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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Novas pesquisas eleitorais, dados de emprego do EUA e dólar abaixo de R$ 3,70 estão no radar dos investidores

ações alta bolsa
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mercado doméstico continua de olho na corrida eleitoral e parte dos investidores começa a se questionar se o otimismo com a eventual vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial já estaria precificada nos ativos.

O candidato conta com larga vantagem nas pesquisas eleitorais sobre seu adversário Fernando Haddad (PT) e o mercado buscará pela confirmação desses dados na pesquisa Datafolha que será divulgada nesta noite.

Enquanto o Ibovespa acumula altas de 8% só neste mês, o dólar derrete. Apesar disso, o Banco Central manteve a rolagem de contratos de swap cambial de hoje mesmo após o dólar fechar abaixo de R$ 3,70.

O mercado começa a questionar a necessidade de a autoridade monetária manter a agenda de ofertas de swap após a forte queda da moeda norte-americana influenciada pelo otimismo com as eleições. 

Confira os destaques desta quinta-feira (18): 

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em queda, com fortes vendas no setor de energia e preocupações com os níveis de empréstimos nos mercados acionários. O mercado chinês liderou as perdas após o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ter adotado uma linguagem mais dura contra o país, embora tenha evitado rotular a China como um manipulador cambial.

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Já as bolsas europeias operam em alta com o mercado local de olho nas negociações do Brexit. Os índices futuros de Wall Street têm leve queda à medida que os investidores digerem o conteúdo da ata do Fomc divulgada na tarde de quarta-feira (17) e aguardam dados do mercado de trabalho e nova remessa de balanços corporativos. 

Os preços do petróleo voltam a cair em meio às tensões sobre a morte de um proeminente jornalista saudita que era crítico do governo. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h51 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,33%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,27%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,42%

*DAX (Alemanha) +0,35%

*FTSE (Reino Unido) +0,07%

*CAC-40 (França) +0,39%

*FTSE MIB (Itália) -0,26%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,03% (fechado)

*Xangai (China) -2,94% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,80% (fechado)

*Petróleo WTI -0,77%, a US$ 69,21 o barril

*Petróleo brent -1,11%, a US$ 79,16 o barril

*Bitcoin US$ 6.512,83 -0,03%
R$ 24.177 -0,89% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,687%, a 517,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Pesquisas eleitorais 

Pesquisa Ibope realizada apenas com eleitores de São Paulo mostrou uma ampla vantagem de 26 pontos percentuais para Jair Bolsonaro (PSL). O deputado aparece com 63% dos votos válidos, contra 37% de Fernando Haddad (PT). Veja aqui a pesquisa completa.

Os investidores aguardam a pesquisa Datafolha, prevista para ser divulgada no Jornal Nacional desta noite. O último levantamento do instituto mostrou Bolsonaro com 58% e Haddad com 42% dos votos válidos. 

3. Agenda econômica

O dia é de agenda de indicadores fraca no mercado doméstico e divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Às 11h00 (de Brasília) serão divulgados os números de pedidos de seguro-desemprego, informação acompanhada de perto pelo mercado para tentar antecipar a percepção do Fed (banco central norte-americano) sobre o ritmo de crescimento da economia norte-americana e suas próximas decisões de política monetária. A mediana da Bloomberg prevê 212 mil novos pedidos ante 214 mil na medição anterior. 

Atenção ainda para as falas de James Bullard e Randal Quarles, do Federal Reserve, às 10h05 e 13h15, respectivamente. 

4. Noticiário político

A equipe de Bolsonaro deve fazer novo aceno aos eleitores de baixa renda usando o Bolsa Família. Segundo a Folha de S. Paulo, a ideia é disseminar que ele deve implementar logo no primeiro ano de gestão a reforma no programa que vai criar o sistema de “escadinha” para cortar o recurso do beneficiário que conseguir emprego.

A busca por nomes para compor seu eventual governo continua e, segundo a Folha, o nome de Eduardo Centola, sócio da Modal, é cogitado para a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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Enquanto isso, Haddad se reuniu com líderes religiosos de igrejas pentecostais para tentar estancar a rejeição ao petista entre evangélicos e católicos. O candidato chamou a atenção às fake news contra ele. 

Sobre a forte disseminação de informações em redes sociais e aplicativos, cenário que marca a eleição atual, a Folha de S. Paulo apurou que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno. 

Cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. Os contratos são para disparos de centenas de milhões de mensagens. A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada. 

5. Noticiário corporativo

Pedro Parente, presidente da BRF, negocia um acordo de leniência da empresa, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Entre os fatos que precisarão ser explicados em eventual acordo de delação está o funcionamento de um esquema de pagamento de propinas para fiscais do Ministério da Agricultura, em troca de facilitar seus mercados interno e externo de carnes, citado pela Polícia Federal. 

A JBS teve a sua classificação elevada pela agência de rating Moody’s de B1 para Ba3, com perspectiva estável.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo deve decidir até sexta-feira (19) uma solução para a distribuidora da Eletrobras no Amazonas. Além disso, a estatal obteve decisão favorável sobre energia de Belo Monte. A Câmara FGV de Mediação e Arbitragem decidiu que a companhia não é obrigada a comprar energia gerada pela hidrelétrica.

Ainda entre as elétricas, a Cemig teve sua ação rebaixada de compra para neutra pelos analistas do banco UBS. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente do Novo em Minas Gerais, Bernardo Santana, reafirmou que não há nenhuma mudança em relação ao entendimento de privatizações no Estado em um eventual governo de Romeu Zema.

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A Embraer anunciou a assinatura de um contrato com a Trans States Airlines de adesão ao Programa de Planejamento Colaborativo de Estoques da Embraer. No âmbito deste programa, a Embraer assumirá o planejamento e a reposição de uma parte considerável do estoque de peças dos jatos ERJ-145 operados pela Trans States Airlines.

Cremer realiza leilão da OPA (oferta pública de aquisição) às 15h.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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