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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Confira no que ficar de olho na sessão desta sexta-feira (14)

bolsas chinesas
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após ganhos do mercado durante boa parte da semana na esteira do alívio nas tensões comerciais entre EUA e China, os dados do gigante asiático divulgados durante a madrugada frustraram e levam a uma sessão de forte baixa para os principais índices mundiais. 

Por aqui, atenção para os últimos dias para o fim dos trabalhos legislativos e para a formação da diretoria do Banco Central, enquanto a Eletrobras teve boa notícia  após o TST restabelecer vendas da Amazonas Energia e Ceal. Confira os destaques desta sexta nos mercados:

1. Bolsas mundiais

Uma bateria de dados chineses aumentou os temores sobre desaceleração global, derrubando os mercados e as commodities, fortalecendo o dólar contra moedas de exportadores de matérias-primas. 

Números da indústria e varejo da China, publicados durante a madrugada, não apenas mostraram crescimento mais fraco como vieram aquém das expectativas. A produção industrial subiu 5,4% na comparação anual de novembro, mas o resultado ficou bem abaixo do ganho de 5,9% visto em outubro e da previsão de analistas, que também era de alta de 5,9%. No setor varejista, as vendas tiveram expansão anual de 8,1% em novembro, depois de aumentarem 8,6% em outubro. Neste caso, a projeção de economistas era de acréscimo de 8,8%.

Por outro lado, os investimentos chineses em ativos fixos de áreas não rurais registraram avanço de 5,9% entre janeiro e novembro ante igual período do ano passado, superando o ganho de 5,7% visto no acumulado até outubro e a alta de 5,8% prevista por analistas.

A cautela externa precede divulgação de dados de atividade nos EUA nesta sexta e o encontro de política monetária do Fomc (Federal Open Market Committee) da próxima semana. Na Europa, os PMIs Markit na Alemanha também ficam abaixo do previsto e vendas europeias de carro caem, um dia após o presidente Mario Draghi alertar sobre riscos econômicos na zona do euro.

No mercado de commodities, o petróleo tem leve queda e devolve parte da forte alta de 2,8% da véspera, enquanto Arábia Saudita pode promover corte agudo de produção; metais cedem em Londres com dados chineses gerando receios sobre demanda. 

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h10 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -1,08%

*Dow Jones Futuro (EUA) -1,12%

*Nasdaq Futuro (EUA) -1,32%

*DAX (Alemanha) -1,48%

*FTSE (Reino Unido) -1,14%

*CAC-40 (França) -1,25%

*FTSE MIB (Itália) -1,36%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,62% (fechado)

*Xangai (China) -1,53% (fechado)

*Nikkei (Japão) -2,02% (fechado)

*Petróleo WTI -0,15%, a US$ 52,50 o barril

*Petróleo brent -0,33%, a US$ 61,25 o barril

*Bitcoin US$ 3.311,69 -3,27%
R$ 12.990  -2,85% (nas últimas 24 horas)

2. Conexão Brasília na IMTV

O Conexão Brasília desta semana recebe o cientista político Carlos Melo, professor do Insper. Na pauta, as expectativas para os primeiros passos do futuro governo de Jair Bolsonaro, as dificuldades enfrentadas com disputas internas no PSL, os desafios para a construção de uma base parlamentar sólida e os obstáculos provocados por fatores jurídicos envolvendo figuras próximas ao presidente eleito. O programa é apresentado ao vivo, a partir das 14h45 (horário de Brasília), com transmissão pela IMTV e página do InfoMoney no Facebook.

3. Agenda econômica

A agenda econômica americana conta com dados importantes, com destaque para vendas no varejo de novembro às 11h30, produção industrial às 11h30 e PMI Manufatura divulgado pelo Markit de dezembro. 

No Brasil, o IBGE apresenta os dados do setor de serviços, que deve crescer 1,8% em outubro, ante 0,5% em setembro, segundo economistas, após dado do varejo na véspera frustrar as expectativas e Copom enfraquecer sinalização de possível alta da Selic.

4. Novos diretores do BC e Orçamento 

Bruno Serra, executivo do Itaú da área de renda fixa, é indicado diretor de política monetária do Banco Central, enquanto João Manoel Pinho de Mello - atualmente secretário de promoção da produtividade e advocacia da concorrência e secretário de política econômica da Fazenda - ocupará a diretoria de Organização do Sistema Financeiro do BC. A aprovação do orçamento, que ainda depende do plenário, é condição para início do recesso parlamentar.

Também em destaque, a Comissão Mista do Congresso aprova orçamento de 2019 por unanimidade, com meta para o deficit do setor público consolidado em R$ 132 bilhões. Já o Estadão informa que, depois da repercussão negativa, a Câmara praticamente encerrou os trabalhos da atual legislatura no plenário nesta semana e deve desistir de projetos que deixariam uma fatura bilionária para o governo Jair Bolsonaro.

5. Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, o TST revoga liminar que anulava venda da distribuidora da Eletrobras Amazonas Energia e libera venda da distribuidora Ceal, marcada para a próxima semana. 

Já a Sapore informa que, após a IMC mudar o estatuto para exigir oferta de investidor com mais de 30%, não negocia mais a união das duas empresas no momento. 

Sobre o setor aéreo, a Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Avianca Brasil, que acelerou decisão de Temer de abrir o setor aéreo ao capital estrangeiro. 

Também em destaque, a Petrobras recebeu carta com indicação de Castello Branco como CEO, a Guararapes aprovou a emissão de R$ 600 milhões em debêntures, a 
Copasa recomendou capex de R$ 786 milhões para 2019, a JHSF assinou contrato com Even para complexo Fasano em São Paulo e a Cemig confirmou a renegociação R$ 12,9 bilhões em dívida com bancos.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)

 

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