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Ibovespa acelera perda e recua cerca de 2% após decisão do Fed; dólar atinge R$ 3,76

BC dos EUA reforça expectativa positiva para economia e eleva a probabilidade de aumento dos juros nos próximos encontros

Jerome Powell
(Flickr/Federal Reserve)

SÃO PAULO - Marcando a terceira sessão consecutiva de queda, o Ibovespa acelerou seu movimento de correção e recuava cerca de 2% nesta reta final do pregão com os investidores digerindo a decisão de política monetária do Fed e diante da queda das ações da Petrobras (PETR4).

Às 17h36 (horário de Brasília), o principal índice de ações da B3 registrava queda de 1,91%, aos 86.043 pontos, ao passo que o contrato de dólar futuro com vencimento em dezembro subia 0,58%, a R$ 3,758, em vista da sinalização positiva do BC dos EUA sobre a economia, como o mercado colocando na conta mais 3 aumentos no ano que vem.

Assim como esperado, o Fomc (Federal Open Market Committee) decidiu por manter a taxa de juros na faixa entre 2% e 2,25%, como reforçou sua expectativa positiva para a economia norte-americana, citando o forte momento do mercado de trabalho. No mês passado, foram criadas 250 mil vagas de trabalho nos EUA, bem acima da expectativa do mercado de 180 mil postos. Além disso, a taxa de desemprego ficou em 3,7%, o menor patamar desde dezembro de 1969. 

Além da visão para a economia, que naturalmente eleva a probabilidade de aumento dos juros, dois detalhes importantes estão gerando "pânico" nos mercados. No comunicado, o Fed não apontou qualquer preocupação com a forte queda das bolsas dos EUA, o que era esperado pelos investidores e poderia apontar por um ritmo mais lento de aumento de juros, assim como um ajuste das expectativas para as próximas reuniões.

Segundo dados da Bolsa de Chicago, os investidores projetam 2 aumentos no ano que vem e com mais um recado hawkish dos membros do Fed, sem dar abertura para um viés minimamente dovish, os investidores correm para ajustar a expectativa de aumento para 3 altas, assim como sinalizado pelos "Gráfico de Pontos" -- esse gráfico revela as projeções do Fomc para o futuro da taxa de juros nos próximos encontros, ou seja, quantas altas são esperadas -- do próprio Fed.

Noticiário político

Segundo o Estadão, diante das dificuldades no Congresso para aprovar a reforma da Previdência este ano, Jair Bolsonaro já trabalha em uma versão "light" do texto, formada por propostas que independam de alterações na Constituição. "Nós temos de ver aquela (proposta) que passa na Câmara e no Senado", disse o presidente.

Ainda sobre a reforma, a coluna Painel da Folha de S. Paulo diz que Temer e Bolsonaro discutiram o assunto em reunião na véspera. Enquanto isso, a equipe do presidente eleito já está se movimentando para viabilizar a aprovação na Câmara. Segundo o jornal, o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recrutou um grupo de deputados influentes da velha guarda da Câmara para articular a votação.

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Após a confirmação de Tereza Cristina para o ministério da Agricultura, Luís Fernando Serra e Graça Lima são cotados para chefiar o Itamaraty, enquanto, segundo o Valor, Ana Paula Vescovi é cotada para presidir a Caixa Econômica. Além disso, já teria sido feito o convite para que Mansueto Almeida continue no governo.

De acordo com o jornal, no caso do Banco Central, caso Ilan Goldfajn saia, Paulo Guedes estuda os nomes dos ex-BCs Mário Mesquita, do Itaú, e Beny Parnes, da SPX, além de Roberto Campos Neto, diretor do Santander, e do atual diretor do BC Carlos Viana.

Já no começo da noite de ontem, por 41 votos a 16, o Senado aprovou a "pauta-bomba" que reajusta os salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em 16%, com a remuneração passando de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O Projeto de Lei agora vai para sanção presidencial.

O valor recebido pelos ministros é considerado como o teto para o funcionalismo público no Brasil e, com este reajuste, deve ocorrer um efeito cascata, com impacto nas contas da União, Estados e municípios de R$ 4 bilhões em 2019, segundo cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado.

A Polícia Federal está nas ruas do Rio de Janeiro cumprindo mandados de prisão contra 10 deputados estaduais e outras 12 pessoas na operação Operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Lava Jato.

As investigações miram um esquema de compra de apoio político de parlamentares. Sete deputados são alvo pela primeira vez das investigações, enquanto os outros são Jorge Picciani, Paulo Mello e Edson Albertassi, todos do MDB, que estão presos há quase um ano.

Destaques de ações

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ESTC3 ESTACIO PARTON 20,73 -8,64 -36,25 291,76M
 CIEL3 CIELO ON 11,17 -8,52 -49,22 249,21M
 BRFS3 BRF SA ON 21,20 -4,68 -42,08 114,29M
 EMBR3 EMBRAER ON 20,60 -4,63 +3,55 52,60M
 KROT3 KROTON ON 11,00 -4,18 -38,55 82,26M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CPLE6 COPEL PNB 27,52 +1,59 +10,75 26,49M
 CSNA3 SID NACIONALON 9,89 +0,71 +18,02 132,07M
 VALE3 VALE ON 57,86 +0,47 +49,54 762,88M
 VIVT4 TELEF BRASILPN 44,01 +0,46 -2,32 71,90M
 SANB11 SANTANDER BRUNT 41,55 +0,44 +34,19 32,28M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

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