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Ibovespa cai e dólar volta aos R$ 3,90 com preocupação sobre economia global após dados da China

Números da indústria e varejo da China, publicados durante a madrugada, não apenas mostraram crescimento mais fraco como vieram aquém das expectativas

Bolsa China
(shutterstock)

SÃO PAULO - A sessão é de queda para o Ibovespa em meio aos dados frustrantes da economia chinesa, que derrubam as bolsas mundiais ao elevar os temores sobre uma desaceleração global. Porém, assim como as últimas três sessões foram de alta contida para o índice, a baixa também não é tão expressiva nesta sexta-feira (14). Às 10h22 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa tinha queda de 0,49%, a 87.402 pontos, enquanto o dólar comercial tem alta de 0,57%, a R$ 3,902 na venda. Já o contrato de dólar negociado no mercado futuro com vencimento em janeiro de 2019 tem alta de 0,27%, a R$ 3,903. 

Números da indústria e varejo da China, publicados durante a madrugada, não apenas mostraram crescimento mais fraco como vieram aquém das expectativas. A produção industrial subiu 5,4% na comparação anual de novembro, mas o resultado ficou bem abaixo do ganho de 5,9% visto em outubro e da previsão de analistas, que também era de alta de 5,9%. No setor varejista, as vendas tiveram expansão anual de 8,1% em novembro, depois de aumentarem 8,6% em outubro. Neste caso, a projeção de economistas era de acréscimo de 8,8%.

Por outro lado, novos sinais sobre o alívio na guerra comercial entre americanos e chineses ajudam a limitar as perdas do mercado. O Ministério de Finanças da China onfirmou nesta sexta-feira a suspensão temporária do aumento retaliatório das tarifas sobre carros e autopeças importados dos Estados Unidos, reduzindo-as de 40% para 15%. A medida valerá por três meses, de 1º de janeiro a 31 de março de 2019.

A cautela externa também precede a divulgação de dados de atividade nos EUA nesta sexta e o encontro de política monetária do Fomc (Federal Open Market Committee) da próxima semana. Na Europa, os PMIs Markit na Alemanha também ficam abaixo do previsto e vendas europeias de carro caem, um dia após o presidente Mario Draghi alertar sobre riscos econômicos na zona do euro. 

No mercado de commodities, o petróleo tem leve queda e devolve parte da forte alta de 2,8% da véspera, enquanto Arábia Saudita pode promover corte agudo de produção; metais cedem em Londres com dados chineses gerando receios sobre demanda.  

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Noticiário corporativo

O maior destaque de queda no Ibovespa fica para as ações de Vale e siderúrgicas, também impactadas pelos dados da China, que impacta diversas ações de empresas do setor pelo mundo. 

Por outro lado, entre as maiores altas, está a Eletrobras, após o TST revogar liminar que anulava venda da distribuidora da Eletrobras Amazonas Energia e libera venda da distribuidora Ceal, marcada para a próxima semana. 

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 9,47 -1,87 +4,52 9,11M
 SBSP3 SABESP ON 30,80 -1,35 -7,62 5,61M
 GOAU4 GERDAU MET PN 7,07 -1,26 +25,36 1,61M
 BRAP4 BRADESPAR PN 29,66 -1,13 +7,05 1,16M
 VALE3 VALE ON 50,07 -1,05 +29,40 34,47M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ELET3 ELETROBRAS ON 25,61 +2,48 +32,42 7,25M
 CPLE6 COPEL PNB 33,07 +2,26 +33,09 7,57M
 CYRE3 CYRELA REALTON 15,46 +1,64 +21,66 789,29K
 ESTC3 ESTACIO PARTON 24,60 +1,15 -19,71 1,92M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 29,51 +0,96 +30,00 4,26M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)



Novos diretores do BC e Orçamento 

Bruno Serra, executivo do Itaú da área de renda fixa, é indicado diretor de política monetária do Banco Central, enquanto João Manoel Pinho de Mello - atualmente secretário de promoção da produtividade e advocacia da concorrência e secretário de política econômica da Fazenda - ocupará a diretoria de Organização do Sistema Financeiro do BC. A aprovação do orçamento, que ainda depende do plenário, é condição para início do recesso parlamentar.

Também em destaque, a Comissão Mista do Congresso aprova orçamento de 2019 por unanimidade, com meta para o deficit do setor público consolidado em R$ 132 bilhões. Já o Estadão informa que, depois da repercussão negativa, a Câmara praticamente encerrou os trabalhos da atual legislatura no plenário nesta semana e deve desistir de projetos que deixariam uma fatura bilionária para o governo Jair Bolsonaro.

 

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(Com Bloomberg e Agência Estado)

 

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