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Petrobras, Vale e siderúrgicas caem até 4% com tensão global; BB Seguridade e MRV avançam com dividendos

Confira os destaques do mercado na sessão desta quinta-feira 96)

Plataforma Petróleo
(Divulgação Petrobras)

SÃO PAULO - A sessão desta quinta-feira (6) é de queda para os mercados, com os investidores repercutindo o cenário de maior tensão global com a prisão da diretora executiva da gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies a pedido do governo dos EUA e também em meio à reunião da Opep, que derruba as cotações do petróleo. As ações da Petrobras caem cerca de 3%, enquanto a Vale tem perdas de cerca de 2%. Confira estes e outros destaques do mercado nesta quinta-feira (6):

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras registra expressiva queda em meio à baixa do petróleo, com o mercado repercutindo a fala do  ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih durante a reunião da Opep. De acordo com ele,  um corte de 1 milhão de barris por dia (bpd) seria suficiente para equilibrar os mercados de petróleo. O comentário frustrou expectativas de que a redução pudesse ser de até 1,4 milhão de bpd e levou os preços do Brent e do WTI a ampliar perdas em Londres e Nova York, chegando a cair 5% nos negócios da manhã.

No noticiário da Petrobras, ela vai manter na próxima sexta-feira (7) o preço da gasolina nas refinarias em R$1,5339/litro. O preço do diesel permanece mantido em R$ 1,7984/litro.

Ainda no radar da companhia, de acordo com o jornal o Estado de S. Paulo, o plano de investimentos da Petrobras de US$ 84,1 bilhões para os próximos anos, anunciado ontem, deve ser revisto logo no início de 2019 pelo novo governo.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

A sessão é de queda também para as ações de Vale e siderúrgicas, que repercutem o noticiário do exterior, principalmente em meio a notícias que prometem acirrar a disputa comercial entre EUA e China. 

Autoridades canadenses em Vancouver prenderam a diretora executiva da gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies a pedido do governo dos Estados Unidos, por supostas violações das sanções contra o Irã. Um porta-voz do Departamento de Justiça do Canadá afirmou que a executiva foi detida em Vancouver em 1º de dezembro e deve ter uma audiência de fiança nesta sexta-feira.

Meng é filha do fundador da Huawei, Ren Zhengfei. A prisão ocorre em meio a uma campanha de um ano do governo dos EUA contra a empresa, que Washington vê como uma ameaça à segurança nacional. 

Siderúrgicas também reagem com queda, caso de Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4). 

BR Properties (BRPR3)

O Conselho da BR Properties aprovou na última terça-feira (4) o resgate total antecipado de títulos de dívida perpétuos remunerados a 9% ao ano. Também foi aprovada a 12ª emissão de debêntures da companhia no valor de R$ 500 milhões ao investidor qualificado.

A emissão ocorrerá em 5 séries, sendo as 3 primeiras de R$ 75 milhões, a quarta de R$ 139,8 milhões e a última de R$ 135,2 milhões. Os papéis terão prazo de 2 a 6 anos e 11 meses, além de remuneração DI mais spread de 1,70%.

Gol (GOLL4)

De acordo com os resultados prévios divulgados pela Gol, a oferta no mercado doméstico cresceu 2,9% em novembro, um aumento de 1,1% na comparação com o mesmo período em 2017. A demanda do mercado internacional aumentou 30,8%, enquanto a oferta foi 27,5% maior.

A oferta total aumentou 4%, o que, segundo a companhia, deve-se ao aumento de 1,9% no total de assentos e da redução das decolagens em 2%. No mês, a taxa de ocupação foi de 76%, alta de 1,9 p.p. na comparação anual. Já a demanda total cresceu 5,7% na comparação a/a.

Construtoras

O projeto de distrato imobiliário, que disciplina multas a serem pagas por mutuários que desistirem da compra do compra do imóvel foi aprovado na Câmara e agora segue à sanção presidencial.

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Com a aprovação do texto, as construtoras poderão aplicar uma multa que varia de 25% a 50% dos valores já pagos ao comprador que desistir do negócio. A notícia pode beneficiar as construtoras mais alavancadas Tecnisa (TCSA3), Helbor (HBOR3) e Gafisa (GFSA3), como também as de média e alta renda, como Even (EVEN3) e Cyrela (CYRE3).

Notre Dame Intermédica (GNDI3)

O Conselho da companhia aprovou o preço por ação de R$ 26,00 na oferta pública de distribuição primária e secundária de ações ON. Por conta da emissão de 12 milhões de novas ações, o capital social da empresa foi aumentado em R$ 312 milhões, para R$ 1,69 bilhão.

