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Fala de Bolsonaro sobre previdência e espera por Datafolha fazem Ibovespa cair e dólar subir

Confira os destaques do mercado nesta quarta-feira

Jair Bolsonaro
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

SÃO PAULO - A sessão é de queda para o Ibovespa e de alta para o dólar, com o mercado à espera do Datafolha e repercutindo as falas de Jair Bolsonaro, candidato do PSL, sobre a reforma da previdência e estatais. Às 13h34 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 2,26%, a 84.144 pontos, enquanto o dólar subia 1,25%, a R$ 3,757.

Em entrevista a diversos veículos, o candidato do PSL apontou que a "reforma de Temer não passa",  sepultando a esperança - ainda que mínima - da medida avançar ainda este ano.  Ele ainda apontou que a reforma da previdência tem que ser feita de forma gradual e confirmou que as polícias e as forças armadas terão um tratamento previdenciário diferenciado. 

O mercado de juros futuros também reage à fala do candidato e as taxas dos principais contratos registram alta. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 tem alta de 13 pontos-base, a 8,77%, enquanto o com vencimento em 2023 sobe 12 pontos-base, a 10,08%. 

Atenção ainda para matéria da Folha que informa que Paulo Guedes, assessor econômico de Bolsonaro e principal responsável pelo apoio do mercado ao candidato, está sendo investigado por suposta fraude; o economista não comentou ao jornal. 

O cenário externo também é destaque, com novas tensões comerciais entre EUA e China. Vale destacar que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre um adicional de US$ 267 bilhões de importações chinesas se a China retaliar suas recentes taxas. 

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Na Europa, a sessão é de queda para os principais mercados, de olho na incerteza política na Itália, já que perduram os temores sobre um impasse entre Roma e Bruxelas sobre o orçamento de 2019 do país. O Brexit também continua a ser observado de perto pelo mercado, já que o governo do Reino Unido enfrenta pressão para chegar a um acordo sobre a saída com a União Europeia antes do final do ano.

Ao vivo na IMTV: perspectivas para o 2º turno 

O InfoMoney realizará uma série de painéis sobre o futuro do Brasil nesta quarta-feira, em parceria com a UM BRASIL. O evento começa a partir das 14h30 na sede da Fecomercio de São Paulo e contará com Zeina Latif (economista-chefe da XP Investimentos), Samuel Pêssoa (Ibre-FGV), Paulo Gama (analista política da XP), Henrique Bredda (Alaska Asset), Leonardo Siqueira (um dos fundadores do Terraço Econômico), Thiago Salomão (editor-chefe do InfoMoney) e Paulo Delgado (Fecomercio). O evento será transmitido ao vivo pela internet - clique aqui para ver como assistir. 

Datafolha e apoio aos candidatos

No noticiário político, destaque para o Datafolha, que deve divulgar às 19h a primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições e será importante para testar otimismo do mercado, que aposta em vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no dia 28. 

Sobre os assuntos econômicos, Bolsonaro diz que reforma da Previdência de Temer não passa e pretende apresentar a sua própria proposta, que seria mais consensual, segundo informa a Folha. "Não adianta fazer uma proposta que economistas e alguns políticos defendam, mas que o Congresso não aprove, disse o candidato", sepultando assim a ideia de que Michel Temer poderia se juntar ao presidente eleito para aprovar ainda este ano, ao menos na Câmara, a reforma que já tramita na Casa.

Ainda em destaque, o Globo informa que Fernando Haddad desmentiu a notícia de que Sergio Gabrielli, ex-Petrobras, comandará área econômica da sua campanha; o candidato diz que comando ficará com ele próprio. O PT apresenta resistências a listar nomes de equipe econômica, mas aponta que pode flexibilizar alguns pontos de seu programa.

Já o PSDB, do quarto colocado na disputa presidencial Geraldo Alckmin, decidiu liberar voto para eleição presidencial no 2º turno após reunião tensa sobre o assunto, enquanto João Doria, candidato a governador em SP, disse que apoiará Bolsonaro.

O PDT de Ciro Gomes anunciará apoio a Haddad em reunião nesta quarta-feira, PSB apoia Haddad, mas libera voto do candidato ao governo de SP; PTB apoia Bolsonaro e Podemos de Álvaro Dias e o PPS ficam neutros, assim como PR, PP e Novo; PSOL de Boulos apoia Haddad; MDB ainda não se posicionou. 

Destaques da Bolsa

O grande destaque de queda para o mercado fica com a Eletrobras que, após a euforia no início da semana, cai forte em meio à afirmação de Bolsonaro de que não mexeria na parte de geração da elétrica; ele ainda afirmou que não "mexerá" no setor de exploração da Petrobras.

Atenção ainda para as prévias operacionais do terceiro trimestre de construtoras, caso da MRV, que viu suas vendas contratadas caírem 6,6% na base de comparação anual, para R$ 1,45 bilhão. Contudo, a construtora vê um 2019 melhor. Já a Direcional viu suas vendas somarem R$ 549 milhões no mesmo período. A Camil divulgou seus números do segundo trimestre fiscal de 2018, com alta de 96% no lucro líquido, para R$ 79,1 milhões. 

Já no noticiário de Petrobras, a estatal tenta retomar a venda da TAG neste ano, informa o Valor, enquanto a Vale informou que a proposta de mina de cobre de Salobo será apresentada ao conselho. 

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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 ELET3 ELETROBRAS ON 21,26 -6,80 +9,93
 ELET6 ELETROBRAS PNB 25,08 -6,38 +10,48
 GOLL4 GOL PN N2 14,19 -4,32 -2,81
 MRVE3 MRV ON 13,30 -3,48 -7,19
 BBAS3 BRASIL ON 37,76 -3,18 +22,25

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano
 VIVT4 TELEF BRASILPN 39,32 +0,38 -12,73
 CIEL3 CIELO ON 12,35 +0,16 -43,86
 GGBR4 GERDAU PN 16,05 +0,12 +31,65
 FIBR3 FIBRIA ON 71,40 +0,07 +50,22
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)


(Com Bloomberg)

 

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