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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Mercado externo indica sessão negativa com a volta das tensões entre China e EUA após a prisão de uma executiva da gigante Huawei

china vs eua
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após um pregão mais tranquilo na véspera pela ausência do mercado dos Estados Unidos, que ficou fechado em luto pelo ex-presidente George H. W. Bush, o Ibovespa promete uma quinta-feira (6) mais agitada com o retorno da referência externa nos negócios e de olho nas movimentações do governo de Jair Bolsonaro.

Pesa no exterior a volta da tensão entre os EUA e China, com investidores atentos à prisão de uma executiva da gigante Huawei a pedido do governo de Donald Trump. Além disso, atenção especial para o início da reunião da Opep, que deve agitar o mercado de petróleo entre hoje e amanhã.

Veja no que ficar de olho nesta quinta-feira (6):

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas tiveram forte queda nesta sessão após a notícia da prisão da diretora executiva da gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies a pedido do governo dos EUA. A novidade derrubou os papéis de empresas de tecnologia na região e levou os índices para perdas de mais de 2%.

Além de sinalizar mais um passo nos esforços dos EUA para responsabilizar as empresas chinesas pela violação das leis norte-americanas, a prisão deve levar a uma reação forte da China, avalia a Eurasia, o que pode piorar o clima após um alívio na reunião do G-20 com o anúncio de uma trégua entre os dois países.

A prisão da executiva também pesou nos mercados europeus, que caíram cerca de 2% pressionados pela volta da tensão entre a China e EUA, que pesa principalmente para o setor automotivo. Já em Wall Street, os índices futuros também indicam uma sessão de perdas para os investidores nesta quinta.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h10 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -1,76%

*Dow Jones Futuro (EUA) -1,80%

*Nasdaq Futuro (EUA) -2,43%

*DAX (Alemanha) -2,42%

*FTSE (Reino Unido) -2,28%

*CAC-40 (França) -2,30%

*FTSE MIB (Itália) -2,13%

*Hang Seng (Hong Kong) -2,47% (fechado)

*Xangai (China) -1,68% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,91% (fechado)

*Petróleo WTI -2,84%, a US$ 51,39 o barril

*Petróleo brent -2,89%, a US$ 59,78 o barril

*Bitcoin US$ 3.865,21 -0,48%
R$ 14.956 -0,46% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,85%, a 469,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Reunião da Opep

Após uma derrocada de 30% nos preços do petróleo em novembro, no pior mês em 10 anos, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e países aliados, liderados pela Rússia, se reúnem em Viena nesta quinta e sexta-feira para tentar chegar um acordo sobre a crise do setor.

A produção crescente de petróleo nos EUA, Rússia e membros da Opep aumentou os estoques globais enquanto a demanda pelo insumo tem desacelerado no mundo todo, levando a um excesso de oferta e ao derretimento dos preços. Diante disso, as expectativas dos investidores são grandes com as decisões que serão tomadas no encontro. 

Um painel de economistas da Opep, que revisou cenários para a reunião, recomendou um corte total na produção de 1,3 milhão de barris por dia em relação aos níveis de outubro. Para analistas do Credit Suisse, a Opep deve passar uma mensagem clara ao mercado de que pretende cortar a produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia para recuperar as perdas recentes no preço do petróleo. Esse corte seria suficiente para rebalancear o mercado ao longo de 2019.

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3. Agenda econômica

De um lado a agenda doméstica fica bastante esvaziada neste pregão, enquanto no exterior o dia será bastante agitado, em especial nos EUA. Às 11h15 será divulgado a pesquisa ADP de empregos de novembro com estimativa de criação de 195 mil vagas. Em seguida sairão os dados de pedidos de seguro-desemprego, com o mercado projetando 225 mil pedidos.

Às 13h saem os pedidos de bens duráveis de outubro com estimativa de resultado negativo de 2,4%. Já durante à noite, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, faz uma breve nota de boas-vindas na Conferência sobre Habitação em Washington.

4. Noticiário político 

O principal assunto na política segue sendo a reforma da Previdência e as incertezas sobre sua aprovação. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, tem falado para os integrantes da equipe de transição que caso a reforma não seja aprovada no primeiro ano, o governo enfrentará enorme dificuldade.

Segundo o G1, o alerta de Guedes tem chamado atenção até mesmo de Bolsonaro. O economista defende inclusive a aprovação imediata de uma reforma que possa resolver o déficit estrutural, com a adoção da idade mínima e também com a equiparação da Previdência do setor público com a do privado.

Na véspera, o líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT), que o partido apoiará o governo Bolsonaro em projetos que também sejam do que ele chamou de "agenda tucana", que contam, entre outros projetos, com as reformas da Previdência e tributária. Segundo ele, esse apoio virá sem a exigência da sigla integrar o governo.

Além disso, segundo o Estadão, o presidente eleito planeja fundir três agência reguladoras do setor de transportes: ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Anac (Agência Nacional de Aviação) e Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Juntas, elas passariam a ser a Agência Nacional de Transportes. O objetivo seria acabar com o aparelhamento político das agências e ajudar no projeto de concessões do novo governo.

5. Noticiário corporativo

O projeto de distrato imobiliário, que disciplina multas a serem pagas por mutuários que desistirem da compra do compra do imóvel foi aprovado na Câmara e agora segue à sanção presidencial. Com a aprovação do texto, as construtoras poderão aplicar uma multa que varia de 25% a 50% dos valores já pagos ao comprador que desistir do negócio.

De acordo com a Bloomberg, a Minerva está entre as empresas que fizeram oferta não-vinculante para comprar os ativos da BRF na Argentina. Segundo fontes próximas ao assunto, a companhia demonstrou interesse em todos os ativos da BRF na Argentina, incluindo os negócios de aves e suínos.

A MRV Engenharia anunciou a distribuição de dividendos extraordinários referente ao exercício de 2017 no montante de R$ 145,5 milhões. O valor a ser pago por ação é estimado em R$ 0,33 e deve ser confirmado no dia 13 de dezembro. O pagamento será feito em 21 de dezembro e poderão receber os dividendos os acionistas que mantiverem o papel na carteira até o fechamento do dia 13.

De acordo com os resultados prévios divulgados pela Gol, a oferta no mercado doméstico cresceu 2,9% em novembro, um aumento de 1,1% na comparação com o mesmo período em 2017. A demanda do mercado internacional aumentou 30,8%, enquanto a oferta foi 27,5% maior. A oferta total aumentou 4%, o que, segundo a companhia, deve-se ao aumento de 1,9% no total de assentos e da redução das decolagens em 2%.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

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