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Natura salta 9% e JHSF dispara 13% com balanços; Vale cai 4% com China e Cielo despenca 18% na semana

Confira os destaques do mercado nesta sexta-feira (9)

Natura_Produtos
(Divulgação)

SÃO PAULO - O Ibovespa zerou as perdas nos minutos finais do pregão, com os investidores identificando oportunidades na bolsa, principalmente com blue chips como bancos, Petrobras (PETR3;PETR4) e Ambev (ABEV3).

Porém, na semana, a queda foi de 3,14%, com o noticiário corporativo sendo o principal destaque para as maiores baixas e altas do Ibovespa. Na semana, a maior queda ficou com a Cielo (CIEL3), com a pior semana desde o IPO ao registrar uma derrocada de 17,89% em meio às preocupações crescentes com a competição. Já a maior alta ficou com a Natura (NATU3), com boa parte dos ganhos sendo registrada nesta sexta em meio aos fortes balanços do terceiro trimestre. 

Nesta sessão, o destaque de baixa ficou com a Kroton (KROT3), que divulgou resultados nesta manhã. Vale (VALE3) e a sua holding Bradespar (BRAP4) registraram fortes perdas com os dados negativos da China, 

 

 

Vale (VALE3)

As ações da Vale registram queda na esteira dos dados ruins para a economia chinesa. As vendas de carros na China caíram pelo 5º mês seguido em outubro (tendo baixa de 11% no mês) e podem ter a primeira queda anual em ao menos duas décadas. 

Já dados oficiais mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor na China ficou em 2,5% em outubro, repetindo a variação do mês anterior e vindo um pouco abaixo da projeção de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de alta de 2,4%. A inflação anual ao produtor desacelerou de 3,6% em setembro a 3,3% em outubro, como previam economistas.

Usiminas (USIM5)

As negociações da Usiminas para alienar a unidade de mineração parecem estar progredindo. A Usiminas confirmou em agosto que estava interessada em vender sua participação na Musa, a sua unidade de minério de ferro, onde detém uma participação de 70%. De acordo com a Bloomberg, a Usiminas estaria buscando receber US$ 1 bilhão pela sua participação de 70%. A Sumitomo Corp, proprietária de 30% da Musa, é considerada uma das empresas que manifestaram interesse em comprar a participação da Usiminas.

"Vemos isso como um desenvolvimento positivo, já que o minério de ferro claramente não faz parte da estratégia central da empresa. (...) Se a Usiminas realmente conseguir US$ 1 bilhão pela venda, veríamos o acordo como um grande fator positivo. Acreditamos que o caixa ajudará a Usiminas a acelerar ainda mais seu processo de desalavancagem e a financiar projetos de expansão, como uma nova linha de galvanização e / ou a modernização do Alto Forno 3 de Ipatinga", avalia o Bradesco BBI.

 

Petrobras (PETR3;PETR4)

Em um dia de nova baixa para o petróleo, com o WTI abaixo de US$ 60 após a commodity entrar em bear market, a Petrobras chegou a cair mais de 1%, mas fechou em movimentos divergentes entre os papéis ON e PN. 

No radar da companhia, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou o pagamento à Petrobras de R$ 1,04 bilhão dentro do programa de subvenção ao diesel. O pagamento se refere ao período de 1 a 30 de agosto, o primeiro período da 3ª fase do programa.

Também no radar de Petrobras, o vice de Jair Bolsonaro (PSL), General Hamilton Mourão, se reuniu nesta sexta-feira com os diretores da estatal para receber informações técnicas da empresa.

Natura (NATU3)

A Natura registrou um lucro líquido consolidado de R$ 132,8 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 117,9% em relação a período do ano passado. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 483 milhões, uma expansão de 7,2%, e a margem Ebitda atingiu 14,9%, queda de 4,1 pontos percentuais ante o mesmo intervalo de 2017.

A receita líquida consolidada somou R$ 3,241 bilhões, alta de 37,1% na comparação anual. O resultado financeiro líquido ficou negativo R$ 163,9 milhões, ante perdas de R$ 275,4 milhões no terceiro trimestre de 2017.

