolsonaro. Guedes voltou a dizer que o efeito fiscal da medida deve ficar entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões por ano - inclusive 2019.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os ministros confirmaram que a proposta da reforma da Previdência será apresentada a Bolsonaro na próxima semana e deve ser enviada ao Congresso - junto com a criação de um novo modelo de capitalização - em fevereiro.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o decreto que flexibiliza a posse de armas de fogo deve estar pronto na próxima semana. O assunto foi tratado pelo presidente durante reunião ministerial ontem no Palácio do Planalto.

Outros temas seguem a todo vapor no governo de Bolsonaro. Sua equipe estuda mudar o modelo de concessão de rodovias federais. Segundo a Folha de S. Paulo, em vez de exigir pedágios mais baratos, o Ministério de Infraestrutura avalia cobrar outorgas bilionárias nos próximos leilões.

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O sistema, semelhante ao adotado pelos governos tucanos no estado de São Paulo desde os anos 1990, abandonaria as concessões que privilegiavam o critério de menor pedágio, que vigorava nas administrações Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e que sofreram críticas pela inviabilidade econômica que demonstraram na prática.

Caso a proposta vá adiante, o dinheiro arrecadado abastecerá um fundo rodoviário nacional com o objetivo de implementar melhorias e duplicações nas demais vias para que também sejam concedidas.

Noticiário corporativo

A Petrobras fechou um contrato de compra e venda de gás natural com a BR Distribuidora no valor de R$ 2 bilhões, com prazo de 730 dias.

A Engie espera retomar neste ano as negociações com a Petrobras para a aquisição da TAG (Transportadora Associada de Gás), subsidiária da estatal dona de uma rede de gasodutos de aproximadamente 4,5 mil km de extensão nas regiões Norte e Nordeste do país. As informações são do jornal Valor Econômico.

O atual diretor-presidente da gestora de recursos do Banco do Brasil, BB DTVM, Carlos André, deve permanecer no cargo, segundo a coluna Broadcast, do jornal o Estado de S. Paulo. Dentre as funções do executivo está a de tocar uma possível abertura de capital da asset nos moldes da BB Seguridade. 

O conselho de administração da Copel elegeu Daniel Pimentel Slaviero como novo diretor-presidente, Eduardo Vieira de Souza Barbosa como diretor jurídico e de relações institucionais e David Campos como diretor-adjunto.

As ações do Itaú, foram rebaixadas de ‘outperform’ a ‘neutro’ pelo analista Luis Fernando Azevedo, do Safra. O preço-alvo dos papéis foi elevado de R$ 34 para R$ 38,50, o que implica em um potencial de alta de 2,6% em relação ao último fechamento.

Também o Safra rebaixou a ‘neutro’ a Itaúsa, antes classificada como ‘outperform’. O preço-alvo foi elevado de R$ 12,20 para R$ 14, o que implica em um potencial de alta de 8,7% em relação ao último fechamento.

A Guggenheim iniciou a cobertura das ações da Cielo com recomendação ‘neutra’.

A BB Seguridade teve a recomendação rebaixada a ‘neutra’ pelo analista Domingos Falavina, do JP Morgan. O preço-alvo também foi rebaixado, de R$ 29 para R$ 28, implicando um potencial de alta de 1,7% em relação ao último fechamento.

A Taurus Armas, nova denominação da Forjas Taurus, aprovou ontem um acordo preliminar para encerrar a ação judicial proposta nos EUA envolvendo supostos defeitos apresentados em modelos de revólveres. A proposta do acordo envolve custos estimados entre US$ 7,1 milhões e US$ 7,9 milhões.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

 

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