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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Mau humor generalizado no exterior briga com otimismo eleitoral no mercado doméstico

Bull e Bear
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mau humor generalizado nas bolsas globais seguindo a repercussão da morte de um jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita deve testar o otimismo do mercado com a reta final das eleições e a liderança de Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas. Ibope deve divulgar nova sondagem à noite.

Na véspera, o Ibovespa fechou com alta de 1,63%, aos 85.596 pontos, com o volume financeiro atingindo R$ 11,712 bilhões. O dólar comercial caiu forte também seguindo o rali eleitoral, recuando 0,74%, cotado a R$ 3,6872 na venda.

Veja no que ficar de olho nesta terça-feira (23).

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em queda em meios às crescentes tensões globais com o dólar forte e a expectativa de maior expansão das taxas de juros dos Estados Unidos. 

Na Europa, as bolsas recuam ao seu nível mais baixo desde 2016 diante das preocupações com os desdobramentos geopolíticos da morte do jornalista Jamal Khashoggi em um consulado da Arábia Saudita, na Turquia, no início deste mês. Questões sobre o Brexit e a preocupação sobre o orçamento da Itália também prendem a atenção do investidor. 

Em meio a temporada de balanços, os índices futuros de Wall Street acompanham o mau humor generalizado devido às tensões globais após o jornalista crítico do governo árabe ter sido morto. Segundo o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, há fortes evidências de que o assassinato de Khashoggi foi planejada. 

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Também em meio a essa tensão, o preço do petróleo do tipo Brent cai abaixo de US$ 79. Contudo, a queda da cotação da commodity ocorre após a Arábia Saudita dizer que não pretende usar o produto como arma política. Vale destacar que o início das sanções dos Estados Unidos ao Irã, que começa em 4 de novembro, também está no radar. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h46 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -1,22%

*Dow Jones Futuro (EUA) -1,08%

*Nasdaq Futuro (EUA) -1,52%

*DAX (Alemanha) -1,75%

*FTSE (Reino Unido) -0,77%

*CAC-40 (França) -1,22%

*FTSE MIB (Itália) -0,58%

*Hang Seng (Hong Kong) -3,08% (fechado)

*Xangai (China) -2,26% (fechado)

*Nikkei (Japão) -2,67% (fechado)

*Petróleo WTI -1,25%, a US$ 68,49 o barril

*Petróleo brent -1,68%, a US$ 78,49 o barril

*Bitcoin US$ 6.421,09 -0,42%
R$ 24.149 +0,61% (nas últimas 24 horas)

2. Pesquisa eleitoral

O mercado acompanha atentamente os números de pesquisas eleitorais e o Ibope divulga nesta noite mais uma sondagem, realizada entre os dias 17 e 23 de outubro, com 3.010 eleitores. No último levantamento do instituto, Bolsonaro aparecia com 59% dos votos válidos e Haddad com 41%

3. Agenda econômica da semana 

Entre os principais indicadores da próxima semana, na terça-feira (23) destaque para o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15), considerado uma prévia da inflação oficial do País. A expectativa do mercado é de uma alta de 0,63% na comparação mensal do indicador, o que leva o acumulado de doze meses para 4,58%, maior nível desde março de 2017.

Para conferir a agenda completa de indicadores e resultados, clique aqui.

4. Noticiário político

Marina Silva (Rede), oitava colocada no primeiro turno, declarou apoio crítico a Fernando Haddad (PT). "Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, 'destroem sempre que surgem', 'banalizando o mal', propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro, darei um voto crítico e farei oposição democrática a uma pessoa que, 'pelo menos' e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres, o fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad", afirmou Marina.

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À frente em todas as pesquisas eleitorais Jair Bolsonaro (PSL) continua sua articulação para a construção das bases de seu eventual governo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o candidato planeja viajar à Brasília para um encontro com o presidente Michel Temer, caso seja eleito. A ideia é que ele se desloque na semana seguinte ao anúncio oficial, assuma pessoalmente a negociação da mudança de governo e apresente seus nomes para o grupo de transição.

Apesar de estar consistentemente atrás nas pesquisas, a campanha petista avalia que as declarações radicais de Bolsonaro podem ser benéficas para Haddad nessa reta final. Seu filho, Eduardo Bolsonaro, fez comentários sobre o fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal), e o próprio candidato insinuou iniciar uma perseguição ao que ele chamou de "bandidos vermelhos". Esses arroubos devem ajudar a construir uma aliança que os petistas não conseguiram ainda, informou um dos aliados de Haddad à Folha de S. Paulo. Após esses episódios, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entrou nas discussões sobre um documento em defesa do Estado Democrático de Direito. 

5. Noticiário corporativo

Dia agitado no radar de Petrobras, com queda no preço do barril do petróleo e redução no preço da gasolina nas refinarias, recuperação superior a R$ 3 bilhões em ressarcimento de danos e confirmação de que a produção da Refinaria de Paulínia não tem data marcada para ser normalizada.

No radar da Forjas Taurus está a informação de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, vai colocar em votação após as eleições um projeto que revoga o Estatuto do Desarmamento, facilitando o acesso e posse de armas em casa pelos cidadãos, destaca a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo. 

A Valid, empresa que atua nos segmentos de meios de pagamento, sistemas de identificação e telecomunicações, comprou por R$ 6,4 milhões o controle da startup mineira Agrotopus, que fornece um sistema de rastreabilidade para cooperativas de café que representam 12% do mercado brasileiro.

A rede de lojas Marisa anunciou a primeira fase do seu projeto omnichannel que terá como objetivo a integração de suas operações online e offline. O projeto terá inicialmente foco na operação click and collect e será lançado em 10 lojas, com o objetivo de implantar totalmente o modelo até 2019.

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O órgão antitruste do Japão aprovou ontem a venda da subsidiária da Marfrig, a Keystone, à americana Tyson Foods. Agora, a conclusão da transação depende apenas do aval dos órgãos antitruste da China e da Coreia do Sul. A Marfrig anunciou a venda da Keystone à Tyson no mês de agosto, por US$ 2,4 bilhões. O objetivo é que com a venda, a empresa brasileira consiga reduzir o seu endividamento.

A Biosev, produtora brasileira de açúcar e etanol, está negociando a venda de mais usinas no Brasil para reduzir suas dívidas. De acordo com a Reuters, fontes disseram que a companhia contratou a divisão de serviços financeiros da consultoria Datagro e a unidade de investimento do Santander Brasil para auxiliá-la no processo de venda de outras usinas.

O Banco BMG e a companhia de serviços de tecnologia Tivit protocolaram o pedido de registro de companhia aberto junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na última segunda-feira (22).  

 

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