Conforme aponta o Brasil Plural, os resultados da Natura corroboraram o discurso da empresa sobre a execução assertiva e robusta de sua estratégia global, que possibilitou números sólidos, com todas as marcas apresentando forte desempenho no trimestre. Apesar de ter sido afetada por uma série de eventos não recorrentes no trimestre, a empresa conseguiu lançar uma série de melhorias operacionais tanto no lado da margem quanto no âmbito da proposta de valor.

"A base de consultoria da Natura continuou a aumentar no trimestre, enquanto a produtividade por consultora manteve o crescimento de dois dígitos, mostrando que as novas diretrizes de relacionamento da empresa para lidar com seus consultores e os incentivos diferenciados continuam a gerar engajamento. Além disso, a empresa também anunciou que suas vendas online cresceram a dois dígitos e já existem 650 mil consultores usando sua plataforma móvel", apontam os analistas. No entanto, eles apontam seguirem aguardando uma visão mais clara sobre os resultados da The Body Shop, pois o plano de recuperação ainda está em andamento e a marca precisa provar aos investidores que será um bom veículo para a Natura abrir caminho para novos mercados. 

Cyrela (CYRE3)

A incorporadora fechou o trimestre com prejuízo líquido de R$ 121 milhões, uma perda cerca de 17 vezes maior do que a registrada no mesmo período de 2017, quando o prejuízo foi de R$ 7 milhões.

A receita líquida totalizou R$ 725 milhões, alta de 21,2% na mesma base de comparação, reflexo do maior volume de operações de lançamentos e vendas nos últimos meses. A companhia não divulga o Ebitda.

Segundo o Itaú BBA, a Cyrela reportou mais um trimestre de forte geração de fluxo de caixa livre, mas teve uma forte queda no prejuízo com provisões, despesas adicionais para um projeto no Nordeste e impairment no banco de terras.

CVC  (CVCB3)

A CVC teve um lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 82,5 milhões no terceiro trimestre de 2018, alta de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A receita líquida no período foi de R$ 414,8 milhões, crescimento de 23,2% na comparação anual. O Ebitda ajustado da operadora de viagens subiu 23,3%, para R$ 205,3 milhões.

Segundo o BTG Pactual, o resultado veio bom, com destaque para o crescimento da receita em dois dígitos, sendo a captura de sinergias o principal catalisador do trimestre. Já do lado negativo, o fluxo de caixa operacional caiu para R$ 58 milhões (versus R$ 277 milhões), impactado principalmente pela deterioração do capital de giro. 

Banco Pine (PINE4)

O Banco Pine teve um lucro líquido de R$ 4,83 milhões, contra um prejuízo de R$ 244,12 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

No período, o banco teve uma receita de R$ 32,46 milhões da reversão de parte das provisões de crédito, enquanto as receitas com serviços recuaram 18,4%, para R$ 14,4 milhõe. Já o resultado de intermediação financeira, que inclui operações de crédito, subiu 52,8%, para R$ 157,4 milhões.

EzTec (EZTC3)

A Eztec apurou um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 33,9 milhões no terceiro trimestre, valor acima das maiores projeções compiladas pela Bloomberg. A receita líquida no período foi de R4 87 milhões. O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês), foi de R$ 2,44 milhões, com margem de 2,8%.

A EzTec apresentou números positivos, destaca o Itaú BBA, apoiados pela economia de custos com o projeto Jardins do Brasil e por um resultado financeiro sólido. O fluxo de caixa livre foi uma surpresa positiva.

BK Brasil (BKBR3)

O Burger King Brasil registrou um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 27 milhões, acima das maiores projeções compiladas pela Bloomberg. Entre julho e setembro, a receita líquida operacional foi de R$ 611 milhões. O Ebitda ajustado somou R$ 77 milhões no trimestre, com margem Ebitda ajustada de R$ 610,9 milhões.

O BTG Pactual aponta que o resultado veio forte, com destaque para a expansão da margem Ebitda de 120 pontos-base. "Após o segundo trimestre, com os efeitos negativos da Copa do Mundo e greve dos caminhoneiros, o pior já passou. A ação deve ganhar momentum a partir de agora e reiteramos visão positiva com o case", apontam os analistas. 

Sabesp (SBSP3)

A Sabesp teve um lucro líquido de R$ 565,2 milhões entre julho e setembro deste ano, acima das projeções do mercado. A receita líquida operacional foi de R$ 3,81 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 1,43 bilhões, com margem de 37,6%.

