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Ibovespa futuro sobe e dólar fica estável em meio a pesquisas eleitorais

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (14)

urna eletrônica
(divulgação)

SÃO PAULO - Após a queda do Ibovespa na véspera e a disparada do dólar, que atingiu o maior valor no Plano Real, em meio à tensão eleitoral, a sessão começa positiva para o índice futuro, enquanto o dólar futuro registra leve queda, com o mercado à espera dos levantamentos eleitorais. Às 9h40 (horário de Brasília), o contrato futuro do benchmark da bolsa com vencimento em outubro tinha alta de 0,28%, a 74.980 pontos, enquanto o dólar futuro tinha queda de 0,19%, a R$ 4,206. Já a divisa americana comercial fica próximo à estabilidade, a R$ 4,195 na venda. 

O mercado deve repercutir mais pesquisas eleitorais. Uma semana após ser vítima de um ataque a facada, o Jair Bolsonaro (PSL) ampliou sua vantagem em relação aos adversários na corrida presidencial e viu sua taxa de rejeição deixar de ser a maior entre os candidatos. É o que mostra pesquisa XP Investimentos/Ipespe, realizada entre 10 e 18 de setembro.

Segundo o levantamento, o parlamentar saltou de 23% para 26% das intenções de voto no intervalo de uma semana e agora está 14 pontos percentuais à frente de Ciro Gomes (PDT), adversário mais bem posicionado na disputa. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Fernando Haddad (PT) chegou a 10% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. O desempenho representa uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à pesquisa da semana anterior e um salto de 4 pontos comparando com levantamento de duas semanas atrás. Veja aqui a pesquisa completa

Ainda é esperada a sondagem do Datafolha, estimada para ser publicada após o fechamento do pregão. 

Bolsas mundiais

No noticiário internacional, as bolsas asiáticas encerraram em terreno positivo com ações de produtos relacionados a semicondutores em alta, com a demanda da Apple, tanto no Japão como na Coreia do Sul. Na guerra comercial travada entre China e Estados Unidos, o presidente Donald Trump mostrou resistência ao dizer que os Estados Unidos "não estão sob pressão para fazer um acordo com a China, eles estão sob pressão para fazer um acordo conosco". A afirmação foi feita em seu perfil no Twitter após relatos de que autoridades de Washington entraram em contato com Pequim para reiniciar as negociações comerciais.

As bolsas europeias e os índices futuros em Wall Street sobem com o mercado ainda refletindo a perspectiva de conversas entre Estados Unidos e China e a ação do Banco Central da Turquia de subir os juros para estabilizar a lira.

O dólar recua ante maioria das principais moedas e divisas emergentes, mas sobe ligeiramente contra rublo, rand e peso mexicano. No mercado de commodities, o petróleo tem leve alta após cair 2,5% na véspera; já o cobre recua e níquel sobe em Londres.

Agenda de indicadores

Os investidores devem acompanhar com atenção a pesquisa eleitoral semanal da XP/Ipespe, que será divulgada às 10h30 (confira o resultado do último levantamento clicando aqui). Após o fechamento do mercado é esperada a publicação de nova pesquisa Datafolha.

Entre os indicadores econômicos brasileiros, o destaque fica com os números relativos aos serviços no mês de julho, às 9h (de Brasília), que tem previsão de alta, após o indicador de vendas no varejo na véspera contrariar expectativa de crescimento pelo segundo mês seguido. 

Nos Estados Unidos são esperados os dados de vendas do varejo, às 9h30, a produção industrial, às 10h15, e o índice de confiança do Consumidor (Michigan), às 11h.. 

Para conferir a agenda de indicadores completa, clique aqui.

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Conexão Brasília no IMTV

O Conexão Brasília desta semana recebe o cientista político Carlos Melo, professor do Insper. Na pauta, serão analisadas as tendências da corrida presidencial faltando apenas três semanas do primeiro turno. O programa se debruçará sobre os caminhos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), em meio ao processo de recuperação do candidato após ser vítima de um ataque a facada durante ato de campanha na semana passada, e os desafios da candidatura de Fernando Haddad (PT), que disputa os votos do lulismo com Ciro Gomes (PDT). O programa é transmitido ao vivo, a partir das 14h45 (horário de Brasília), pela IMTV e página do InfoMoney no Facebook

Noticiário político

A ausência de Jair Bolsonaro (PSL) acentua disputas internas na campanha. A segunda cirurgia, realizada às pressas na noite de quarta-feira (12), descarta, na prática, a participação física do deputado à disputa, seja em vídeos ou em viagens pelo Brasil, inclusive no caso de ele chegar ao segundo turno. Bolsonaro deveria começar a gravar novos vídeos para a reta final da campanha de domingo (16).

De um lado, os três filhos mais velhos do candidato, todos políticos e ligados à campanha, buscam tomar as rédeas do processo. Do outro, o partido do vice Hamilton Mourão, do PRTB, consultou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a possibilidade de Mourão ocupar o púlpito destinado a Bolsonaro em debates. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, isso irritou a família, que viu no movimento uma pressa indevida, além de ter sido feito sem consulta ao PSL. Para tentar apaziguar a sensação de "racha" na campanha, os filhos de Bolsonaro publicaram em seu perfil no Twitter que formaram "um time sólido e preparado para a missão de mudar o Brasil! Não há divisão!".

Noticiário corporativo

Acionistas da Suzano e da Fibria aprovaram na quinta-feira em assembleias gerais extraordinárias, a proposta de fusão anunciada por ambas em março, que criou a maior produtora de celulose do mundo. Os acionistas da Fibria aceitaram a oferta da Suzano, em dinheiro e ações e avaliada na época em R$ 35 bilhões. A união das duas tem sinergias esperadas de R$ 12 bilhões. Pelo preço de fechamento das ações na quarta-feira, o valor de mercado combinado das companhias é de cerca de R$ 100 bilhões, o que coloca o conglomerado entre as 10 maiores empresas listadas na Bolsa. A conclusão da operação ainda está sujeita à aprovação de autoridades de concorrência do Brasil e do exterior.

A Equatorial Energia anunciou emissões de até R$ 1,43 bilhões em títulos. A Eztec anunciou empreendimento residencial de R$ 106 milhões em São Paulo.

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