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Os 5 eventos que vão agitar os mercados nesta semana

Confira os destaques do mercado nesta segunda e na semana

eua vs china
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A segunda-feira é de continuidade das quedas para as bolsas mundiais em meio a novos temores de escalada das tensões entre EUA e China e após dados abaixo do esperado para a economia chinesa. Por aqui, o presidente eleito Jair Bolsonaro será diplomado hoje no TSE enquanto que, no fim de semana, ele definiu a Esplanada dos Ministérios com o novo nome para o meio ambiente. Confira os destaques desta segunda e da semana: 

1. Bolsas mundiais

A semana começa mais uma vez com queda para os principais mercados mundiais. Enquanto os principais índices futuros americanos registram baixa de cerca de 0,3%, as bolsas asiáticas tiveram baixa ainda mais expressiva nesta segunda-feira, após mais um tombo nos mercados de Nova York na última sessão e na esteira de dados bem mais fracos do que se previa da balança comercial chinesa. 

A baixa é generalizada com a escalada potencial da guerra comercial após vice-chanceler chinês protestar contra prisão de executiva da Huawei. Vale ressaltar que, no fim de semana, dados oficiais mostraram que a disputa comercial entre EUA e China está prejudicando o comércio do gigante asiático. Em novembro, tanto as exportações quanto as importações chinesas subiram bem menos do que o esperado, com ganhos anuais de 5,4% e 3%, respectivamente.

Também foram divulgados indicadores de inflação da China. A taxa anual de inflação ao consumidor diminuiu de 2,5% em outubro a 2,2% em novembro, enquanto a inflação ao produtor foi de 3,3% a 2,7% na mesma comparação. Porém, a maior queda foi do Nikkei, após a divulgação de números decepcionantes do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão. 

No mercado de commodities, o petróleo Brent se mantém perto de US$ 62 após subir 2,7% na sexta depois de Opep concordar em cortar produção e fechamento do maior campo da Líbia. Já os metais recuam em Londres com tensão comercial e dados na China.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h10 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,31%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,29%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,35%

*DAX (Alemanha) -0,73%

*FTSE (Reino Unido) -0,48%

*CAC-40 (França) -0,57%

*FTSE MIB (Itália) -0,51%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,19% (fechado)

*Xangai (China) -0,82% (fechado)

*Nikkei (Japão) -2,12% (fechado)

*Petróleo brent -0,28%, a US$ 61,50 o barril

*Petróleo WTI -0,87%, a US$ 52,15 o barril

*Bitcoin US$ 3.565,03 +2,13%
R$ 13.595 +2,22% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,96%, a 474,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Agenda doméstica da semana

Na quarta-feira (12) se encerra a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2018, com uma expectativa unânime dos analistas de que a Selic deverá ser mantida em 6,50% ao ano.

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No cenário atual, após o IPCA desta semana registrar uma deflação maior que a esperada e em um cenário de dados mais fracos de emprego nos EUA, que reduzem as chances de um aperto maior na política do Federal Reserve, o que se vê é um mercado ainda projetando alta da Selic em 2019. Por outro lado, há quem acredite que os juros ficarão estáveis ao longo do próximo ano.

Destaque ainda para a pesquisa mensal do comércio e serviços de outubro que devem dar os primeiros sinais do ritmo da atividade brasileira no último trimestre do ano. Para a equipe da GO Associados, o varejo ampliado deve ter recuo de 1,1% no mês, enquanto os serviços devem cair 0,3%. Os dois, por outro lado, devem ter ganhos no acumulado de 12 meses.

Também na quarta, sai o balanço fiscal do mês passado. A semana traz ainda, na sexta-feira (14), os números das vendas do comércio, da produção industrial de novembro e o PMI de serviços Markit.

3. Agenda internacional da semana

Já nos EUA, os investidores ficarão atentos às publicações dos índices de inflação ao produtor, que saem na terça-feira (11), e aos índices de inflação ao consumidor na quarta-feira (12), ambos relativos ao mês de novembro.

Na Europa, o destaque fica com a decisão do BCE (Banco Central Europeu), na quinta-feira.

4. Noticiário político

No radar político, o Tribunal Superior Eleitoral realiza sessão solene de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu vice, general Hamilton Mourão, às 16h. 

Durante o fim de semana, Bolsonaro nomeou Ricardo Salles, do Partido Novo e ex-secretário do governo Alckmin, como ministro do Meio Ambiente - fechando o desenho das 22 pastas com status ministerial. Salles tem forte atuação pelas bandeiras da direita, adotando discurso de gestão eficiente, celeridade e simplicidade nas políticas ambientais e contra a ideologização do setor, diz Estado.

Já o futuro ministro da economia, Paulo Guedes, anunciou seis novos nomes de sua equipe, incluindo Marcelo Guaranys como secretário-executivo do ministério da Economia.

Os desdobramentos sobre a polêmica do relatório do COAF também chamaram a atenção no fim de semana.  Bolsonaro disse que pode ter errado ao não declarar às autoridades fiscais um empréstimo que fez, e que, se errou, lidará sem problemas com sua responsabilidade. 

Os R$ 40 mil depositados na conta de sua esposa foram o pagamento de um empréstimo, pago em 10 parcelas de R$ 4 mil cada, disse Bolsonaro. O órgão de fiscalização financeira COAF revelou um depósito feito à sua esposa por um ex-assessor do filho de Bolsonaro, Flávio, segundo informou o jornal Estado de S. Paulo nesta semana.

5. Noticiário corporativo

No radar corporativo, o Bradesco vai propor juros sobre capital próprio complementar de R$ 4,67 bilhões. Já a Advocacia Geral da União pede a derrubada da liminar que impede fusão Embraer-Boeing. O jornal O Globo informa que a Petrobras investiga vazamento de óleo na Baía de Guanabara.

A Guararapes pede habilitação crédito tributário de R$ 1,17 bilhão, enquanto a Omega Geração concluiu a aquisição de 50% do complexo Pirapora por R$ 1,1 bilhão. A Telefônica Brasil aprovou a recompra de até 37,7 milhões de ações PN. A 
CCR aprovou medidas de controle após investigação por comitê. Por fim, a BR Distribuidora informou que a Eletrobras pagou R$ 75 milhões relativo à dívida com a Ceron. 

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(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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