Conforme aponta o BTG Pactual, os volumes registrados no terceiro trimestre foram decepcionantes, com alta de apenas 0,1% na base anual enquanto a expectativa era de alta de 3%, em linha com a tendência dos trimestres anteriores. Os menores volumes levaram a queda da receita líquida, enquanto o Ebitda ficou em linha com o consenso. Ao mesmo tempo, os custos controláveis aumentaram significativamente, sendo o destaque negativo.

Os analistas apontam que, após a decepcionante revisão tarifária, os investidores esperavam que um novo governo pudesse trazer a discussão sobre a privatização de volta à mesa. "No entanto, o governador de São Paulo recém-eleito, João Doria, declarou inicialmente que a Sabesp continuará sendo uma empresa estatal e buscará a criação da estrutura de uma holding. Para que os investidores fiquem mais entusiasmados com o case do investimento, teremos que ver uma abordagem mais pró-mercado do governo do estado em relação à empresa ou esperar que haja um parceiro estratégico de renome para a Sabesp", avaliam. 

Tecnisa (TCSA3)

Os papéis caem forte após o balanço. No terceiro trimestre, a Tecnisa apurou um prejuízo líquido de R$ 73,4 milhões. A receita líquida da companhia veio negativa, em R$ 26,3 milhões, decorrente das vendas contratadas líquidas negativas dos projetos consolidados integralmente. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 67,2 milhões.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco e abaixo do esperado, com receita negativa (muitos cancelamentos no trimestre), desencadeando o prejuízo de R$ 73 milhões. A visão cautelosa sobre o papel continua. 

JSL (JSLG3)

A JSL teve um lucro líquido de R$ 54 milhões no terceiro trimestre, acima das projeções do mercado, de R$ 41,2 milhões. A receita líquida no período também ficou acima do esperado, em R$ 2,07 bilhões. Já o Ebitda totalizou R$ 420 milhões, com margem de 24,9%.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial registrou um lucro líquido ajustado de R$ 262 milhões no terceiro trimestre de 2018. A dívida líquida veio em R$ 3,37 bilhões, a receita operacional em R$ 2,73 bilhões, enquanto o Capex foi de R$ 506 milhões. No período, o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 576 milhões, com margem Ebitda ajustada de 21,1%.

Para o Itaú BBA, as baixas taxas de inadimplência geraram resultados sólidos, enquanto as perdas foram piores do que as estimativas do banco. 

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa reportou um prejuízo líquido ajustado de R$ 37,2 milhões no terceiro trimestre, e uma receita líquida de R$ 252,3 milhões. O Ebitda da incorporadora ajustado veio em R$ 20,5 milhões, com margem Ebitda ajustada de 8,1%.

A Gafisa apresentou um resultado neutro, ressalta o Itaú BBA, com prejuízo razoavelmente alinhado com as projeções. A empresa também teve queima de caixa no período, explicada principalmente pelos desembolsos com terrenos.

Randon (RAPT4)

A Randon registrou um lucro líquido de R$ 41,7 milhões entre julho e setembro deste ano. A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 1,11 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 176,4 milhões, com margem de 15%.

O Credit Suisse aponta que a Randon reportou resultado forte, com Ebitda bastante acima do consenso se excluídos os não- recorrentes. Os analistas elevaram o preço-alvo para R$ 9 por ação, mas mantiveram recomendação neutra por causa de valuation e risco de desaceleração da receita. 

Alupar (ALUP11)

A Alupar teve um Ebitda de R$ 341,6 milhões no terceiro trimestre. O resultado foi acima da maior projeção do mercado, de R$ 322 milhões. A dívida líquida ficou em R$ 2,76 bilhões no período, enquanto o lucro líquido foi de R$ 107,7 milhões.

Segundo o Itaú BBA, os números da Alupar foram ligeiramente positivos, com desempenho operacional sólido, impulsionado pelo controle de custos e estratégia de alocação.

Kroton (KROT3)

A Kroton registrou lucro líquido de R$ 347,8 milhões no terceiro trimestre de 2018, retração de 22,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o resultado é de R$ 1,290 bilhão, queda de 13,5% na comparação anual.

