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Petrobras sobe mais de 3% com desfecho positivo da reunião da Opep; confira mais destaques

Confira os destaques do mercado na sessão desta sexta-feira (7)

Embraer - Phenon100
(Embraer)

SÃO PAULO - O Ibovespa abriu em queda, mas virou para ganhos após os dados abaixo do esperado no mercado de trabalho dos EUA, diminuindo as perspectivas de elevação de juros na economia americana (que foram elevadas após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, traçar um cenário otimista para a atividade dos EUA). 

Além disso, em tuíte, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as conversas entre os americanos e os chineses "estão indo muito bem", depois do acordo promovido durante a reunião do G-20 ser colocado em dúvida. Por fim, corroborando o cenário positivo, está a reunião da Opep.  Os membros da Opep e países aliados, liderados pela Rússia, decidiram cortar em 1,2 milhão de barris por dia a produção do petróleo, impulsionando o preço do petróleo. Confira os destaques do mercado: 

Petrobras (PETR3; PETR4)

Após abrir em queda, em um movimento de sequência após a forte baixa da véspera, as ações da Petrobras ganharam muita força com o desfecho da reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e Opep+, que tem guiado os contratos futuros de petróleo nas últimas sessões. Os membros da Opep e países aliados, liderados pela Rússia, decidiram cortar em 1,2 milhão de barris por dia a produção do petróleo, o que guia uma disparada de quase 5% do petróleo. 

No radar da companhia, a Petrobras vai iniciar a oferta de recompra de até US$ 1,5 bilhão em Global Notes emitidos pela subsidiária Petrobras Global Finance. A oferta será feita em dois grupos: o primeiro será de até US$ 1 bilhão com 4 papéis: um com vencimento em janeiro de 2021 e juros de 5,375%; outro de maio de 2021 e cupom de 8,375%; janeiro de 2022 e cupom de 6,125% e o último com vencimento em maio de 2023 e juros de 4,375%.

O segundo grupo será formado por três papéis: outubro de 2029 e cupom de 5,375%; janeiro de 2040 e cupom de 6,875%; janeiro de 2041 e cupom de 6,750%; maio de 2043 e cupom de 5,625%.  A oferta tem prazo até 4 de janeiro.

BRF (BRFS3); Marfrig (MRFG3)

A Marfrig acertou a compra de 91,89% da Quickfood, fabricante de hambúrguer da BRF, por US$ 60 milhões. Com isso, a Marfrig passa a fornecer à BRF produtos acabados, como hambúrgueres, almôndegas, quibes, entre outros, pelo prazo de 60 meses.  A BRF informou ainda, que a Marfrig se compromete a comprar um imóvel em Várzea Grande (MT) pelo valor de R$ 100 milhões.

Rumo (RAIL3)

A Rumo escolheu João Alberto Fernandez de Abreu como novo presidente da companhia. O atual presidente, Julio Fontana, permanece no cargo até 1º de abril, quando assume Fernandez, mas deve continuar até novembro de 2019.

Na opinião do Credit Suisse, o anúncio foi inesperado, o que pode pressionar as ações da companhia, principalmente considerando que os acionistas gostam de Fontana e é que ele que tem conduzido o turnaround da empresa desde a aquisição da ALL. Por outro lado, eles reconhecem que a transição será gradual e que ele vai continuar ativo na companhia por mais um ano.

“Nossos channel checks indicam que o novo CEO parece estar preparado para o novo desafio, com experiência na Raízen por muitos anos, o que não deve trazer grandes mudanças na cultura, estratégia e plano de investimento”, escrevem.

Embraer (EMBR3)

A Justiça Federal de São Paulo concedeu liminar na tarde de ontem para suspender a fusão entre Embraer e Boeing. A decisão ainda visa evitar atos concretos que sejam impossíveis de serem revertidos, diante da proximidade do recesso judiciário e da posse do novo presidente. As ações da companhia caíram 2,7% após a notícia.

