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BRF faz assembleia geral, CCR vai adotar medidas contra intervenção no Paraná e mais notícias

Confira os destaques do radar corporativo desta sexta-feira (5)

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(Divulgação/CCR)

SÃO PAULO - Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira (5), com os comerciantes antecipando um mercado mais apertado devido às sanções dos EUA contra as exportações de petróleo do Irã, que devem começar no próximo mês.  A notícia pode impactar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

No radar, CCR diz que adotará medidas contra intervenção no Paraná, BRF convoca Assembleia Geral Extraordinária, CVC divulga resultados operacionais do 3º trimestre e mais notícias. Confira os destaques do radar corporativo desta sexta-feira (5):

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras informou que aprovou em Assembleia Geral Extraordinária a eleição de dois novos membros do Conselho de Administração da companhia: Ivan de Souza Monteiro, CEO da companhia, e Durval José Soledade Santos.

A assembleia também aprovou a reforma do Estatuto Social da Petrobras, para criar o Comitê de Auditoria Estatutário do Conglomerado Petrobras. Além disso, houve a fixação da remuneração dos membros do Comitê em 40% da remuneração média mensal dos membros da Diretoria Executiva para o presidente do órgão e em 30% para os demais membros.

CCR (CCRO3)

O governo do Paraná publicou um decreto em que declara intervenção no contrato de concessão da Rodonorte, subsidiária da CCR no estado. O decreto estabelece que a intervenção do governo, realizada por intermédio do Departamento de Estrada de Rodagem do Estado, terá prazo de duração inicial limitado a 180 dias.

Em fato relevante, a CRR afirmou que desconhece os termos do referido decreto, mas destaca que a intervenção é uma medida prevista na Lei nº 8.987/95 e no contrato de concessão. “A CCR e a RodoNorte informam ainda que adotarão as medidas necessárias à defesa de seus interesses e direitos contratualmente assegurados”, escreve a companhia.

OdontoPrev (ODPV3)

A Odontoprev anunciou nesta manhã que realizou hoje o pagamento dos juros sobre capital próprio (JCP) relativos ao terceiro trimestre de 2018. O montante total foi de R$ 14,5 milhões, enquanto o valor por ação foi de 24,5%, superior ao JCP por ação no mesmo período do ano passado.

Desde o IPO, em 2006, a remuneração aos acionistas da OdontoPrev supera R$ 2 bilhões.

BRF (BRFS3)

A BRF convocou para esta sexta-feira (5) às 11h, uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre as alterações do Estatuto Social da Companhia.

CVC (CVCB3)

A CVC divulgou na noite de ontem, os seus dados operacionais do terceiro trimestre de 2018 e confirmou reservas de R$ 3,48 bilhões - um aumento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em relatório, o BTG Pactual destaca o aumento das reservas, a expansão de 5,3% do SSS (Vendas nas Mesmas Lojas, em português) e uma performance positiva das plataformas online, com aumento de 86% y/y. A instituição financeira tem recomendação de Outperform para o ativo e estima um preço-alvo de R$ 60.

“Apesar da alta volatilidade e das dificuldades econômicas no Brasil, com a confiança do consumidor e poder de compra reduzidos, a execução premium da CVC deve permitir que a empresa tenha desempenho acima da média, como aconteceu em 2015-2016. Ao mesmo tempo, sinergias e companhias recém-adquiridas (Esferatur, Biblos, Avantrip e Ola) devem ajudar a CVC a melhorar suas margens nos próximos anos e sustentar (o já alto e acima da média) retorno sobre o patrimônio investido em suas operações”, escrevem os analistas.

Na opinião do Bradesco BBI, os destaques foram os resultados da plataforma do Submarino Viagens, que mostrou uma forte aceleração de crescimento (pelo quinto trimestre consecutivo) com alta de 86,5% no último trimestre, contra 36,4% no segundo trimestre de 2018. “Essas taxas de crescimento e a melhora do mix de produtos na plataforma de e-commerce mostram que a CVC está tendo um grande progresso em uma área em que a companhia já teve muita dificuldade”, escreve a equipe de análise.

Cemig (CMIG4)

A Cemig comprou 152,5 megawatts médios em energia proveniente de usinas solares e eólicas em um leilão realizado ontem. O certame da empresa fechou a contratação junto a empreendimentos que totalizarão 388 megawatts em capacidade quando em operação. Os contratos de fornecimento terão início a partir de janeiro de 2022 e duração de 20 anos.

Na opinião do Itaú BBA, a notícia é positiva, uma vez que reduz a exposição da companhia ao mercado à vista no longo prazo e aumenta a energia disponível para este ano.

Oi (OIBR4)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu ontem por reduzir a multa da Oi. A empresa discutia com a agência uma sanção de R$ 69,2 milhões, aplicada em 2006 por infrações na prestação do serviço de telefonia fixa. Com a decisão do conselho, pagará R$ 17,9 milhões - 26% do valor original.

Ainda no radar de Oi, o Conselho de Administração da companhia nomeou o executivo Roger Solé Rafols, com 20 anos de experiência no setor de telecomunicações, para ocupar a posição vaga com a saída de Marcos Duarte Santos, em 26 de setembro.

Camil (CAML3)

O Itaú BBA elaborou relatório em que mantém a recomendação de Outperform (performance acima da média do mercado) para os papéis de Camil e atualiza suas estimativas para o papel, rolando o preço-alvo para 2019 de R$ 10 para R$ 11. “Nós esperamos uma recuperação da venda de volumes de arroz e de preços no próximo trimestre para melhorar o sentimento na ação”, escrevem os analistas. E completam: “Nós vemos a ação sendo negociada a um múltiplo atrativo de Preço/Lucro de 9,4x para 2019, com um momentum positivo de ganhos”.

Cielo (CIEL3)

A Cielo comunicou na semana passada que deixará o Sistema de Controle de Garantias (SCG), responsável por centralizar as informações de domicílio bancário dos lojistas para informar a instituição em que o fluxo de pagamento de operações com cartões deve ser direcionado pelas credenciadoras. A empresa tem 90 dias para deixar o sistema após solicitar a saída.

As grandes empresas reclamam que enquanto elas e os bancos participam do SCG, as novas credenciadoras, como Stone, PagSeguro e Safra Pay, não fazem parte do sistema. De acordo com o jornal Valor Econômico, Cielo, Rede e GetNet parecem tentar pressionar as concorrentes e o Banco Central para que se chegue a um acordo para colocar as menores dentro do SCG. As pequenas, porém, resistem.

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