A Kroton também divulgou um lucro ajustado de R$ 440,4 milhões, um recuo de 16,9% ante o terceiro trimestre de 2017. Em nove meses, esse resultado somou R$ 1,541 bilhão, queda de 12%. O ajuste no lucro é feito pelas linhas de itens não recorrentes, amortização do intangível e efeito liquido de emissões das debêntures.

De julho a setembro de 2018, a Kroton somou um Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 535,4 milhões, um montante 7,2% inferior a igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda no trimestre passou para 42,8% ante 43,6% do terceiro trimestre de 2017. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o Ebitda somou R$ 1,791 bilhão, queda de 6,5%.

A receita líquida totalizou R$ 1,250 bilhão no terceiro trimestre de 2018, queda de 5,5% na comparação com o mesmo trimestre de 2017. De janeiro a setembro, a receita somou R$ 4,139 bilhões, recuo de 1,6% ante o ano passado.

De acordo com o Morgan Stanley, as margens continuam pressionadas, com piora na receita. 

B3 (B3SA3)

A receita total atingiu R$1,275 bilhão, aumento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, com crescimento de receitas em todos os segmentos de negócio.

"Com as eleições presidenciais fora do caminho, com um resultado positivo sob a perspectiva do mercado, voltamos novamente para os fundamentos e nossa tese de investimento principal", ressalta o Brasil Plural. Os analistas apontam que, com a integração das clearings e a fusão com Cetip finalizadas, os resultados do terceiro trimestre ressaltaram sua alavancagem operacional, com o Ebitda recorrente crescendo duas vezes mais que as receitas, corroborando a tese de que a empresa entraria entrando em um período de melhora de eficiência através da racionalização de custos, "seguindo o típico roteiro de fusões de bolsas no mundo".

"Acreditamos que o novo governo eleito possa vir com um pipeline robusto de privatizações e que taxas de juros estruturalmente mais baixas possam criar um ambiente favorável para os produtos da B3", avaliam os analistas.

Qualicorp (QUAL3)

A Qualicorp registrou lucro líquido consolidado de R$ 109,7 milhões no terceiro trimestre, representando uma queda de 1,1% ante igual trimestre do ano passado. O Ebitda ajustado atingiu R$ 241,9 milhões entre julho e setembro, uma queda de 8,2% na comparação anual. A margem no período ficou em 49,3% ante 50,6% de um ano antes.

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Segundo a empresa, a retração do Ebitda reflete a redução da receita operacional, combinada à mudança na política para situações de inadimplência. A receita líquida encerrou o período de julho a setembro em R$ 491,1 milhões, queda de 5,7%.

A perda de faturamento reflete a queda no portfólio de vidas. O total de beneficiários terminou o período em 2,558 milhões, ante 4,644 milhões de um ano antes.

Aliansce (ALSC3)

A empresa registrou lucro líquido de R$ 21,280 milhões, queda de 11,1% na comparação com o terceiro trimestre de 2017. O Ebitda ajustado foi de R$ 96,603 milhões, um crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior e a receita líquida cresceu 3,2%, para R$ 133,670 milhões no terceiro trimestre.

As vendas totais em shoppings da Aliansce alcançaram R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre, um crescimento orgânico de 4,5% na comparação anual.

A Aliansce reportou um resultado bom, aponta o Credit Suisse, assim como Multiplan e Iguatemi. "A Aliansce apresentou um sólido conjunto de números no terceiro trimestre, mostrando melhora no crescimento de vendas e aluguéis, menor inadimplência, redução do custo de ocupação e taxas de ocupação mais altas. Em nossa opinião, os resultados da Aliansce indicam que uma recuperação mais forte no crescimento da receita pode estar próxima, potencialmente levando a revisões de lucros para cima", afirmam os analistas. 

CPFL Renováveis (CPRE3)

A CPFL Energias Renováveis registrou lucro líquido de R$ 121 milhões no terceiro trimestre de 2018, valor recorde para a companhia e 27,6% maior ante o resultado do mesmo período de 2017. A receita líquida da companhia de energia renovável alcançou os R$ 621,7 milhões, 6,3% acima do verificado nos mesmos meses de 2017. O aumento da receita trimestral foi influenciado pelo crescimento da geração de energia, que totalizou 2.130 GWh, 2,9% a mais que o verificado nos mesmos meses do ano passado.

