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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Wall Street fechada, cessão onerosa adiada e reforma previdenciária em fatias estão no radar do investidor

trader gráfico investimentos Ibovespa
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após a queda de 1,33% na véspera pressionadas pelas incertezas sobre o acordo entre Estados Unidos e China, o Ibovespa tende a apresentar um pregão menos conturbado nesta quarta-feira (5) já que estará sem sua referência nos Estados Unidos. 

Os mercados em Wall Street permanecerão fechados em luto pela morte do ex-presidente George H. W. Bush, que será enterrado hoje. Ainda segue no radar as preocupações de que os Estados Unidos possam estar na iminência de uma recessão após queda significante na taxa dos Treasuries de 10 anos. 

No radar doméstico estão a proposta de fatiamento da reforma da Previdência e o novo adiamento da votação do projeto de cessão onerosa. 

Veja no que ficar de olho nesta quarta-feira (5):

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas seguiram a aversão ao risco observada no Ocidente na véspera e encerraram em queda diante da preocupação com a efetividade do acordo firmado entre China e Estados Unidos durante o G-20 para dar uma trégua na guerra comercial. 

Além disso, os Treasuries de 10 anos dos EUA caíram para 2,946%, reduzindo o spread contra a taxa de dois anos para sua menor diferença desde 2007. Analistas avaliam que este tipo de movimento indica que o mercado está vendo como cada vez mais próxima uma recessão nos EUA. Contudo, o desempenho do futuro dos índices americanos, cujos índices à vista não abrirão nesta quarta, indicam um maior controle da aversão ao risco dos investidores. 

As bolsas europeias seguem impactadas pelas incertezas nos Estados Unidos e recuam. Os preços do petróleo seguem a tendência de desvalorização dos ativos mundiais diante das preocupações com o ritmo de crescimento das economias globais.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h58 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,52% - bolsa ficará fechada

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,39% - bolsa ficará fechada

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,58% - bolsa ficará fechada

*DAX (Alemanha) -1,02%

*FTSE (Reino Unido) -1,18%

*CAC-40 (França) -1,08%

*FTSE MIB (Itália) -0,48%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,62% (fechado)

*Xangai (China) -0,61% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,53% (fechado)

*Petróleo WTI -0,88%, a US$ 52,78 o barril

*Petróleo brent -0,89%, a US$ 61,53 o barril

*Bitcoin US$ 3.812,08 -3,87%
R$ 14.954 -2,58% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,58%, a 478,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Entrevista com CFO da Localiza

A InfoMoneyTV transmitirá a partir das 10h uma conversa do analista-chefe da XP Investimentos, Karel Luketic, com o CFO da Localiza, Maurício Teixeira, que destacará o cenário para o setor de aluguéis de carros e vendas de seminovos, além do desempenho da companhia na Bolsa. 

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3. Agenda econômica

A agenda doméstica é esvaziada neste pregão. No exterior, o Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) divulga o Livro Bege às 17h (de Brasília). A declaração de Jerome Powell, presidente do Fed foi cancelada devido ao dia de luto nacional pela morte do ex-presidente Bush. 

4. Noticiário político 

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que a reforma da Previdência pode ser encaminhada ao Congresso de forma "fatiada". Ele sinalizou que o foco inicial deve ser o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria, respeitando uma diferença de tempo entre homens e mulheres.

Ele antecipou que está "bastante forte" na equipe de transição a "tendência" para começar o encaminhamento da reforma pela idade mínima. Questionado se seria mais fácil aprovar a matéria desta forma, ele respondeu que é "menos difícil".

Apesar das especulações de que a proposta teria perdido força, Bolsonaro reforçou que quer apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema e "começar a reforma pela previdência pública, com chance de ser aprovada".

O presidente eleito conversou nesta terça-feira com lideranças do MDB e do PRB, mas não entrou no tema da reforma da Previdência. Durante a reunião com os emedebistas, foi indagado sobre o tema pelo deputado Darcísio Perondi, mas não respondeu.

