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Ibovespa Futuro cai 1,5% com prisão de executiva chinesa e derrocada do petróleo

Índice segue a tendência global, com mercados em todo o mundo recuando cerca de 2% com aumento da tensão entre EUA e China

china
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa futuro segue a tendência dos mercados globais e cai nesta quinta-feira (6) com o aumento da tensão após a prisão da diretora executiva da gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies a pedido do governo dos EUA. A notícia deve apagar o clima de calmaria entre China e EUA e derruba as bolsas no mundo todo.

Às 09h09 (horário de Brasília), o índice futuro tinha queda de 1,46%, aos 87.785 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em janeiro subia 0,81%, a R$ 3,904. Além da prisão da executiva, pesa no mercado a queda de 4% do petróleo após o início da reunião da Opep.

Além de sinalizar mais um passo nos esforços dos EUA para responsabilizar as empresas chinesas pela violação das leis norte-americanas, a prisão deve levar a uma reação forte da China, avalia a Eurasia, o que pode piorar o clima após um alívio na reunião do G-20 com o anúncio de uma trégua entre os dois países.

A prisão da executiva fez os índices asiáticos caírem cerca de 2% e também puxou os mercados europeus, onde o setor automotivo é bastante penalizado por esta disputa. Já em Wall Street, os índices futuros também indicam uma sessão de perdas expressivas para os investidores nesta quinta.

Reunião da Opep
O dia também é marcado pelo início da reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e países aliados, liderados pela Rússia, que se reúnem em Viena nesta quinta e sexta-feira para tentar chegar um acordo sobre a crise do setor.

A primeira notícia, porém, é negativa, levando a commodity a desabar mais de 4% nesta manhã depois que o ministro da Energia da Arábia Saudita afirmar que um corte de 1 milhão de barris por dia seria suficiente o grupo, um valor abaixo do esperado.

Um painel de economistas da Opep, que revisou cenários para a reunião, recomendou um corte total na produção de 1,3 milhão de barris por dia em relação aos níveis de outubro. Para analistas do Credit Suisse, a Opep deve passar uma mensagem clara ao mercado de que pretende cortar a produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia para recuperar as perdas recentes no preço do petróleo. Esse corte seria suficiente para rebalancear o mercado ao longo de 2019.

Noticiário político
O principal assunto na política segue sendo a reforma da Previdência e as incertezas sobre sua aprovação. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem falado para os integrantes da equipe de transição que caso a reforma não seja aprovada no primeiro ano, o governo enfrentará enorme dificuldade.

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Segundo o G1, o alerta de Guedes tem chamado atenção até mesmo de Bolsonaro. O economista defende inclusive a aprovação imediata de uma reforma que possa resolver o déficit estrutural, com a adoção da idade mínima e também com a equiparação da Previdência do setor público com a do privado.

Na véspera, o líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT), que o partido apoiará o governo Bolsonaro em projetos que também sejam do que ele chamou de "agenda tucana", que contam, entre outros projetos, com as reformas da Previdência e tributária. Segundo ele, esse apoio virá sem a exigência da sigla integrar o governo.

Além disso, segundo o Estadão, o presidente eleito planeja fundir três agência reguladoras do setor de transportes: ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Anac (Agência Nacional de Aviação) e Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Juntas, elas passariam a ser a Agência Nacional de Transportes. O objetivo seria acabar com o aparelhamento político das agências e ajudar no projeto de concessões do novo governo.

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