Tegma (TGMA3)

A empresa de logística teve lucro líquido foi de R$ 31,1 milhões no terceiro trimestre, valor 103,5% superior ao observado um ano antes. O resultado foi impactado positivamente pelo crescimento da receita, pelo controle de custos e despesas, pela redução do custo de dívida e negativamente por uma denúncia espontânea envolvendo a regularização de ICMS na operação de químicos no valor de de R$ 7,2 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 57,8 milhões, alta de 41% influenciada pelos melhores resultados operacionais de ambas divisões.

Rumo (RAIL3)

A Rumo apresentou R$ 229 milhões de lucro líquido no terceiro trimestre, valor 194,2% acima do observado um ano antes. O ebitda foi de R$ 953 milhões, 19% superior ao terceiro trimestre de 2017 e a receita líquida alcançou R$ 1,877 bilhão, alta de 13,8% na comparação anual.

A Rumo reportou resultado em linha com as estimativas do Credit Suisse, que foram revisadas. Os analsitas reforçaram a recomendação outperform e a visão otimista para 2019. De acordo com os analistas, a greve dos caminhoneiros em maio levou a um efeito positivo, com a Rumo sendo vista como a melhor opção para manter os custos de frete sob controle. 

Tenda (TEND3)

A Tenda, construtora e incorporadora com foco no Minha Casa Minha Vida (MCMV), fechou o terceiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 64,4 milhões, 109,8% mais do que no mesmo período de 2017. O Ebitda ajustado somou R$ 82,7 milhões, 70,1% mais na mesma base de comparação. A margem Ebitda cresceu 4,5 pp, para 17,9%.

A receita líquida totalizou R$ 461,5 milhões, crescimento de 27,7%. O crescimento do lucro da Tenda é reflexo do aumento dos lançamentos e vendas nos últimos trimestres, levando à ampliação da receita e à diluição de despesas.

Segundo o Itaú BBA, a Tenda divulgou excelentes resultados, com um ROE (Retorno sobre patrimônio líquido) anualizado de 21,5%, apesar de um não-recorrente que afetou sua margem bruta. O fluxo de caixa foi forte como esperado e a Tenda anunciou outra recompra de ações.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion teve lucro líquido de R$ 93,5 milhões no terceiro trimestre ante prejuízo líquido de R$ 28,7 milhões um ano antes. A receita operacional líquida consolidada alcançou R$ 2.617,3 milhões um crescimento de 35,4% em relação ao terceiro trimestre de 2017. O ebitda atingiu R$ 312 milhões, crescimento de 41,7%.

Segundo o Credit Suisse, a Iochpe reportou resultado forte, o que reforça o call otimista para a empresa, negociada a um valuation atrativo na visão dos analistas. "A forte receita foi impulsionada pela depreciação do real mas, mais importante, pela dinâmica de volume positiva, especialmente nas linhas de alumínio e veículos comerciais no Brasil, NAFTA e Ásia e outras regiões.

Direcional (DIRR3)

A Direcional registrou lucro líquido de R$ 11,582 milhões ante prejuízo de R$ 29,390 milhões no terceiro trimestre de 2017, e a receita líquida alcançou R$ 309,919 milhões, alta de 54% na comparação anual. O Ebitda ajustado foi de R$ 36,453 milhões ante resultado negativo em R$ 4,370 milhões no ano anterior.

De acordo com o Itaú BBA, os números da Direcional foram positivos, com lucro melhor do que o esperado, auxiliados pelas margens sólidas dos projetos do Minha Casa Minha Vida, enquanto a geração de fluxo de caixa também imprimiu um ritmo satisfatório à empresa.

Cosan Logística (RLOG3)

A Cosan Logística apurou um lucro líquido de R$ 63,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, valor que supera em três vezes o registrado no mesmo período do ano passado. A melhora deve-se, entre outros fatores, à redução de 33,7% no prejuízo financeiro, para R$ 257,7 milhões.

A receita da companhia, por sua vez, subiu 13,8%, para R$ 1,88 bilhão. O Ebitda, por sua vez, somou R$ 952 milhões, crescimento de 19%.

Eneva (ENEV3)

A Eneva apresentou um Ebitda ajustado de R$ 502 milhões, alta de 15,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ajustada, por sua vez, ficou em 45%.

