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Petrobras segue derrocada do petróleo e cai 3%, Suzano sobe com dólar e outros destaques

Dados de pesquisas leitorais dão larga vantagem a Bolsonaro e mercado responde com otimismo.

Plataforma petróleo
(Stay_Positive)

SÃO PAULO - Após o pior pregão dos últimos dois meses com o mercado demonstrando sua decepção com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) por suas declarações sobre reforma da previdência e privatizações, a Bolsa ensaiou uma recuperação antes do feriado nacional e de vencimentos de opções na próxima semana. 

O índice chegou a subir mais de 1% com dados de pesquisas leitorais dando larga vantagem a Bolsonaro. No entanto, os mercados negativos na Europa e nos Estados Unidos e a forte aversão ao risco passaram a pesar mais sobre a Bolsa brasileira. 

Os preços do petróleo caíram para o valor mínimo em duas semanas com os mercados acionários globais em queda devido ao sentimento mais pessimista do investidor por conta de um relatório da indústria mostrando os estoques de petróleo dos EUA subindo mais do que o esperado.

A notícia impactou as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), assim como o noticiário agitado da companhia, que envolve uma joint venture da estatal com a americana Murphy, uma possibilidade de não privatização caso Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito, entre outras.

Confira os destaques da Bolsa desta quinta-feira:

Petrobras (PETR3; PETR4)

As ações da Petrobras registraram forte alta no início dos negócios, acompanhando o otimismo do Ibovespa, mas devolveu todos os ganhos com o mau humor internacional.

Entre as notícias do dia para a estatal, a Petrobras anunciou, por meio de sua subsidiária Petrobras America Inc (PAI), que formará uma joint venture com a empresa americana Murphy para atuar na área de exploração de petróleo e gás natural no Golfo do México. A Murphy será a operadora com 80% de participação enquanto a subsidiária da Petrobras terá 20%.

De acordo com o comunicado, a nova empresa deve ser formada ainda este ano e terá uma produção média estimada de aproximadamente 75 mil barris de óleo equivalente por dia no quarto trimestre de 2018 e será composta por 14 campos em águas profundas e 3 campos em águas rasas.

A transação envolverá um valor total de até US$ 1,1 bilhão, a ser recebido pela PAI, sendo uma compensação de US$ 900 milhões à vista, correspondente à diferença de valor entre os ativos aportados por ambas as empresas no fechamento da operação.

Também no radar de Petrobras, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) indeferiu recurso da companhia e manteve a decisão de não pagar à estatal subsídios relativos à primeira fase do programa de subvenção ao diesel. A petroleira esperava receber cerca de R$ 60 milhões da agência referentes ao período de 30 de maio a 7 de junho.

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Outra notícia que deve impactar os papéis da Petrobras foi a declaração feita por Gustavo Bebianno, presidente do partido de Jair Bolsonaro, o PSL, que afirmou que não pretende privatizar a companhia no curto prazo, mas que não descarta essa possibilidade mais para frente, após um processo de saneamento geral da estatal.

À Reuters, Bebianno disse que só considera privatizar a estatal “muito mais para frente”: “A empresa precisa ser revitalizada, tem que tirar a petralhada toda de lá, tirar o pessoal do MDB de lá e aí pode ser que um dia a gente pense em privatização, mais para frente”, disse.

Eletrobras (ELET3; ELET6)

As ações da Eletrobras fecharam em nova queda expressiva diante das dúvidas que persistem sobre sua privatização. Na véspera, os papéis da companhia desabaram 10% após falas do candidato Jair Bolsonaro contra as privatizações de elétricas.

Raia Drogasil (RADL3)

As ações da Raia Drogasil caíram após a empresa ter reiterado seu plano de abertura de novas lojas pelo país.

B3 (B3SA3)

De acordo com a Bloomberg, o JP Morgan optou por rebaixar os papéis de B3 para 'neutra', estimando um preço-alvo de R$ 26.

Suzano (SUZB3); Fibria (FIBR3)

A Suzano Papel e Celulose protocolou na última terça-feira na Comissão Europeia o pedido de análise da transação, que pode ser concluída ainda em 2018. Aprovada pelo órgão antitruste europeu, a decisão poderá ser conhecida em 35 dias úteis.

