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Petrobras afunda 3,4% com petróleo; Embraer cai 2% e Cielo recua 4,6% após decisão do CMN

Confira os destaques do pregão desta quinta-feira

Revista InfoMoney | Ed. 53 - Após o pico, o vale
(Divulgação)

SÃO PAULO - No noticiário corporativo, destaque para uma parceria firmada entre Cielo e Banco Original, a possibilidade de pagamento de dividendos de até US$ 1,7 bilhão pela Embraer após o acordo com a Boeing - que foi suspenso novamente pela Justiça - e a parceria de uma subsidiária da Ambev no Canadá para pesquisar bebidas não alcoólicas contendo extratos presentes na cannabis.

Confira esses e mais destaques corporativos desta manhã:

Petrobras (PETR3; PETR4)

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a eficácia de um decreto que, na prática, compromete o plano de desinvestimento da Petrobras. O decreto 9.355 permitia que a estatal vendesse, por exemplo, blocos de petróleo sem necessidade de fazer licitação.

Segundo o Ministro, cabe ao Congresso, e não ao Executivo, legislar sobre licitações e contratações da Petrobras. Agora, a decisão será submetida ao plenário, em data ainda não definida (já que o Judiciário entrou ontem em recesso), mas que deve ocorrer na “abertura do primeiro semestre do judiciário em 2019”.

Ainda no radar, a Petrobras manteve para amanhã (21) o preço da gasolina inalterado nas refinarias em R$ 1,6202/litro após revisão.

Também influenciou o desempenho das ações da companhia neste pregão o movimento do petróleo no mercado internacional. O barril tipo WTI caiu 4,28%, a US$ 46,11, ao passo que o brent recuou 4,59%, a US$ 54,61.

Vale (VALE3)

A mineradora virou pra queda com o mal humor do mercado e acabou descolando do movimento positivo do minério de ferro no mercado internacional. Os contratos futuros da commodity negociados na bolsa chinesa de Dalian subiram 1,74%, a 496,50 iuanes.

Embraer (EMBR3)
A Justiça Federal de São Paulo concedeu uma nova liminar que suspende o acordo entre Embraer e Boeing, que vende a parte de aviação comercial da companhia brasileira. As informações são a agência de notícias Reuters.

A decisão é do juiz Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo e ocorre após processo aberto por sindicatos de metalúrgicos. Esse é mesmo juiz que havia tomado uma decisão semelhante no início do mês, na ocasião atendendo a pedidos deputados petistas.

A liminar tem entre os autores o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, cidade onde está um dos principais pólos de produção da Embraer no país, e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.

A Embraer e a norte-americana Boeing aprovaram na última segunda-feira (17) a parceria entre as empresas. De acordo com os termos aprovados, a Boeing deterá 80% de participação na joint venture pelo valor de US$ 4,2 bilhões, enquanto a Embraer ficará com 20%.

A expectativa é de que a parceria não tenha impacto no lucro por ação da Boeing até 2020, passando a ter impacto positivo nos anos seguintes. Segundo a companhia, o negócio, que está sendo chamado de JV Aviação Comercial ou Nova Sociedade, deve gerar sinergias anuais de cerca de US$ 150 milhões - antes de impostos - até o terceiro ano da operação.

A parceria ainda está sujeita à aprovação do governo brasileiro. Depois disso, será submetida à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, assim como outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo.

Ainda no noticiário da empresa, de acordo com o jornal o Valor Econômico, com os recursos recebidos do acordo entre as duas empresas poderá distribuir dividendos extraordinários aos acionistas no valor de US$ 1,6 bilhão a US$ 1,7 bilhão - contra uma média de US$ 250 milhões distribuídos atualmente por ano.

CCR (CCRO3)

A agência de classificação de risco Moody’s mudou ontem a perspectiva de rating da CCR, de ‘em revisão’ para ‘negativa’, dados possíveis efeitos negativos de investigações envolvendo denúncias de irregularidades pela Rodonorte, subsidiária da companhia no Paraná.

