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Ibovespa perde força com Wall Street, mas sobe de olho em Fomc e queda de 7% do petróleo

Índice chegou a subir 1% na máxima do dia, mas passou a perder força com a virada dos índices norte-americanos

Gráfico Ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa perdeu força na reta final do pregão desta terça-feira (18) puxado pela virada para queda dos índices nos Estados Unidos, mas conseguiu fechar no positivo. No radar, o mercado fica de olho na reunião do Fomc (Federal Open Market Commitee) na próxima quarta, além da derrocada do petróleo, que desabou 7% e puxou as ações da Petrobras (PETR4).

Com isso, o benchmark da bolsa fechou com alta de 0,24%, aos 86.610 pontos, chegando a subir 1,01% na máxima do dia. O volume financeiro, por sua vez, ficou em R$ 12,075 bilhões. Enquanto isso, o dólar comercial teve alta de 0,18%, cotado a R$ 3,9013 na venda.

Apesar dos ganhos, os temores de que o Fed siga com sua política de aumento de juros em um cenário de desaceleração econômica que pressionaram os mercados na última sessão seguem no radar e, inclusive, abalam os mercados europeus e também os asiáticos, que se ajustam à baixa em Wall Street da última sessão.

Nesse cenário, os investidores voltam seus olhos para o Fomc desta quarta: apesar da aposta em alta do juro de 0,25 ponto percentual nesta reunião, espera-se que o Fed, pressionado pelo presidente Donald Trump, sinalize pausa ou ritmo menor da alta em 2019.

Ontem, no Twitter, Trump afirmou ser “incrível” que o Fed esteja considerando outro aumento de juros num momento de “dólar forte e praticamente nenhuma inflação”. 

No mercado de commodities, o petróleo desabou cerca de 7%, atingindo sua minima em mais de 15 meses conforme os Estados Unidos e a Rússia continuam a registrar níveis recordes de produção, enquanto analistas alertam que sinais de demanda fraca estão surgindo.

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Ata do Copom puxa juros para cima
Em destaque na agenda econômica brasileira, a ata da última reunião do Copom repercute nos principais contratos de juros futuros, que registram leve alta após o documento do Comitê citar "cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária".

Contudo, o movimento não devolve a queda vista após o comunicado do encontro, visto como "dovish" (brando) e a perspectiva do mercado segue de manutenção da Selic pelos próximos meses. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 registrou alta de 4 pontos-base, a 7,51%, enquanto o de vencimento em janeiro de 2023 tem leve alta de 7 pontos-base, a 8,86%. 

"À luz do cenário básico com o qual trabalhamos, sem novos choques que alterem o balanço de riscos prospectivo para a inflação, e da sinalização apontada pelo Copom, avaliamos que a Selic ficará estável ao longo de todo o primeiro semestre de 2019, com altas em ritmo gradual a partir do segundo semestre, alcançando 7,25% no final do próximo ano", destaca a equipe econômica do Bradesco.

Altas e baixas

Em meio à forte queda do petróleo, as ações da Petrobras foram o destaque de queda do dia, enquanto a baixa da commodity impulsionou os ativos da Gol, uma vez que essa tendência de baixa ajuda a diminuir os custos operacionais da aérea.

A Estácio, por sua vez, virou de forte alta para queda em meio a mudança de CEO: sai Pedro Thompson, entra Eduardo Parente, que vem da Vale, onde era diretor de projetos especiais.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GOLL4 GOL PN N2 25,12 +6,04 +72,05 206,14M
 MRVE3 MRV ON ED 12,20 +4,45 -12,45 47,98M
 TIMP3 TIM PART S/AON 12,49 +4,34 -3,02 48,39M
 VIVT4 TELEF BRASILPN EJ 48,50 +4,03 +9,56 194,23M
 KLBN11 KLABIN S/A UNT N2 16,33 +3,88 -3,25 85,56M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 PETR4 PETROBRAS PN N2 22,00 -3,80 +37,81 1,59B
 PETR3 PETROBRAS ON N2 25,17 -3,38 +49,98 221,92M
 RADL3 RAIADROGASILON EJ 58,96 -3,19 -35,18 67,26M
 TAEE11 TAESA UNT EJ N2 22,75 -2,20 +21,58 39,92M
 MRFG3 MARFRIG ON 5,45 -2,15 -25,55 10,10M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 22,00 -3,80 1,59B 1,77B 54.468 
 VALE3 VALE ON 51,44 +0,37 929,41M 1,11B 40.212 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN EJ 35,12 +1,62 508,12M 615,52M 33.832 
 BBAS3 BRASIL ON EJ 43,80 +0,23 353,68M 463,48M 20.963 
 BBDC4 BRADESCO PN 38,35 +1,86 351,93M 520,50M 20.765 
 B3SA3 B3 ON 26,65 -0,56 238,36M 244,98M 20.771 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 15,88 -1,37 222,59M 302,60M 17.109 
 PETR3 PETROBRAS ON N2 25,17 -3,38 221,92M 324,84M 13.627 
 KROT3 KROTON ON 9,10 -0,22 215,77M 126,88M 26.371 
 ITSA4 ITAUSA PN EJ 11,90 +0,48 206,72M 254,99M 24.013 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Reformas do novo governo no radar
As notícias sobre a reforma da previdência seguem no radar dos mercados neste final de ano. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que o futuro governo de Jair Bolsonaro faça a reforma da Previdência de uma vez só, e não "fatiada" por setores, de forma a evitar perder seu capital político sem concluir a votação toda. A estratégia defendida por Maia vai na contramão do que Bolsonaro afirmou há duas semanas.

Vale destacar que, ontem, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender o sistema de capitalização como o melhor para a Previdência, mas admitiu que já não é possível fazer uma transição que inclua todos os trabalhadores. 

Por isso, a saída é reformar o atual sistema de repartição, "geneticamente condenado", deixando o sistema de capitalização para gerações futuras. Guedes não fez menção à atual proposta de reforma da Previdência que está no Congresso.

Enquanto isso, estudo de pesquisadores do Ipea, entre eles Adolfo Sachsida e Alexandre Ywata, que hoje compõe a equipe de Bolsonaro, propõe alterações na tributação de empresas, propondo inclusive o fim do Simples, conforme destaca a Folha

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Bolsas asiáticas
Além das preocupações sobre o Fomc, as bolsas asiáticas e a maioria dos metais recuam após fala do presidente chinês não trazer qualquer compromisso em abrir ou estimular a 2ª maior economia do mundo, que enfrenta sinais de desaceleração em meio à guerra comercial.  

Em discurso para comemorar o 40º aniversário das reformas econômicas chinesas, Xi Jinping disse nesta terça que o país vai se manter na trajetória atual de reformas e “jamais buscará a hegemonia”, numa tentativa de minimizar preocupações sobre sua excessiva influência econômica.

Xi também manifestou apoio ao sistema multilateral de comércio, mas não fez referências diretas às atuais tensões comerciais entre Pequim e Washington. Em tom desafiador, Xi disse que "ninguém está em condições de ditar ao povo chinês o que deve ou não ser feito".

 

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