A companhia encerrou o trimestre com um caixa de R$ 1,1 bilhão e relação dívida líquida/Ebitda de 2,7 vezes. Já o lucro líquido ajustado no período foi de R$ 179,9 milhões, contra R$ 53 milhões no mesmo trimestre de 2017.

O Itaú BBA apontou que os resultados da Eneva foram positivos, com um forte desempenho operacional.

Notre Dame Intermédica (GNDI3)

A companhia teve um lucro líquido ajustado de R$ 127,2 milhões, um aumento de 73,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado da companhia veio em R$ 212,7 milhões, com margem de 13,7%. A dívida líquida, por sua vez, somou R$ 6,3 milhões, uma queda de 91,9% na comparação anual.

Segundo o Credit Suisse, a Intermédica entregou resultado forte, com Ebitda e lucro líquido 13% e 15% acima das estimativas do banco, respectivamente. 

Energisa (ENGI11)

A Energisa teve um lucro líquido de R$ 529,4 milhões entre julho e setembro deste ano, alta de 93,4% em relação ao mesmo intervalo de 2017. A receita líquida da companhia, excluindo a receita de construção, somou R$ 3,75 bilhões - alta de 12%.

O Ebitda aumentou 49,4% no período, para R$ 695,8 milhões, enquanto as vendas de energia no mercado cativo subiram 0,8% no trimestre, para 6.068 gigawatts-hora. 

Os números da Energisa foram ligeiramente positivos, aponta o Itaú BBA, com dados operacionais sólidos, impulsionados pelo controle de custos e pelo melhor mix de vendas.

De acordo com o BTG Pactual, o balanço da Energisa veio forte, com destaque para o crescimento de volume nas regiões de Norte e Nordeste. A companhia anunciou também aumento de capital de R$ 579 milhões (cerca de 4% do valor de mercado) que vai ajudar na redução da alavancagem para 3,6 vezes.

Kepler Weber (KEPL3)

A companhia agrícola atingiu R$ 166,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, aumento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro bruto totalizou R$ 25,9 milhões, montante 37% maior.

O Ebitda da Kepler Weber somou R$ 13,2 milhões no último trimestre, frente aos R$ 500 mil negativos no mesmo período de 2017. A margem Ebitda ficou em 8%. Já o lucro líquido da empresa foi de R$ 4,1 milhões, frente ao prejuízo líquido de R$ 3,8 milhões.

JHSF Participações (JHSF3)

A incorporadora JHSF apurou um lucro líquido de R$ 106,6 milhões no terceiro trimestre, contra ganho líquido de R$ 1,7 milhão no mesmo intervalo de 2017.

A receita da companhia subiu 71,2%, para R$ 136,2 milhões, enquanto as despesas operacionais subiram 29,4%, para R$ 33,3 milhões. Já o resultado financeiro líquido ficou negativo, em R$ 28,6 milhões - queda de 20,6%.

A avaliação é de que a companhia teve resultados sólidos, com a área de incorporação tendo uma melhora significativa com um faturamento de R$ 45 milhões no trimestre. 

Qualicorp (QUAL3)

A administradora de planos de saúde coletivos Qualicorp teve um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 109,7 milhões no terceiro trimestre, montante 2,57% superior ao registrado no mesmo período de 2017.

A receita operacional líquida da companhia veio em R$ 491,1 milhões, queda de 5,7% e a base de beneficiários também seguiu em queda, recuando para 2,56 milhões. O Ebitda ajustado no período caiu 8,2% na comparação anual, para R$ 242 milhões, com margem de 49,3%.

A Qualicorp reportou um balanço em linha, aponta o Credit Suisse, com receita líquida acima do esperado pelo Credit Suisse, mas com Ebitda 3% abaixo. O churn ( taxa de cancelamento) continua sendo um desafio e impactando os números de clientes que tiveram piora sequencial (queda de 137 mil versus versus 94 mil no segundo trimestre de 2018). A tendência da receita ainda deve ficar fraca e as ações devem reagir quando a empresa conseguir entregar uma melhora de resultado consistente – o que ainda não parece ser o caso, afirmam os analistas.

Copel (CPLE6)

A Companhia Paranaense de Energia registrou um Ebitda de R$ 785,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, 23,1% superior ao verificado no mesmo período de 2017. De acordo com a empresa, o resultado foi impactado pelos ajustes tarifários aplicados às linhas de transmissão, maior volume de energia vendida aos consumidores finais e crescimento no mercado fio.

