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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira no que ficar de olho na sessão desta quinta-feira (27)

Plataforma de petróleo
(Divulgação)

SÃO PAULO - Após o S&P 500 fechar a sessão anterior com a maior alta desde 2009, o mercado testa hoje a consistência do alívio gerado pelo sinal da Casa Branca de que Jerome Powell permanecerá no Federal Reserve. No âmbito doméstico, o Ibovespa fechou no vermelho ontem, mas ainda pode se ajustar a Wall Street. Destaque para a divulgação dos estoques de petróleo (EUA) que acontece nesta quinta-feira (27) às 14h.

Confira os cinco principais assuntos do dia:

1. Bolsas mundiais

O índice Dow Jones, nos Estados Unidos, subiu mais de mil pontos na última quarta-feira (26) liderado por uma ampla recuperação de Wall Street, após um relatório de vendas de fim de ano divulgado pela Mastercard mostrar que o volume foi o mais forte em anos, ajudando a acalmar as preocupações sobre a saúde da economia americana.

Neste ano, as vendas de Natal nos EUA subiram 5,1% em relação ao ano anterior - maior ganho em 6 anos. O otimismo levou os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq a apresentarem seus maiores ganhos percentuais diários em quase uma década: Dow Jones subiu 1.086 pontos (+4,98%), o S&P 500 ganhou 4,96% e o Nasdaq avançou 5,84%.

Na Europa e na Ásia, os mercados se beneficiaram do otimismo de Wall Street, com as ações reagindo positivamente na Europa, subindo na sessão anterior cerca 1,2%, e o Nikkei saindo do bear market e subindo até 3,8%. Nesta manhã, porém, o futuro do índice de Tóquio volta a mostrar leve queda, enquanto as bolsas europeias têm desempenhos mistos.

Eis o desempenho dos principais índices às 7:58 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) - 1,51%

*Dow Jones Futuro (EUA) -1,52%

*Nasdaq Futuro (EUA) -1,84%

*DAX (Alemanha) -1,41%

*FTSE (Reino Unido) -0,53%

*CAC-40 (França) +0,10%

*FTSE MIB (Itália) -1,15%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,67% (fechado)

*Xangai (China) -0,61%

*Nikkei (Japão) +3,88% (fechado)

*Petróleo WTI -2,08%, a US$ 45,26 o barril

*Petróleo brent -2,22%, a US$ 53,26 o barril

2. Agenda econômica

Na agenda de indicadores, destaque no plano doméstico para o resultado primário do governo central. Nos Estados Unidos, os investidores devem monitorar a divulgação dos estoques de petróleo às 14h, além dos resultados de confiança do consumidor (13h), de vendas de casas novas e de seguro-desemprego (11h30).

3. Petróleo e EUA

Ontem, o petróleo disparou mais de 8% após o assessor do presidente norte-americano Donald Trump, Kevin Hassett, dizer que Jerome Powell está 100% seguro no Federal Reserve, além do alívio na guerra comercial. Nesta quinta-feira, porém, o petróleo devolve parte da alta da véspera.

Também nos EUA, serão retomadas hoje as negociações sobre a paralisação parcial do governo norte-americano, que completa seis dias. Nem Trump nem os democratas sinalizam avanço no impasse, que pode se estender até semana que vem.

4. Noticiário político

Às vésperas da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), uma pesquisa do Datafolha mostrou que dois em cada três brasileiros discordam que o Brasil deva dar preferência aos Estados Unidos em suas relações exteriores - uma das principais diretrizes diplomáticas de Bolsonaro e seu futuro chanceler, Ernesto Araújo. Segundo o instituto, 66% dizem discordar da ideia de privilegiar os EUA em detrimento dos demais países. A oposição é majoritária em todas as faixas etárias, de renda e de escolaridades, independentemente de região ou gênero.

5. Radar corporativo

No noticiário das empresas, a Gol anunciou que devolverá 13 aeronaves Boeing 737 NG nos próximos anos, reduzindo a dívida líquida da companhia em cerca de R$ 1,1 bilhão. A Eletrobras informou que a SEC (U.S. Securities and Exchange Comission) aceitou o acordo proposto pela companhia, que pagará US$ 2,5 milhões. Também no radar, o Grupo Pão de Açúcar começa hoje a se desfazer de sua posição em Via Varejo por meio de um leilão de ações na B3. Ontem, as ações fecharam com queda de 5,7% após o anúncio.

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