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Abilio Diniz nega ter cometido irregularidades na BRF

Empresário foi indiciado por estelionato, organização criminosa, crime contra saúde pública e falsidade ideológica

Abilio Diniz mic
(Nacho Doce/Reuters)

Com relação ao seu indiciamento pela Polícia Federal nos autos da Operação Trapaça por estelionato, organização criminosa, crime contra saúde pública e falsidade ideológica, o empresário Abilio Diniz divulgou nota em que diz não ter cometido nenhuma irregularidade como presidente do Conselho de Administração da BRF.

Segundo ele, "no relatório apresentado pela Polícia Federal não existem elementos que demonstrem irregularidades cometidas por Abilio Diniz". Ele diz que "é importante ressaltar que o indiciamento não indica culpa, mas apenas que a autoridade policial considera haver indícios de atos ilícitos, o que será apreciado ainda pelo Ministério Público".

Outros 42 investigados também foram indiciados pela PF,entre eles o ex-diretor-presidente global da BRF Pedro Faria.

O advogado Aloisio Medeiros, que defende Pedro Faria, diz em nota que "a respeito do relatório divulgado pela Polícia Federal no dia 15 de outubro de 2018, o senhor Pedro de Andrade Faria esclarece que jamais houve qualquer determinação da diretoria do Grupo BRF, muito menos de Pedro Faria, no sentido de acobertar quaisquer eventuais desconformidades relativas ao processo produtivo da companhia".

Ao contrário, ele sustenta, durante a administração de Pedro de Faria a empresa não poupou esforços e recursos para dotar as suas unidades dos mais modernos sistemas de controle sanitário de seus produtos".

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Segundo o advogado, "os próprios documentos que compõem o relatório da Polícia Federal dão conta de que a BRF e Pedro Faria agiram de forma diligente e transparente para solucionar as inconformidades citadas".

Essa atuação, segundo a nota, "envolveu comunicações periódicas às autoridades e à sociedade, como Ministério da Agricultura, Ministério das Relações Exteriores, embaixadas e governos estrangeiros, associações setoriais e os mercados em geral.

A BRF também recolheu produtos, contratou novos testes e a mobilizou seu corpo técnico a fim de solucionar definitivamente as causas dos problemas, sem qualquer risco para seus consumidores e clientes".

"Diante do exposto acima", diz a nota, "Pedro Faria reitera que, se falhas houve, estas jamais contaram com a anuência da administração da BRF, razão pela qual causa surpresa a conclusão a que chegou a Polícia Federal, totalmente discrepante daquilo que foi demonstrado no curso do inquérito e que consta do relatório ora apresentado".

O advogado Beno Brandão, que defende André Baldissera, informou que "está se inteirando do longo relatório".

No relatório final do inquérito, a PF afirma que um esquema de fraudes nas unidades da BRF tinha como finalidade burlar o Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, e as fiscalizações de qualidade do processo industrial da empresa.

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As investigações concluíram que a prática das fraudes contava com a anuência de executivos do grupo, bem como de seu corpo técnico, além de profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da própria empresa.

 

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