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Ibovespa fica no zero em dia de cautela externa e vencimento de opções sobre ações; dólar avança

A sessão é de praticamente de estabilidade para as bolsas europeias e para os índices futuros americanos, em meio à cautela na semana em que o Federal Reserve deverá voltar a elevar os juros

Ibovespa alta gráfico investimento
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A semana começa com relativa tranquilidade para o Ibovespa, com o mercado à espera de importantes eventos econômicos nos próximos dias, com destaque para a próxima reunião do Fomc. Com isso, o índice acompanha o mercado externo e tem leve baixa, com variação negativa de 0,15%, a 87.315 pontos às 10h45 (horário de Brasília), após chegar a abrir com ganhos; vale ressaltar que a sessão marca o vencimento de opções sobre ações, o que pode render maior volatilidade ao benchmark da bolsa. Já o dólar comercial avança 0,46%, a R$ 3,922 na venda. 

A sessão é de praticamente de estabilidade para as bolsas europeias e para os índices futuros americanos, em meio à cautela na semana em que o Federal Reserve deverá voltar a elevar os juros. Investidores ficarão atentos a possíveis sinais de desaceleração no ritmo de elevação de juros no próximo ano. Enquanto isso, os investidores seguem atentos a possíveis sinais de desaceleração da economia global. 

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, mas com ganhos moderados nesta segunda-feira, apagando parte da forte queda que sofreram no pregão anterior, quando indicadores fracos da China e da zona do euro reavivaram preocupações com o arrefecimento da economia global e derrubaram os mercados acionários mundiais, mas os mercados por lá também ficam de olho no Fed. 

Entre as moedas, o peso mexicano se fortalece após o recém-empossado presidente Andrés Manuel López Obrador prometer superávit fiscal em 2019. Já o petróleo registra leve alta após a queda no início da sessão.

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Altas e baixas do Ibovespa

A maior alta do Ibovespa na sessão fica para os papéis da Embraer, cujo conselho de administração aprovou a parceria estratégica para combinação de ativos na área de aviação comercial com a Boeing. De acordo com a parceria proposta, a Boeing deterá 80% de participação na joint venture pelo valor de US$ 4,2 bilhões. Em julho, quando o acordo foi anunciado, o valor informado para pagamento à Embraer pela Boeing era de US$ 3,8 bilhões. A joint venture foi avaliada na ocasião em US$ 4,75 bilhões. Agora, o valor anunciado pela empresa em fato relevante é de US$ 5,26 bilhões. Pelos cálculos da Embraer, o resultado da operação, líquido de custos de separação, será de US$ 3 bilhões.

Também em destaque, está a ação da Smiles, que "comemora" a decisão da B3 de decidir pela inadmissibilidade da migração da Gol para o Novo Mercado. Em razão da decisão, a aérea continuará avaliando “à luz do novo cenário do setor aéreo brasileiro”, com a MP que libera até 100% do capital estrangeiro em companhias aéreas, “opções adicionais disponíveis para implementação da potencial incorporação da Smiles Fidelidade”.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 EMBR3 EMBRAER ON 21,70 +4,68 +9,08 40,06M
 SMLS3 SMILES ON 45,89 +4,53 -36,37 6,41M
 BRAP4 BRADESPAR PN 30,44 +2,04 +9,86 5,28M
 USIM5 USIMINAS PNA 9,55 +1,81 +5,40 10,53M
 VALE3 VALE ON 51,61 +1,43 +33,38 64,27M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 9,53 -1,75 -16,46 1,74M
 GOLL4 GOL PN N2 23,24 -1,73 +59,18 12,68M
 SANB11 SANTANDER BRUNT 43,11 -1,26 +39,22 1,53M
 LAME4 LOJAS AMERICPN 19,66 -1,01 +15,85 815,51K
 LREN3 LOJAS RENNERON 39,20 -0,76 +11,22 1,30M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

 

Agenda doméstica

No calendário nacional, atenção para o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de outubro, que ficou levemente acima do esperado ao registrar um avanço de 0,02% na atividade em relação ao mês anterior, em meio a expectativas de leve alta. 

Além disso, durante a semana, saem a Ata do Copom (terça-feira) e o Relatório Trimestral de Inflação (quinta-feira). Os dois deverão ser complementares à medida que mostram a visão do Banco Central sobre o cenário brasileiro. Após a manutenção da Selic em 6,50% na última semana, o mercado agora tenta projetar quando, e se, teremos um ciclo de alta dos juros.

Para completar, a semana ainda contará com a divulgação do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15) de dezembro, na sexta-feira (21), com projeção da GO Associados de variação de 0,09%, levando o dado acumulado de 12 meses para 4,12%. Vale destacar que o BC terá semana ativa na semana e anunciou leilões de linha de até US$ 1 bilhão nesta segunda no câmbio. Clique aqui e confira a agenda completa de indicadores. 

Agenda internacional

No exterior, chama atenção a votação do Orçamento dos Estados Unidos, que ganhou mais importância diante das ameaças do presidente Donald Trump de paralisar o governo do país se o Congresso não aprovar os US$ 5 bilhões previstos para a construção do muro na fronteira do México.

Ainda nos EUA, destaque também para a última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) de 2018, em que o mercado espera mais uma alta de juros. O encontro, porém, contará também com uma coletiva de imprensa do presidente do Federal Reserve Jerome Powell e divulgação de projeções econômicas, com os investidores de olho em sinais para a política monetária no próximo ano. 

Noticiário político

O Congresso encerra os trabalhos na terça-feira (18), dia em que deve votar o Orçamento de 2019. A Comissão Mista do Congresso aprovou orçamento por unanimidade, com meta para o déficit do setor público
consolidado em R$ 132 bilhões. Agora, a aprovação pelo Congresso  é condição para início do recesso parlamentar. Na Câmara, os deputados param em 22 de dezembro e retornam em 2 de fevereiro. No Senado, o recesso vai de 23 de dezembro a 1º de fevereiro. 

Também olhando para o ano que vem, integrantes da equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, dizem que sua prioridade na reta final da transição será afinar o discurso sobre a reforma da Previdência, informa a coluna Painel, da Folha. Eles querem definir não só o projeto que será apresentado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), mas a estratégia que será empregada para obter sua aprovação no Congresso. A ideia é que a proposta fique pronta até o início da nova legislatura, em fevereiro. Segundo o jornal O Globo, a equipe de transição ainda estuda proposta de reforma tributária. 

A eleição à presidência da Câmara também está no radar. De acordo com a Folha, sem aval de Bolsonaro, Paulo Guedes  já começou a trabalhar pela reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo a publicação, Guedes tem medo de que sua proposta de reforma da Previdência não avance no Congresso Nacional e orientou deputados a conversarem com Maia, que já se disse convergente com essa agenda.

Durante o fim de semana, Bolsonaro usou o Twitter para dizer que junto aos futuros ministros de Minas e Energia e Agricultura analisa o potencial de exploração de reservas de potássio, cálcio e magnésio para reduzir dependência de matéria-prima importada para produzir fertilizantes. 

 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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