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Onde os maiores investidores estão alocando o dinheiro antes do "Dia D" das eleições?

Levantamento feito pela XP Investimentos mostrou que maiores gestores do país aumentaram sua exposição no Brasil desde o primeiro turno

Investidor
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Chegou a hora da definição do novo presidente e o mercado financeiro já tem seu favorito: Jair Bolsonaro (PSL). Esta projeção levou algumas das maiores gestoras do país a aumentarem sua exposição ao mercado brasileiro, aceitando tomar um risco maior para se aproveitar da euforia em caso de vitória do deputado - em outubro este otimismo já fez o Ibovespa subir 6,96%.

Em pesquisa realizada pela XP Investimentos com 26 gestoras de recursos, que juntas respondem por R$ 430,05 bilhões em ativos sob gestão segundo dados da Anbima, percebe-se um claro aumento de 'apetite por risco' nas tomadas de decisões destes investidores após o término do 1º turno.

Antes de 7 de outubro, apenas 36% dos gestores tinham mais recursos alocados no Brasil do que no exterior; hoje temos 92% dos gestores com mais da metade de seus investimentos no Brasil.

Sobre o posicionamento no câmbio, há quem esteja preferindo não tomar tanto risco, ficando neutro, enquanto outros gestores aumentaram suas exposições. Esta divisão condiz com as análises do potencial de alta do real caso Bolsonaro vença, com analistas vendo o dólar se aproximar dos R$ 2,00, enquanto outras análises limitam o recuo aos R$ 3,50 em um primeiro momento.

Em entrevista recente ao InfoMoney, os gestores Bernardo Zerbini e Sergio Silva, da AZ Quest, asset fundada em 2001 e com R$ 14,5 bilhões em ativos sob gestão, disseram que "continuam otimistas em todos os ativos", ressaltando que o mercado ainda tem espaço para seguir o rali até o fim do ano. 

Com isso, eles aumentaram o risco das carteiras de seus fundos desde o 1º turno, se posicionando via opções para apostar na continuidade do cenário otimista.

Outro gestor que falou com o InfoMoney e demonstrou otimismo foi Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e sócio fundador da Mauá Capital, que afirmou que em caso de vitória de Bolsonaro e se o exterior ficar estabilizado, o Ibovespa pode chegar entre 95 mil a 100 mil pontos entre o final de 2018 e o começo do ano que vem.

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