De acordo com o Itaú BBA, a Copel teve números ligeiramente positivos, com bons números operacionais no segmento de dsitribuição, enquanto o desempenho de negócios de geração e transmissão corresponderam às estimativas dos analistas.

Restoque (LLIS3)

A companhia Le Lis Blanc reverteu o prejuízo de R$ 6,39 milhões do terceiro trimestre de 2017 e registrou um lucro líquido de R$ 7,84 milhões no mesmo período deste ano. Já a receita operacional líquida teve leve queda de 0,6%, passando de R$ 316,051 milhões para R$ 314,247 milhões. O Ebitda consolidado subiu 11,5%, passando de R$ 62,89 milhões para R$ 70,138 milhões, enquanto a margem Ebitda subiu 2,4 pontos percentuais, de 19,9% para 22,3%. 

O BTG Pactual aponta que, após a transição do ano passado, quando a empresa desovou estoque de coleções passadas e fez a incorporação da Dudalina, a empresa agora está se beneficiando dessa estratégia pelo terceiro trimestre consecutivo. As vendas nas mesmas lojas cresceram 5,8% na base anual, com a produtividade de venda no canal de varejo crescendo 14.4% no mesmo período de comparação, impulsionada por Le Lis Blanc e John John. O grande destaque do resultado, avaliam os analistas, ficou para a margem bruta, que cresceu 6,80 pontos percentuais na base de comparação anual. O BTG aponta que a liquidez baixa segue sendo uma questão para a companhia mas, com um múltiplo de preço sobre o lucro de 10 vezes esperado para 2019, o caso está atrativo. 

JBS (JBSS3)

A Operação Capitu, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal desencadeou a prisão do empresário Joesley Batista. A pressão principal aconteceu no início do pregão, quando os papéis chegaram a cair 5% na bolsa. No entanto, o movimento perdeu força e passou a dar prioridade aos cenários tanto macroeconômico quanto operacional, em detrimento à tensão envolvendo o executivo.

A Operação Capitu, deflagrada pela Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal, tem por objetivo combater uma suposta fraude envolvendo doações irregulares por parte de empresa de processamento de proteína animal para diversos políticos e partidos. A empresa envolvida é a JBS que, segundo a PF, teria pago R$ 5 milhões pela proibição do uso de ivermectina e outros R$ 2 milhões pela expansão das exportações de sobras de bovino (despojos).

Segundo a Receita, duas grandes redes varejistas do Estado de Minas Gerais, por meio de seus controladores e diretores, participaram diretamente do esquema. "Suspeita-se que esta rede, devido ao grande movimento de dinheiro em espécie, utilizou-se deste fluxo para dar ar de licitude a valores doados a partidos e políticos, no período de agosto de 2014 a fevereiro de 2015", diz a nota divulgada pela Receita.

Carrefour (CRFB3)

O empresário Abilio Diniz realizou a venda de R$ 805 milhões de ações do Carrefour Brasil na B3. Foi vendido um bloco de mais de 50,5 milhões de ações.

Com essa operação, o veículo de investimentos da família Diniz, a Península, diminuiu sua fatia na empresa de 11,46% para 8,91% - ou seja, houve uma venda equivalente a cerca de 22% da posição. 

A venda da fatia teve valor médio de R$ 15,94 por ação (5% abaixo do fechamento da véspera) e o montante levantado foi bastante superior aos R$ 500 milhões que se planejava captar inicialmente. A ampliação aconteceu por conta da demanda existente pelo papel, que chegava a R$ 1 bilhão, segundo a fonte. 

Diniz entrou no capital do Carrefour em 2014 e chegou a ter uma participação de 12% no capital da varejista. Atualmente, ele é um dos conselheiros globais da rede de supermercados francesa. Desde que a Península entrou na operação local do Carrefour, o valor de mercado da companhia teve forte alta, passando de cerca de R$ 18 bilhões para R$ 33 bilhões.

Conforme destaca o jornal O Estado de S. Paulo, com o dinheiro arrecadado com a venda dos papéis do Carrefour, a Península deve voltar ao mercado para buscar novos negócios, sendo que os segmentos de consumo e saúde e bem-estar estão entre as principais áreas de interesse.

(Com Agência Estado)

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