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CPFL anuncia novo CEO, Fazenda não vê restrição em acordo Embraer-Boeing, 3 notícias de Petrobras e mais destaques

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira (19)

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - Os preços do petróleo se recuperam nesta quarta-feira (19) após cair nas últimas três sessões com preocupações sobre o excesso de oferta e desaceleração da economia global, mantendo os mercados sob pressão. A notícia pode impactar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

No radar InfoMoney desta quarta-feira (19), CPFL Energia anuncia novo CEO, Petrobras anuncia distribuição de JCP no valor de R$ 4,29 bilhões, Banco Inter vai pagar R$ 1,5 milhão por vazamento de dados de clientes e mais notícias.

Confira esses e mais destaques corporativos desta manhã:

Petrobras (PETR3; PETR4)

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor de R$ 4,29 bilhões. O montante corresponde a um valor bruto de R$ 0,05/ação ON e R$ 0,70/ação PN. As ações serão negociadas ‘ex-juros’ a partir de 26 de dezembro.

Na opinião do Credit Suisse, a notícia é positiva para as ações preferenciais dada a diferença de valores. “Acreditamos que a empresa deve anunciar uma JCP adicional para as ONs depois do resultado anual de 2018”, escrevem. 

Segundo o Bradesco BBI, os dividendos anunciados vieram em linha com o projetado, e os analistas esperam que a companhia pague mais dividendos nas ações preferenciais. “Dependendo dos preços do petróleo e da venda de ativos, a Petrobras deve equalizar o pagamento para ambas as ações nos próximos anos, o que pode aumentar o pagamento para cerca de 40% e o dividend yield para aproximadamente 4%”, escrevem.

O Conselho da companhia também aprovou a proposta de um novo plano previdenciário denominado Plano Petros 3. O plano será ofertado em caráter de migração voluntária, aos participantes dos planos Petros do Sistema Petrobras Repactuado e Petros do Sistema Petrobras Não Repactuado, chamados Planos BD.

Também no radar da estatal, foi aprovada a 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em até 3 séries, no valor de R$ 3 bilhões. De acordo com comunicado, a oferta prevê a colocação de, no mínimo, R$ 1 bilhão, bem como, possibilidade de acréscimo de até 20%, ou seja, em até R$ 600 milhões.

Ainda segundo a companhia, as debêntures da 1ª e 2ª séries serão de infraestrutura e os recursos captados serão “aplicados exclusivamente” nas atividades de exploração e avaliação na área de blocos, enquanto os recursos da 3ª série serão destinados ao pré pagamento de dívidas. Caso sobre dinheiro, este será destinado ao reforço de caixa para utilização no curso ordinário dos negócios da companhia.

BRF (BRFS3)

A BRF informou nesta quarta-feira, 19, que vendeu a Avex – que atua na produção de alimentos à base de frango e margarinas na Argentina – para a Granja Tres Arroyos e Fribel, que se comprometeram, conjuntamente, a adquirir 100% do capital social da empresa por R$ 50 milhões. 

A Avex opera três plantas localizadas em Llavalol, Villa Mercedes e Rio Cuarto, na Argentina, com capacidade de abate de 160 mil aves por dia e processamento de mais de 10 mil toneladas por mês de produtos como margarinas, molhos, azeite e ingredientes para panificação.

CPFL Energia (CPFE3)

Segundo fato relevante divulgado pela CPFL Energia, André Dorf renunciou ontem dos cargos de diretor-presidente, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e planejamento e membro efetivo do conselho de administração. Em seu lugar foi nomeado Gustavo Estrella, atualmente vice-presidente financeiro e de relações com investidores, que deve assumir o cargo a partir de 1º de fevereiro. Yuehui Pan, por sua vez, substituirá Estrella.

Embraer (EMBR3)

O Ministério da Fazenda deu um parecer favorável ao acordo entre a Embraer e a Boeing para criar uma joint venture. O presidente Michel Temer já recebeu o “ok” da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e agora o governo federal tem 30 dias para dizer se concorda ou não com os termos do tratado. O prazo vence em 16 de janeiro.

Também no radar da companhia, a Embraer assinou um contrato com o governo de Kiribati, em parceria com a companhia aérea nacional, Air Kiribati, para um pedido firme para dois jatos E190-E2 e direitos de compra para outros dois. O contrato tem valor de US$ 243 milhões e o pedido será inserido na carteira de pedidos da Embraer do 4º trimestre de 2018.

Banco Inter (BIDI4)

O Banco Inter fechou um acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para encerrar uma ação civil pública por vazamento de dados de clientes. O valor pago em indenização será de R$ 1,5 milhão. Desse valor, R$ 1 milhão serão destinados a instituições públicas que combatem crimes cibernéticos e R$ 500 mil serão destinados a instituições de caridade a serem indicadas pelas partes.

Segundo comunicado do banco ao mercado, o acordo judicial visa “fortalecer as instituições públicas que lutam contra crimes cibernéticos no Brasil”.

MarcoPolo (POMO4)

O Itaú BBA introduziu um novo preço-alvo de R$ 5,00/ação para 2019, o que totaliza um upside de 24,4%. Os analistas também mantiveram a recomendação de ‘outperform’. “Vemos o papel negociando a 15,1 vezes o Preço/Lucro e 9,7 vezes o Valor da Empresa/Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês)”, escrevem os analistas.

Guararapes (GUAR3)

Após o encontro com o CEO da Guararapes, o Itaú BBA manteve a recomendação de ‘outperform’ para os papéis da companhia, rolando o preço-alvo para 2019 em R$ 188 (contra R$ 168 em 2018).

Sanepar (SAPR4)

A Sanepar informou em comunicado que destituiu Ricardo José Soavinski do cargo de diretor-presidente, sem detalhar motivos. O interino até a eleição do novo diretor-presidente será Sergio Ricardo Veroneze.

Fleury (FLRY3); Odontoprev (ODPV3)

Os papéis de Fleury foram rebaixados a 'manutenção' pelo Santander, com preço-alvo de R$ 25 (anteriormente R$ 30,50). O Santander também elevou a recomendação dos papéis de Odontoprev a 'compra', com preço-alvo de R$ 16,50.

Oi (OIBR4)

A Oi acertou com seus principais investidores a flexibilização de condições contratuais para que a companhia receba o aumento de capital de R$ 4 bilhões definido em seu plano de recuperação judicial. Para isso, entretanto, está sujeita a um desembolso extra que poderá chegar a US$ 45 milhões.

O acordo foi firmado no fim de semana e está passando pelas etapas burocráticas para a assinatura. Um comunicado deverá ser emitido ao mercado ainda nesta semana. Procurada, a Oi não comenta o assunto.

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(Com Agência Estado)

 

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