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Quase US$ 70 bilhões podem desembarcar na bolsa brasileira com estrangeiros de olho na política

De acordo com estrategistas, a alocação em ações no Brasil deve aumentar à medida que as políticas econômicas do novo presidente se tornem mais claras

Investidor
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mercado de ações brasileiro pode receber um fluxo de fundos estrangeiros de mais de US$ 68 bilhões agora que as incertezas da eleição ficaram para trás. Isso porque atualmente, as alocações globais e de fundos GEM (Mercados Globais Emergentes, em inglês) estão em suas mínimas históricas.

A análise é dos estrategistas Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira, do BTG Pactual, que explicam que os investidores estrangeiros fugiram do país desde a greve dos caminhoneiros em maio e se mantiveram longe durante toda a campanha eleitoral.

Mas, com as eleições tendo passado e o prêmio de risco político ligado aos ativos brasileiros em queda, todos os olhos estarão voltados agora para as medidas iniciais do novo governo de Jair Bolsonaro, especialmente no que diz respeito à economia, avaliam eles. 

Considerando que as alocações de fundos mútuos internacionais atualmente estão abaixo do que foi visto em outubro de 2014, durante a campanha de reeleição de Dilma Rousseff, os analistas acreditam que poderá haver um fluxo de R$ 251 bilhões (ou US$ 68 bilhões) apenas para o mercado retornar ao mesmo nível daquele ano.

Além disso, citando dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o BTG destaca que, com as taxas de juros de longo prazo em queda, os ingressos de ações dos fundos locais devem subir bastante.

Neste cenário, se ocorrerem alocações de ações para os níveis vistos no final de 2014, haverá ainda um fluxo extra de R$ 100 bilhões (US$ 27 bilhões). E se o mercado voltar para a média registrada entre 2011 e 2013, então este valor poderia subir para R$ 200 bilhões (US$ 54 bilhões).

De acordo com os analistas, a alocação em ações no Brasil deve aumentar à medida que as políticas econômicas do novo presidente se tornem mais claras. "O aumento da confiança dos investidores na capacidade do governo de lidar com seus problemas fiscais deve levar as taxas longas de juro real para baixo, tornando as ações mais atrativas", concluem.

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