O acionista Alkes II, fundo de investimento em participações multiestratégia, vendeu 92,4 milhões de ações na oferta secundária, totalizando R$ 2,4 bilhões. O montante envolve 17,4 milhões de ações em lote adicional e 13,05 milhões de lote suplementar.  As ações da oferta começam a ser negociadas na B3 no próximo dia 7.

Minerva (BEEF3)

De acordo com a Bloomberg, a Minerva está entre as empresas que fizeram oferta não-vinculante para comprar os ativos da BRF na Argentina. Segundo fontes próximas ao assunto, a companhia demonstrou interesse em todos os ativos da BRF na Argentina, incluindo os negócios de aves e suínos.

O preço oferecido pela Minerva, porém, teria sido menor do que o da Marfrig, que manifestou interesse em comprar apenas parte dos ativos da BRF na Argentina, como a fabricante de hambúrgueres Quickfood. Segundo as fontes, os ativos serão fatiados para a venda.

Em comunicado ao mercado, a Minerva afirmou desconhecer o teor da notícia.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade (BBSE3) anunciou que o Conselho de Administração da companhia aprovou o pagamento de R$ 2,7 bilhões em dividendos extraordinários. O montante corresponde a R$ 1,352301189 por ação, equivalente a um dividend yield (dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) de 4,9%.

Segundo a companhia, os dividendos serão pagos no dia 2 de janeiro de 2019 e, para garantir o recebimento deste provento, o acionista deve ter o papel em sua custódia até o dia 11 de dezembro deste ano, o que corresponde a "data com" dos direitos, ao passo que no dia 12 de dezembro as ações serão negociadas "ex-juros", ou seja, quem investir a partir desta data não conseguirá receber tais dividendos. Confira como aproveitar o provento clicando aqui. 

MRV Engenharia (MRVE3)

A MRV anunciou a distribuição de dividendos extraordinários referente ao exercício de 2017 no montante de R$ 145,5 milhões. O valor a ser pago por ação é estimado em R$ 0,33, mas deve ser anunciado oficialmente apenas no dia 13 de dezembro.

O pagamento será feito em 21 de dezembro e poderão receber os dividendos os acionistas que mantiverem o papel na carteira até o fechamento do dia 13. As ações serão negociadas ‘ex-direitos’ a partir do dia 14.

SLC (SLCE3)

A sessão é de forte alta para a SLC, uma das beneficiárias com as rusgas e barreiras comerciais entre EUA e China uma vez que, por se tratar de uma empresa agrícola, aproveitava o conflito entre os dois gigantes econômicos para vender suas commodities para eles. 

Vale ressaltar que, nesta quinta, o analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro oficializou o swing trade na compra de SLC. Veja mais clicando aqui. 

Localiza (RENT3)

A Localiza Fleet (braço responsável pela gestão de frotas) anunciou a 6ª emissão de debêntures no valor de R$ 400 milhões. A emissão ocorrerá em série única para investidores qualificados e tem vencimento de 5 anos, com remuneração de 110,4% do DI.

Ontem, o diretor financeiro e de relações com investidores da Localiza, Mauricio Teixeira, esteve na InfoMoneyTV para falar sobre a estratégia da companhia para continuar ganhando mercado em momentos disruptivos. 

“Esses últimos dois, três anos foram transformacionais, a companhia quase dobrou de tamanho, o que pode ser observado também no valor de mercado, que multiplicou por três nos últimos dois anos", avaliou.

Santander Brasil (SANB11)

O Itaú BBA revisou as suas estimativas incorporando as expectativas de maior crescimento para o Brasil em 2019. Visto isso, os analistas aumentaram as estimativas de ganhos para 5% no próximo ano e de 3% em 2020, levando a um aumento no preço-alvo de R$ 41 para R$ 48, com recomendação de ‘market perform’.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo foi rebaixada de 'outperform' para 'neutra' pelo Safra, com preço-alvo de R$ 6.

Omega Geração (OMGE3)

O Credit Suisse iniciou a cobertura em Omega Geração com a recomendação de ‘outperform’ e preço-alvo de R$ 21,13, o que implica em um potencial de alta de 34%.

De acordo com a equipe de análise, o setor de utilities já andou bastante e que a Omega aparece com uma história interessante e valuation atrativo. “A Omega é uma empresa com foco bastante claro em renováveis e com contratos de longo prazo. Esse posicionamento estratégico faz sentido e deve favorecer a empresa”, escrevem os analistas.

O time afirma ainda, que os pontos que mais chamam a atenção são o avanço na tecnologia, declínio nos custos, além de espaço para a consolidação no mercado.

 

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