Ainda sobre Bolsonaro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou por unanimidade e com ressalvas a prestação de contas da campanha eleitoral da chapa do presidente eleito e do vice, General Mourão. Com a aprovação, Bolsonaro poderá receber, na próxima segunda-feira (10), o diploma de candidato eleito, última formalidade antes da posse, que está marcada para 1º de janeiro.

No Senado, a aprovação da revisão da cessão onerosa da Petrobras, prevista para terça-feira (4), foi adiada mais uma vez diante da falta de acordo para fazer o repasse de parte dos recursos a Estados e municípios sem ferir o teto de gastos.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), disse que "é possível" que a votação do projeto ocorra somente em 2019. Jucá voltou a dizer que o "ideal" seria apreciar a proposta - que destrava o megaleilão de áreas do pré-sal - até 22 de dezembro deste ano, mas que não adianta passar uma proposta "prematura".

5. Noticiário corporativo

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) pode obrigar a Petrobras a vender refinarias. De acordo com o jornal Valor Econômico, será apresentado hoje o resultado de um estudo da área técnica do Cade e da ANP, que conclui que a estatal se aproveita do monopólio no setor para influenciar a formação de preços dos combustíveis no mercado interno. Se o processo for adiante, a Petrobras pode ser obrigada a reduzir sua participação no refino de petróleo no país.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras voltará a considerar o setor petroquímico como estratégico no plano de negócios 2019-2023, segundo a Bloomberg, abrindo caminho para que a empresa mantenha participação na Braskem.

O impasse sobre a votação da cessão onerosa também segue no radar. Sem acordo, a votação do projeto de lei complementar é adiado novamente. Nesse cenário, a Folha de S. Paulo relata que o futuro ministro da economia, Paulo Guedes, cogita até desistir do PLC da cessão onerosa, dado que integrantes do TCU e de sua equipe defendem que aval do Congresso é desnecessário, pois a cessão é um acordo entre União e Petrobras.

A JBS nomeou Gilberto Tomazoni como novo presidente-executivo, concluindo um processo de sucessão que se iniciou 15 meses atrás, com a prisão de Wesley Batista. O executivo será o primeiro CEO que não é da família Batista.

Tomazoni entrou na empresa em 2013 após passagens pela Bunge e Sadia, e atuava como chefe global de operações da JBS desde 2017. A companhia também indicou Guilherme Cavalcanti (ex-CFO da Fibria) para o cargo de CFO e Diretor de Relações com Investidores da JBS. O executivo assumirá a posição em 15 de janeiro.

O Conselho da Telefônica aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no montante bruto de R$ 1,35 bilhão, o equivalente a R$ 0,74973852939 por ação ON e R$ 0,82471238233 por ação PN. De acordo com a companhia, os proventos serão creditados individualmente aos acionistas, considerando que estes devem manter o papel até o dia 17 de dezembro. Após essa data, as ações serão negociadas ‘ex-juros’.

A Estácio aprovou a 2ª emissão de notas promissórias, no valor de R$ 600 milhões, com vencimento em 85 dias e remuneração de 105,75% do CDI. A emissão ocorrerá em série única para investidores qualificados.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Cosan Limited, Marcos Lutz, afirmou que o grupo está “muito otimista” com as perspectivas para a economia brasileira em 2019, com previsão de crescimento dos negócios em todos os segmentos em que atua (energia e logística).

A Alpargatas concluiu a venda da fatia de 21,8% em sua operação na Topper na Argentina ao grupo Sforza, do empresário Carlos Wizard Martins. Dessa forma, a companhia recebeu a primeira parte do preço da compra, no valor de R$ 28 milhões, e receberá a segunda parcela (R$ 12 milhões) em 26 de dezembro.

A BR Malls afirmou que “foi convidada a participar de um processo competitivo para uma possível transação envolvendo a aquisição da participação do Grupo Almeida Jr. em seis shoppings centers”, e que apresentou uma proposta “indicativa e não vinculante”. De acordo com a companhia, porém, até o momento não recebeu resposta.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

 

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