Lojas Americanas (LAME3)

Em reunião anual com investidores, a Lojas Americanas afirmou que espera grande potencial pela frente com a possibilidade de abertura de 3 mil lojas pelo Brasil, além do lançamento de franquias, para o modelo de lojas de conveniência. Após a reunião, a equipe de research da XP Investimentos reiterou compra para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 21.

B2W Digital (BTOW3)

A XP Investimentos reiterou compra para os papéis de B2W com preço-alvo de R$ 43, após evento com investidores em que a companhia apresentou iniciativas de seu ciclo 2017-2019 com foco na plataforma digital, incluindo evolução de sortimento, "crédito seller" com taxas competitivas e soluções de logística.

Cielo (CIEL3)

A Cielo anunciou ontem uma parceria com o Banco Original para “oferecer um novo modelo de oferta digital e soluções de pagamento para o segmento de micro e pequenos empreendedores”. A iniciativa vem em meio a um ambiente de multiplicação de concorrentes.

Além disso, foi anunciada ontem pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) a regulação do uso de recebíveis como colateral de crédito. Todas as adquirentes obrigatoriamente terão de seguir as novas definições, que, entre outras novidades, impedem uso excessivo de colateral.

A partir do fim de janeiro, quando entra em vigor a resolução, o saldo dos recebíveis antecipados necessariamente será depositado em uma conta no domicilio bancário, e o banco terá 2 dias uteis para decidir se repassa ao lojista ou se vai exercer o colateral.

As regras novas também abrem espaço para concorrência. Os lojistas deixarão de ser obrigados a fazer operações que antecipam o recebimento do dinheiro de vendas por cartões de crédito com uma única instituição financeira. Essa exclusividade antes era conhecida como “trava bancária”.

Já analistas do Credit Suisse dizem que adquirentes como Cielo, Stone e Pagseguro têm mais a perder que a ganhar com estas novidades. “Acreditamos que o varejista não terá incentivo [para antecipar recebíveis], dada a transferência do saldo ao domicilio bancário”, escreveram os especialistas no setor.

Ambev (ABEV3)

A subsidiária canadense da Ambev, a Labatt, fechou uma parceria com a High Park Farms para pesquisar bebidas não alcoólicas contendo extratos presentes na cannabis. Segundo comunicado, cada uma das empresas poderá investir até US$ 50 milhões e a parceria está limitada ao Canadá.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan confirmou que houve um aumento de 10% nas vendas reportadas por lojistas nos shoppings centers da companhia em novembro.

Gerdau (GGBR4)

O Conselho da Gerdau aprovou o adiantamento do aumento de capital de R$ 1,1 bilhão, que será feito na controlada Gerdau Aços Longos. Também foram aprovados aportes de capital, na forma de aumento de capital, no valor de até R$ 260 milhões (na Gerdau Hungria Kft) e de até R$ 300 milhões (na GTL Equity Investments).

Além disso, foi aprovada a aquisição de 1.299.783 ações ordinárias nominativas da Gerdau Aços Longos, de propriedade de Gerdau Açominas pelo valor de R$ 56,5 milhões.

Linx (LINX3)

O Itaú BBA atualizou suas estimativas para o ativo para incorporar premissas macro e os resultados mais recentes. Os analistas rolaram o preço-alvo para R$ 30 em 2019 (contra R$ 19,50 em 2018), mantendo a recomendação de ‘market perform’.

Iochpe Maxion (MYPK3)

A equipe de análise do Itapu BBA rolou o preço-alvo para os papéis da Iochpe Maxion no próximo ano para R$ 30, reafirmando a recomendação de ‘outperform’. “Com um balanço mais confortável, a Iochpe pode fortalecer sua presença global, concentrando-se no aumento da capacidade em países com baixos custos de produção e/ou com mercado interno forte”, escrevem os analistas.

E completam: “Projetamos aumentar a geração de caixa, principalmente apoiada pela melhora do EBITDA, contribuindo para uma maior desalavancagem”.

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