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Siderúrgicas caem com possíveis medidas do governo Bolsonaro; Magalu sobe 5% após fortes quedas

Confira os destaques do mercado na sessão desta segunda-feira (12)

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(Peter Andrews/Reuters)

Petrobras (PETR3PETR4)

A Petrobras fechou com leve queda seguindo o novo recuo do petróleo no exterior. A commodity caiu pelo 11º dia mesmo após a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, anunciar um corte de oferta em dezembro, seguido de outros produtores que também consideram reduções em 2019.

“Temos de fazer o que for necessário para equilibrar o mercado de petróleo”, disse o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, no início de uma reunião internacional em Abu Dabi com ministros de petróleo e líderes da indústria.

No radar da companhia, a Petrobras anunciou corte de 0,71% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para esta terça-feira, dia 13 de novembro, para R$ 1,6616.

Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1228, conforme tabela disponível no site da empresa. Em 6 de setembro, a diretoria da companhia petrolífera anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Magazine Luiza (MGLU3)

As ações do Magazine Luiza e de outras varejistas, como B2W (BTOW3) e Via Varejo (VVAR11) registraram fortes ganhos, recuperando parte das perdas registradas no mês.

Vale ressaltar que na semana passada, desde que a Magalu registrou dados positivos, mas em linha, os papéis registraram forte queda. Veja mais clicando aqui

Sabesp (SBSP3)

O governo do Estado de São Paulo assinou na última sexta-feira convênio de cooperação com a prefeitura de Guarulhos (SP), uma das etapas para permitir que a Sabesp comece a oferecer serviços de água e saneamento na segunda maior cidade paulista.

De acordo com a estatal, a expectativa é que um contrato para a prestação de serviços pela companhia em Guarulhos seja assinado em até 30 dias.

Guarulhos tem uma dívida com a Sabesp de R$ 3,3 bilhões, que será usada como moeda de troca para a estatal obter concessão para exploração de serviços de água e esgoto na cidade. 

Vale (VALE3)

As ações da Vale subiram após a queda forte da sexta-feira em meio aos dados da China. O minério de ferro, com o negociado em Qingdao fechou em alta de 0,7%, a US$ 76,75 a tonelada. 

Siderúrgicas

O dia foi de queda para siderúrgicas como a Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3). Matérias ao longo do fim de semana destacaram sobre possíveis estudos da equipe de Bolsonaro sobre queda de tarifas de importação sem compensações (uma das propostas fala em cortes graduais até chegarem a 4% em 2021). De acordo com o BTG Pactual, isso pode gerar ruído no setor, uma vez que levaria a queda de preços no ato.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau aprovou em reunião de conselho a emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, com esforços restritos de distribuição. A data da emissão, a 15ª da companhia, é 21 de novembro. A remuneração é correspondente a 106,50% da Taxa DI.

Serão emitidas 1,5 milhão de debêntures no valor nominal unitário de R$ 1.000,00. O prazo de vencimento é de quatro anos (novembro de 2022) e o valor nominal unitário das debêntures não será atualizado monetariamente.

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A remuneração será paga semestralmente a partir da emissão, ocorrendo o primeiro pagamento em 21 de maio de 2019.

Cemig (CMIG4)

A Cemig teve seu rating elevado para B+ pela Fitch. Para a agência de classificação de risco, o outlook está positivo para a companhia.

TIM (TIMP3)

Em teleconferência com analistas na última sexta-feira (9), o diretor-presidente da Telecom Italia, Amos Genish, confirmou que está em fase inicial de análise para compra dos ativos da Nextel Brasil. “Esta é uma oportunidade que estamos avaliando e que pode ser um catalisador para a operação no Brasil, mas não o principal”, afirmou.

De acordo com o jornal O Globo, a empresa italiana, com mais de 56 milhões de clientes, já iniciou estudos para fazer uma oferta de compra pela empresa. Segundo uma fonte do mercado, o negócio poderia chegar a quase US$ 2 bilhões, incluindo a dívida, de cerca de US$ 700 milhões.

Segundo o Itaú BBA, dois obstáculos principais para esse acordo foram as metas de redução de alavancagem da Telecom Italia, que foram dispensadas para 2018 e os limites regulatórios do espectro de propriedade de uma única operadora, que mudaram para um modelo mais flexível pela Anatel na semana passada.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas apurou uma receita líquida de R$ 930,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido consolidado foi de R$ 119,8 milhões, alta de 68% na comparação anual.

De julho a setembro, o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) recorrente, foi de R$ 114 milhões, queda de 15,2%, e com margem de 12,3%.

Unipar Carbocloro (UNIP6)

A Unipar teve uma receita líquida consolidada de R$ 791,1 milhões entre julho e setembro deste ano. O Ebitda consolidado somou R$ 245,5 milhões, alta de 31,6%.

O lucro líquido consolidado da companhia no período foi de R$ 146,3 milhões, alta de 5,8%, enquanto a alavancagem financeira consolidada (dívida líquida/Ebitda) foi de 0,19 x em setembro.

Anima (ANIM3)

A Anima teve um lucro líquido ajustado de R$ 15 milhões no terceiro trimestre, valor acima das projeções do mercado. O Ebitda ajustado da companhia ficou em R$ 40,5 milhões, com margem de 15,8%.

Excluindo ajustes gerenciais, a Anima registrou um resultado líquido negativo de R4 16,3 milhões no trimestre, "explicado principalmente pelas despesas de natureza não recorrente". 

De acordo com o BTG Pactual, o resultado foi em linha, com o Ebitda Ajustado de R$ 40 milhões, sem surpresas no lucro. A companhia passou um não recorrente grande relacionado à reestruturação societária e operacional. "O problema da Anima sempre foi execução, mas as coisas podem estar melhorando nesse sentido. De qualquer forma, achamos um pouco cedo para dar o benefício da dúvida", afirmam os analistas. 

Biosev (BSEV3)

A Biosev assinou contrato para vender a totalidade do capital social da Usina Giasa à M&N Participações S.A., holding da Olho D’Água, por R$ 70 milhões. O ativo está localizado no município de Pedras de Fogo (PB), e tem forte atuação na região nordeste do país.

De acordo com a companhia, que possui dívidas bilionárias, a venda faz parte do programa de competitividade operacional da empresa. A notícia fez as ações chegarem a disparar 14,85% na máxima do dia, mas o movimento não se sustentou, com os papéis avançando "apenas" 3,64%.

Linx (LINX3)
As ações da Linx dispararam após números do resultado da companhia "vazarem". Durante a tarde, uma tabela com alguns dados financeiros da companhia foi divulgada no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), com isso, a Bloomberg acabou enviando a informação da receita líquida, que atingiu R$ 174,3 milhões no terceiro trimestre.

Eletrobras (ELET6)

A Eletrobras prorrogou mais uma vez o prazo para adesões à nova etapa do Plano de Demissão Consensual (PDC), desta vez para próxima quarta-feira (14). A meta da companhia é a adesão de 2.281 empregados com custo aproximado de R$ 730 milhões, o que totalizaria uma economia de R$ 660 milhões por ano.

MRV Engenharia (MRVE3)

A MRV Engenharia convocou uma assembleia geral extraordinária (AGE) para o dia 12 de dezembro para submeter os acionistas a cisão da controladora de logística Log Commercial Properties.

Braskem (BRKM5)

A Braskem obteve uma prorrogação no prazo para entrega do formulário 20-F de 2017, documento cobrado pela SEC (órgão regulador dos mercados financeiros dos EUA).  De acordo com a petroquímica, a SEC concordou em ampliar o prazo até 15 de março de 2019.

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