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Ibovespa segue mau humor no exterior por Fed e China e opera em queda

O mercado fica atento às novas tentativas da equipe de Jair Bolsonaro de fazer parte da reforma previdenciária sem mudar a Constituição

gráfico Ibovespa dólar alta queda
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa caminha para seu quarto pregão negativo consecutivo seguindo a queda das bolsas em Wall Street que reagem à sinalização do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) de mais três aumentos de juros. Além disso, dados da China que sugerem a desaceleração de uma das maiores economias do mundo e geram preocupação dos investidores.

Às 14h17 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,88%, a 84.862 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em dezembro tinha queda de 0,08%, cotado a R$ 3,762, e o dólar comercial subia 0,53%, para R$ 3,759 na venda.

Vale destacar que a queda por aqui é menos profunda que nos mercados internacionais uma vez que o Ibovespa repercutiu a maior parte da leitura negativa da decisão do Fed no pregão anterior, quando o índice da B3 caiu 2,29%, aos 85.701 pontos, na mínima do dia. 

No front doméstico, o mercado fica atento às novas tentativas da equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de fazer parte da reforma previdenciária sem mudar a Constituição, já que o governo atual não dá sinais de que a aprovação neste ano seja viável. Atenção ainda para os balanços do terceiro trimestre.  

Bolsas mundiais

Ontem, o Fomc (Federal Open Market Committee) confirmou as expectativas e manteve seus juros básicos entre 2% e 2,25% ao ano, mas reiterou que prevê “mais aumentos graduais” e não fez menção à recente turbulência de Wall Street, sugerindo que permanece confiante na recuperação econômica dos EUA. O Fed elevou juros três vezes este ano e espera-se um quarto aumento no encontro de dezembro.

A China também alarma os mercados: as ações de bancos do país recuaram após o governo adotar medida para direcionar o crédito, sugerindo urgência para conter a desaceleração. Já as vendas de carros na China caíram pelo 5º mês seguido em outubro (tendo baixa de 11% no mês) e podem ter a primeira queda anual em ao menos duas décadas. Nesse cenário, cobre e outros metais recuam.

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O petróleo WTI tem 10ª baixa seguida e se aproxima de US$ 60 após entrar em bear market em meio ao aumento da oferta e preocupações com a economia.

Noticiário político

Dirigentes de partidos alinhados a Jair Bolsonaro e ministros recém-nomeados têm expressado ao presidente eleito preocupação com os ruídos na comunicação dos seus planos e a ausência de um porta-voz para a equipe de transição, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Desencontros entre o próprio Bolsonaro e seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e manifestações dos filhos do capitão reformado criaram a impressão de que o discurso do novo governo é desconexo e improvisado, dizem esses aliados.

A todo vapor na formação do novo governo, a equipe de transição ainda aguarda um posicionamento de Ilan Goldfajn sobre sua intenção de continuar à frente do Banco Central. Nos bastidores, a leitura é de que a eventual autonomia do Banco Central pode abrir espaço para Ilan ficar no cargo até março de 2020, informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a reportagem, cinco nomes despontam como possíveis substitutos de Ilan: o ex-diretor de Política Econômica do BC Afonso Bevilaqua; o atual diretor de Política Econômica, Carlos Viana de Carvalho; o também ex-diretor do BC e atual economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita; o ex-diretor do BC e sócio da gestora SPX Capital, Benny Parnes; e Roberto Campos Neto, diretor do Santander.

A articulação para a reforma da Previdência continua e Jair Bolsonaro analisa um conjunto de mudanças que podem ser feitas sem alterar a Constituição, informa o jornal O Estado de S. Paulo. A versão “light” da reforma está baseada em dois projetos de lei já prontos, elaborados por consultores do Congresso. Eles permitem criar uma alíquota previdenciária complementar aos funcionários públicos, acabam com a fórmula 85/95 e mudam a regra de cálculo das pensões, entre outros pontos.

Destaques da Bolsa

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 KROT3 KROTON ON 10,31 -4,98 -42,41 86,42M
 BRAP4 BRADESPAR PN 33,60 -4,05 +21,27 36,40M
 VALE3 VALE ON 54,90 -3,72 +41,89 990,55M
 MRFG3 MARFRIG ON 6,13 -3,62 -16,26 5,37M
 CVCB3 CVC BRASIL ON 54,87 -3,40 +14,85 35,25M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 NATU3 NATURA ON 35,56 +8,09 +8,61 139,57M
 ELET3 ELETROBRAS ON 23,11 +2,80 +19,49 48,51M
 USIM5 USIMINAS PNA 9,91 +2,17 +9,38 136,00M
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 15,62 +2,16 -36,09 31,51M
 CPLE6 COPEL PNB 27,44 +1,63 +10,43 9,57M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

 

 

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