Até o momento, a operação já foi aprovada pelos órgãos reguladores dos Estados Unidos, China e Turquia, restando apenas a aprovação na Europa e no Brasil, pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Embraer (EMBR3)

Apesar de terem posições minoritárias na Embraer, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) terão um papel decisivo na assembleia de acionistas que aprovará - ou não - a venda da divisão de aviação comercial para a Boeing.

De acordo com o jornal Valor Econômico, ambas poderão atuar com quase 30% dos votos (ou até mais) na assembleia, que deve acontecer em dezembro, apesar de só terem 3,91% e 5,37%, respectivamente.

O motivo é a composição acionária da Embraer, além das regras de voto previstas em seu estatuto social. Este, por sua vez, prevê a limitação de votos estrangeiros (hoje 80% da companhia são negociados na bolsa de Nova York), enquanto os votos brasileiros (hoje 20% da empresa) não têm esse limite e, portanto, têm maior peso na votação.

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa divulgou ontem a prévia dos resultados operacionais do terceiro trimestre de 2018. No período, a companhia lançou apenas um projeto no valor de R$ 71,1 milhões. De acordo com a construtora, o menor volume de lançamentos no trimestre é efeito da “estratégia da Gafisa em focar os lançamentos dos projetos no primeiro semestre do ano, devido às incertezas macroeconômicas do mercado brasileiro”.

Na opinião do Itaú BBA, após entregar um sólido primeiro semestre, a Gafisa diminuiu os seus lançamentos no último trimestre e apresentou um volume de vendas “mais leves”. A notícia deve ser vista como neutra para o mercado.

Os analistas seguem com a recomendação de underperform (performance abaixo da média do mercado, o equivalente a venda) para os papéis da companhia e estimam um preço-alvo de R$ 9,50.

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Even (EVEN3)

A Even Construtora e Incorporadora divulgou a prévia de seus resultados operacionais do terceiro trimestre de 2018. No período foram lançados dois empreendimentos que totalizaram R$ 128 milhões. As vendas líquidas somaram R$ 264 milhões, dos quais R$ 87 milhões referem-se às vendas dos lançamentos do trimestre.

A velocidade de vendas (VSO) no trimestre foi de 13%, e nos três últimos meses foram entregues quatro projetos equivalentes a R$ 259 milhões e 949 unidades.

“Apesar da velocidade sólida de vendas dos lançamentos, Even reportou menos lançamentos, o que pode implicar em um risco de downside para nossas projeções anuais na falta de uma forte retomada no quarto trimestre”, escrevem os analistas do Itaú BBA sobre as prévias. Para a equipe de análise, a notícia deve ter um impacto negativo nas ações da companhia.

Cemig (CMIG4)

A Cemig GT comunicou ontem que ultrapassou, de forma excepcional e momentânea, a franquia de montante de investimentos passíveis de serem efetuados pela empresa, dentro da cláusula de limitações de pagamentos restritos prevista na emissão de bonds no valor de R$ 1,5 bilhão, com vencimento em 5 de dezembro de 2024.

A ultrapassagem aconteceu em devido a uma operação de mútuo concedido para a distribuidora do grupo no valor de R$ 630 milhões. O montante será pago em duas parcelas nos meses de novembro e dezembro.

Randon (RAPT4)

O Itaú BBA elaborou relatório em que reforça a recomendação de Outperform (performance acima da média do mercado) para os papéis de Randon e introduz o preço-alvo de R$ 10 para 2019.

De acordo com os analistas, o motivo da recomendação é o momento de fortes ganhos, com melhoria nos volumes e nas margens da companhia, que refletem uma alta alavancagem operacional.

Kroton (KROT3)

A Kroton divulgou nesta manhã os resultados dos processos de captação e de rematrícula dos alunos de graduação presencial e a distância do terceiro trimestre de 2018. A empresa encerrou o trimestre com base de 871,243 alunos de graduação, caindo 2,8% quando comparado com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a companhia, os resultados foram sólidos quando consideradas a incerteza do cenário político, ambiente econômico estagnado, quadro competitivo desafiador e redução da oferta do FIES. Contribuíram para o resultado uma oferta de produtos de parcelamento, além de um "robusto canal de empregabilidade". 

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