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Ibovespa Futuro cai e dólar sobe à espera do Datafolha e após fala de Bolsonaro sobre previdência

Jair Bolsonaro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A sessão desta quarta-feira (10) é de queda para o Ibovespa Futuro e de alta do dólar, com o mercado à espera da primeira pesquisa Datafolha de segundo turno e com os investidores repercutindo a fala de Jair Bolsonaro (PSL) sobre a reforma da previdência.

Às 09h09 (horário de Brasília), o contrato do índice futuro com vencimento em outubro registrava queda de 1,06%, a 85.015 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento em novembro registrava alta de 0,59%, a R$ 3,744.

O dólar comercial, por sua vez, sobe 0,8%, a R$ 3,7406 na venda. 

O mercado fica atento às declarações do candidato do PSL sobre a reforma da previdência, apontando que a "reforma de Temer não passa" e sepultando esperança da medida avançar ainda este ano.  

A Folha também aponta que Paulo Guedes, assessor econômico de Bolsonaro e principal responsável pelo apoio do mercado ao candidato, está sendo investigado por suposta fraude; o economista não comentou à Folha.

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O cenário externo também é destaque, com novas tensões comerciais entre EUA e China; além disso, o mercado fica de olho nos dados da inflação norte-americana. 

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas não tiveram movimento único nesta quarta-feira. Tóquio e Xangai conseguiram registrar altas modestas, em dia positivo para ações do setor de energia em geral, mas em Seul houve queda de mais de 1%, na volta aos negócios depois de um feriado na Coreia do Sul no dia anterior. Em Taiwan, um feriado local deixou os mercados fechados. Vale destacar que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre um adicional de US$ 267 bilhões de importações chinesas se a China retaliar suas recentes taxas. 

Já na Europa, a sessão é de queda para os principais mercados, de olho na incerteza política na Itália, já que perduram os temores sobre um impasse entre Roma e Bruxelas sobre o orçamento de 2019 do país. O Brexit também continua a ser observado de perto pelo mercado, já que o governo do Reino Unido enfrenta pressão para chegar a um acordo sobre a saída com a União Europeia antes do final do ano.

Enquanto isso, os juros dos títulos americanos retomam tendência de alta em semana de vendas de papéis do Tesouro dos EUA e enquanto mercado espera nova rodada de dados de inflação nos EUA que podem influenciar expectativas sobre decisões do Federal Reserve. 

Ao vivo na IMTV: perspectivas para o 2º turno 

Nesta quarta-feira, a partir das 14h30, o InfoMoney transmite ao vivo evento promovido em parceria com a UM BRASIL na sede da Fecomercio em São Paulo. O evento "Perspectivas do mercado brasileiro frente aos cenários presidenciais do 2º turno – eleições 2018" conta com 3 painéis principais e uma rodada final de perguntas e respostas, contando com a participação de nomes de peso do mercado financeiro. No painel de economia, Zeina Latif (XP Investimentos) e Samuel Pessôa (Ibre-FGV) farão um painel moderado pelo economista Leonardo Siqueira (um dos fundadores do Terraço Econômico).

No painel de mercados, Henrique Bredda (Alaska Asset), gestor de um dos fundos de ações com melhor performance no Brasil de 2016 pra cá, fará um bate papo com Thiago Salomão (editor-chefe do InfoMoney) para falar de perspectivas para bolsa. Na política, o analista político Paulo Gama (XP Investimentos) conversará com Paulo Delgado (Fecomercio). Confira mais sobre o evento clicando aqui. 

Agenda econômica

Em destaque no noticiário econômico, os EUA divulgam os dados de preços ao produtor do mês de setembro às 9h30, precedendo os dados de preços ao consumidor a serem revelados na próxima quinta. Também serão divulgados os dados de estoque no atacado. Por aqui, atenção para o fluxo cambial semanal às 12h30 e para a primeira prévia do IGP-M de outubro. 

Datafolha e apoio aos candidatos

No noticiário político, destaque para o Datafolha, que deve divulgar às 19h a primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições e será importante para testar otimismo do mercado, que aposta em vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no dia 28. 

Sobre os assuntos econômicos, Bolsonaro diz que reforma da Previdência de Temer não passa e pretende apresentar a sua própria proposta, que seria mais consensual, segundo informa a Folha. "Não adianta fazer uma proposta que economistas e alguns políticos defendam, mas que o Congresso não aprove, disse o candidato", sepultando assim a ideia de que Michel Temer poderia se juntar ao presidente eleito para aprovar ainda este ano, ao menos na Câmara, a reforma que já tramita na Casa.

Ainda em destaque, o Globo informa que Fernando Haddad desmentiu a notícia de que Sergio Gabrielli, ex-Petrobras, comandará área econômica da sua campanha; o candidato diz que comando ficará com ele próprio. O PT apresenta resistências a listar nomes de equipe econômica, mas aponta que pode flexibilizar alguns pontos de seu programa.

Já o PSDB, do quarto colocado na disputa presidencial Geraldo Alckmin, decidiu liberar voto para eleição presidencial no 2º turno após reunião tensa sobre o assunto, enquanto João Doria, candidato a governador em SP, disse que apoiará Bolsonaro.

O PDT de Ciro Gomes anunciará apoio a Haddad em reunião nesta quarta-feira, PSB apoia Haddad, mas libera voto do candidato ao governo de SP; PTB apoia Bolsonaro e Podemos de Álvaro Dias e o PPS ficam neutros, assim como PR, PP e Novo; PSOL de Boulos apoia Haddad; MDB ainda não se posicionou. 

Noticiário corporativo

Atenção para as prévias operacionais do terceiro trimestre de construtoras, caso da MRV, que viu suas vendas contratadas caírem 6,6% na base de comparação anual, para R$ 1,45 bilhão. Contudo, a construtora vê um 2019 melhor. Já a Direcional viu suas vendas somarem R$ 549 milhões no mesmo período. A Camil divulgou seus números do segundo trimestre fiscal de 2018, com alta de 96% no lucro líquido, para R$ 79,1 milhões. 

Já no noticiário de Petrobras, a estatal tenta retomar a venda da TAG neste ano, informa o Valor, enquanto a Vale informou que a proposta de mina de cobre de Salobo será apresentada ao conselho.

(Com Bloomberg)

 

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