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Ibovespa encerra sequência de 3 altas e cai quase 1% na semana; dólar sobe para R$ 3,90

Índice chegou a acelerar as perdas na última hora de pregão, mas voltou a amenizar, se descolando da forte queda em Wall Street

Painel ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após três altas seguidas, o Ibovespa não sustentou os ganhos nesta sexta-feira (14) e caiu de olho no cenário externo, em meio aos dados frustrantes da economia chinesa, que elevam os temores sobre uma desaceleração global. Apesar disso, as perdas ficaram longe do recuo de quase 2% dos índices em Wall Street.

O benchmark da bolsa fechou com queda de 0,44%, aos 87.449 pontos, com o volume financeiro atingindo R$ 10,789 bilhões. Com isso, o índice encerra a semana com queda acumulada de 0,76%. Já o dólar comercial teve alta de 0,63%, cotado a R$ 3,9046 na venda, levando a moeda para sua sétima semana seguida de ganhos.

Números da indústria e varejo da China, publicados durante a madrugada, não apenas mostraram crescimento mais fraco como vieram aquém das expectativas. E foram estes números que pesaram nos mercados do mundo todo, que agora ficam mais preocupados sobre o ritmo de crescimento global.

A produção industrial subiu 5,4% na comparação anual de novembro, mas o resultado ficou bem abaixo do ganho de 5,9% visto em outubro e da previsão de analistas, que também era de alta de 5,9%. No setor varejista, as vendas tiveram expansão anual de 8,1% em novembro, depois de aumentarem 8,6% em outubro. Neste caso, a projeção de economistas era de acréscimo de 8,8%.

Por outro lado, novos sinais sobre o alívio na guerra comercial entre americanos e chineses ajudaram a limitar as perdas do mercado. O Ministério de Finanças da China informou nesta sexta-feira a suspensão temporária do aumento retaliatório das tarifas sobre carros e autopeças importados dos Estados Unidos, reduzindo-as de 40% para 15%. A medida valerá por três meses, de 1º de janeiro a 31 de março de 2019.

No mercado de commodities, o petróleo teve forte queda e devolveu parte da forte alta de 2,8% da véspera, enquanto a Arábia Saudita pode promover corte agudo de produção; metais cedem em Londres com dados chineses gerando receios sobre demanda.  

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Noticiário corporativo

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 9,38 -2,80 +3,53 118,88M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 28,50 -2,50 +25,55 85,19M
 PCAR4 P.ACUCAR-CBDPN EJ 80,50 -2,42 +3,80 154,85M
 ELET3 ELETROBRAS ON 24,41 -2,32 +26,22 126,17M
 FLRY3 FLEURY ON 19,61 -2,10 -31,48 72,33M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GOLL4 GOL PN N2 23,65 +7,50 +61,99 245,04M
 ESTC3 ESTACIO PARTON 24,85 +2,18 -18,89 106,28M
 CIEL3 CIELO ON 9,44 +1,94 -57,09 76,98M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 9,70 +1,89 -14,97 24,11M
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 170,60 +1,85 +113,25 187,92M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 23,05 -1,33 1,05B 1,95B 44.948 
 VALE3 VALE ON 50,88 +0,55 858,32M 1,13B 35.928 
 BBDC4 BRADESCO PN 38,40 -1,13 464,36M 550,08M 23.484 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 35,52 -0,73 432,26M 623,63M 28.445 
 KLBN11 KLABIN S/A UNT N2 16,02 +0,13 397,58M 94,37M 17.795 
 BBAS3 BRASIL ON EJ 44,10 +0,05 313,70M 495,54M 17.584 
 FIBR3 FIBRIA ON 66,76 -0,12 247,50M 102,24M 6.998 
 GOLL4 GOL PN N2 23,65 +7,50 245,04M 103,37M 22.874 
 B3SA3 B3 ON 27,35 -1,26 190,44M 243,58M 20.878 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON 170,60 +1,85 187,92M 188,13M 5.442 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Novos diretores do BC e Orçamento
Bruno Serra, executivo do Itaú da área de renda fixa, é indicado diretor de política monetária do Banco Central, enquanto João Manoel Pinho de Mello - atualmente secretário de promoção da produtividade e advocacia da concorrência e secretário de política econômica da Fazenda - ocupará a diretoria de Organização do Sistema Financeiro do BC. A aprovação do orçamento, que ainda depende do plenário, é condição para início do recesso parlamentar.

Também em destaque, a Comissão Mista do Congresso aprova orçamento de 2019 por unanimidade, com meta para o deficit do setor público consolidado em R$ 132 bilhões.

Já o Estadão informa que, depois da repercussão negativa, a Câmara praticamente encerrou os trabalhos da atual legislatura no plenário nesta semana e deve desistir de projetos que deixariam uma fatura bilionária para o governo Jair Bolsonaro.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)

 

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