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Ibovespa Futuro intensifica alta e dólar cai após dados de emprego nos EUA; Ibope e IPCA no radar

Noticiário é movimentado na sessão pré-feriado

Donald Trump
(Shealah Craighead/Casa Branca)

SÃO PAULO - A quinta-feira (6) pré-feriado aponta alta para a bolsa brasileira e ganhos para o real ante dólar, em movimento similar aos dos pares emergentes. Às 9h24 (horário de Brasília), o contrato do Ibovespa Futuro com vencimento em outubro tinha alta de 0,84% e o dólar futuro com vencimento em outubro caía 0,84%, a R$ 4,119, movimento este intensificado após a divulgação dos dados de criação de dados de emprego no setor privado abaixo do esperado nos EUA. Já o dólar comercial tinha baixa de 0,792%, a R$ 4,1108 na venda.  

O ADP de agosto, divulgado nesta manhã nos EUA, registrou criação de 163 mil postos de trabalho no setor privado, ante expectativa de economistas consultados pela Bloomberg de 200 mil novas vagas criadas, o que diminui a expectativa pela intensificação do ritmo de alta de juros pelo Federal Reserve.

Já na agenda brasileira, o grande destaque ficou para o IPCA de agosto abaixo do esperado, com variação negativa de 0,09% ante estimativa de estabilidade. Esse dado, associado ainda à queda do dólar, leva a uma queda das taxas dos principais contratos de juros futuros. O contrato com vencimento em janeiro de 2021, por exemplo, tem baixa de 22 pontos-base, a 9,96%. 

Enquanto isso, o noticiário político segue movimentado, com o mercado digerindo os números da pesquisa Ibope, a primeira do instituto após o TSE indeferir o pedido de registro de candidatura de Lula. O levantamento mostrou manutenção de posições, exceto pela subida de Ciro Gomes (PDT) de 9% para 12% no primeiro turno e pela variação negativa das intenções de voto de Marina Silva (Rede) e Alvaro Dias (PODE). Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 22% e Marina e Ciro estão empatados com 12%. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 9% e Fernando Haddad (PT), 6%. O líder Bolsonaro é quem tem a maior rejeição, de 44%.  Veja a pesquisa completa aqui.

Bolsas mundiais

No noticiário internacional, as bolsas asiáticas encerraram em queda em nova sessão de preocupação com os mercados emergentes seguindo as baixas em Wall Street um dia antes com as vendas generalizadas de ações de empresas de tecnologia. Na Europa, as bolsas se recuperam parcialmente das perdas da véspera, também de olho nos emergentes. 

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta, mas persistem no radar as preocupações com as relações comerciais com o Canadá e a China, enquanto a temporada de balanços por lá entra em sua reta final. Mais cedo, o Ministério do Comércio chinês disse que o país será forçado a retaliar se os Estados Unidos implementarem novas medidas tarifárias. Vale lembrar que o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou com novas tarifas sobre outros US$ 200 bilhões em importações chinesas.

Trump disse também que está disposto a paralisar o governo por questões de segurança fronteiriça, revertendo uma postura que assumiu um dia antes. Em relação ao Canadá, a ministra das Relações Exteriores do país, Chrystia Freeland, disse que negociadores norte-americanos e canadenses continuarão conversas para tentar obter um acordo em termos bilaterais e chegar a um novo Tratado de Livre Comércio da América do Norte.

Os preços do petróleo têm leve alta em meio às sanções dos Estados Unidos contra o Irã. Já o dólar alterna entre altas e baixas na comparação com seus principais pares e moedas emergentes.

Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, a Petrobras informou a aprovação do uso de um mecanismo financeiro adicional à sua política de preços, que lhe dá a opção de aumentar os períodos de estabilidade no preço da gasolina por prazos curtos.

A companhia disse que entende ser importante conciliar seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral. "Sem abrir mão da paridade dos preços internacionais, o mecanismo de hedge, a ser aplicado por não mais do que 15 dias, permitirá à empresa obter um resultado financeiro equivalente ao que alcança com a prática de reajustes diários", informa a estatal em nota enviada ao mercado.

Já o Banco Central colocou em consulta pública uma proposta de regulamentar o registro de recebíveis de cartões de pagamento, com objetivo de ampliar a concorrência no setor. Credenciadoras de cartões,  como Cielo, Rede e GetNet, devem registrar em entidade que será autorizada pela autoridade monetária, as operações de cartões para que o lojista possa usá-las livremente.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) recebeu pedido para operações regulares internacionais no Brasil da empresa chilena de baixo custo Sky Airline, que pretende começar a operar em novembro com voos ligando o Brasil ao Chile.

Por fim, a recomendação para a ação da EcoRodovias foi elevada para overweight (acima da média de mercado, o equivalente a compra) pelo Morgan Stanley

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