Em comunicado, a Embraer afirma que a medida é liminar e que “não opõe qualquer tipo de obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas”. A companhia afirmou que “tomará todas as medidas judiciais cabíveis para reverter a referida decisão”.

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Conforme destaca o Bradesco BBI, apesar da manchete negativa, vale ressaltar que a Justiça federal de SP não é contra o acordo Embraer-Boeing. Além disso, as duas empresas estão concentradas na negociação de um acordo e em uma nova joint venture para o cargueiro KC390.

"Em nossa opinião, embora a Embraer e a Boeing possam requerer aprovação presidencial neste ano, as assembleias extraordinárias de acionistas exigidas para tanto devem ocorrer somente em meados de fevereiro de 2019. A eficácia deste contrato também dependerá da aprovação das autoridades antitruste em vários países. Esperamos que o governo federal e os acionistas da Embraer aprovem a transação no primeiro trimestre de 2019", apontam os analistas.

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa arquivou um pedido junto à SEC (órgão regulador dos mercados de capitais dos EUA) para “deslistar voluntariamente” suas ações da NYSE. A expectativa da companhia é que as ações sejam deslistadas em 17 de dezembro e que o último dia de negociação seja 14 de dezembro.

As ações ordinárias da Gafisa continuarão listadas e admitidas à negociação no Brasil, no novo mercado da B3.

Carrefour (CRFB3)

De acordo com o Valor Econômico, o Carrefour montou uma equipe multidisciplinar para administrar a crise enfrentada pela empresa desde a agressão e morte de um cachorro na loja da rede em Osasco (SP).

A equipe conta com operações, marketing e comunicação e segurança. Ainda de acordo com o jornal, a rede de supermercados estuda fechar parcerias com entidades de proteção aos animais para apoiar ações envolvendo a saúde de cães e gatos.

Eztec (EZTC3)

A EZTec anunciou ontem a meta para 2019 de lançar um Valor Geral de Vendas (VGV) na faixa de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão. Os projetos para os padrões médio, médio-alto e alto devem responder por 75% do plano de lançamentos da companhia, enquanto os empreendimentos das faixas 2 e 3 do Minha Casa Minhas Vida ficarão com 25% do total.

Transmissão Paulista (TRPL4)

A Brasil Plural rebaixou as ações de Transmissão Paulista para 'equal weight'. De acordo com a equipe de análise, apesar da companhia ser a maior pagadora de dividendos atualmente no universo de cobertura deles e continuar pagando altos dividendos em 2019, a revisão acontece por conta da mudança de tarifas, que pode ser mais desafiadora do que esperada. Além disso, o resultado da disputa em andamento pelo pagamento integral da RBSE (Rede Básica Sistemas Existentes) pode ser um risco no preço-alvo (os analistas já estão incorporando o pagamento integral no PA).

Eletrobras (ELET3; ELET6)

A Eletrobras confirmou que o leilão da Amazonas Energia ficou mantido para o dia 10 de dezembro. De acordo com o jornal o Valor Econômico, ao menos uma oferta, da Oliveira Energia, foi apresentada pela companhia para a privatização da distribuidora. Além da Oliveira, o mercado esperava que a Equatorial, que tem a concessão vizinha do Para, também fizesse uma proposta pela companhia.

SulAmérica (SULA11)

O Bradesco BBI rebaixou para 'neutro' as ações de SulAmérica, elevando o preço-alvo de R$ 29,73 para R$ 32 - o que totaliza um upside de 8% com relação ao último fechamento. De acordo com os analistas, após a alta de 20% dos papéis nas últimas duas semanas, as ações já estão precificadas. "Nós vemos SulAmérica bem posicionada para encarar a concorrência, mas os maiores ganhos já estão precificados", escrevem.

Transmissão Paulista (TRPL4)

A companhia aprovou o pagamento de R$ 1,22 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio aos seus acionistas relativo ao exercício de 2018. O montante corresponde a R$ 7,436826 por ação, equivalente a um dividend yield (dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) de 9,5%. O papel fica 'ex-dividendos' nesta sexta-feira (7).

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