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Ibovespa sobe com "efeito Bolsonaro" e de olho em tensão comercial no exterior

O atentado contra Bolsonaro é visto pelo mercado como um fator para enfraquecimento da esquerda

Bolsonaro no debate da Band
(Crédito_ Kelly Fuzaro_Band )

SÃO PAULO - A segunda-feira (10) pós-feriado tem terreno positivo para o mercado brasileiro, que repercute o desempenho dos ADRs (American Depositary Receipts) e a mais recente pesquisa eleitoral - FSB/BTG Pactual - após o atentado sofrido contra o candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro (PSL). Assim, o noticiário político segue dando o tom, fazendo com que o Ibovespa opere em alta. O dólar se ajusta ao desempenho do mercado externo na sexta, feriado de 7 de setembro, quando dados americanos acima do esperado pressionaram as moedas emergentes no exterior. 

Às 10h54 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,69%, a 76.944 pontos. O dólar futuro com vencimento em outubro tinha alta de 0,91%, cotado a R$ 4,106. O dólar comercial recuava 0,17%, para R$ 4,094na venda. 

As taxas de juros seguem em baixa e os vencimentos mais longos mostram estabilidade na medida em que alta do dólar, sob efeito dos dados norte-americanos na sexta-feira, ameniza o recuo. Investidores reagem à tendência de crescimento da candidatura de Bolsonaro após ataque a faca gerar comoção, enquanto esquerda e centro tendem a ampliar embate em busca da segunda vaga em um segundo turno na eleição.

O atentado contra Bolsonaro é visto pelo mercado como um fator para enfraquecimento da esquerda. Assim, os investidores repercutem positivamente a subida do candidato do PSL nas pesquisas - a exemplo do que ocorreu com o levantamento FSB/BTG Pactual, divulgado nesta segunda-feira, e que apontou o deputado subindo de 26% para 30% nas intenções de voto estimulada.

Enquanto isso, Ciro Gomes (PDT) aparece em segundo lugar com 12%; já Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT) estão embolados na terceira posição com 8% dos votos cada (confira a pesquisa clicando aqui). Nesta segunda, após o fechamento do mercado, está prevista a divulgação da pesquisa Datafolha feita também nesta segunda-feira. 

Conforme destaca a equipe de análise da XP Política, Bolsonaro tem chance de reconfigurar sua campanha conforme quiser e, por alguns dias, o candidato será o principal tópico na mídia, e somente depois haverá acomodação. Assim, o ritmo de “ataque” das outras campanhas será ditado pelo quadro de saúde do candidato. "A visão é que ficou mais difícil para seus adversários disputarem as eleições contra ele em termos simbólicos e táticos", avalia a XP Política.

Está no radar dos investidores outra pesquisa, do Datafolha, que deve ser coletada ao longo do dia e divulgada no Jornal Nacional. "O maior temor neste momento é quem será o opositor de Bolsonaro, já que este está praticamente garantido no segundo turno. A pesquisa BTG ainda mostra elevado índice de rejeição ao candidato do PSL e a soma dos candidatos à esquerda (Marina, Ciro e Haddad) é praticamente a mesma do ex-capitão. Além disto, Alckmin patina nos seus 8% e a campanha do tucano recua dos ataques à Bolsonaro", observa Faria Júnior, diretor técnico da Wagner Investimentos.

Atenção ainda para mais reveses sofridos por Lula na Justiça Eleitoral. O ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), reforçou no domingo (9), a proibição do uso do nome do petista como candidato ao cargo de presidente. Além disso, a direção do PT vai convocar reunião para terça-feira (11), em Curitiba, data limite para a substituição de Lula na corrida presidencial. Na ocasião, o nome de Fernando Haddad (PT) deve ser alçado à cabeça de chapa. 

No exterior, os investidores seguem tensos com a possibilidade de os Estados Unidos taxarem os produtos chineses. Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que as tarifas de US$ 200 bilhões podem "ocorrer muito em breve". 

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