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O que aconteceria com a economia com uma nova greve dos caminhoneiros?

A greve de maio teve forte impacto na economia, pressionando os balanços de diversas empresas e fez com que o IBGE revisasse o PIB 

SÃO PAULO - No último fim de semana, uma nota distribuída por uma entidade de caminhoneiros convocando, por rede social e aplicativos de celular, uma nova greve para o dia 9 causou apreensão em consumidores e em investidores. 

A convocação foi feita pela UDC (União dos Caminhoneiros do Brasil), mas não foi reconhecida por outras entidades representativas dos caminhoneiros, como a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), que liderou a greve de maio - e sindicatos de diversas regiões do País. No entanto, o temor de um novo período de desabastecimento provocou filas em postos de gasolina em algumas regiões.

A greve de maio teve forte impacto na economia, pressionando os balanços do segundo trimestre de diversas empresas e fez com que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisasse o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre de 0,4% para 0,1%. "A revisão foi maior porque o modelo não tem como prever a greve dos caminhoneiros", disse Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Mas o que aconteceria com a economia com uma nova greve de caminhoneiros neste ano? Os analistas Bruce Barbosa, Renato Breia e Marília Fontes responderam no programa "Analistas Sem Censura" desta terça-feira (4). 

Barbosa avalia que algumas empresas sofreram mais, mas a maior parte das empresas conseguiu reverter os efeitos negativos ainda dentro do segundo trimestre. "O impacto no mercado foi bem maior do que na economia em si", disse. No entanto, Marília ponderou que a economia tende a suportar menos baques daqui em diante.

Os analistas também comentaram os possíveis efeitos da forte valorização recente do dólar na inflação deste e do próximo ano. Também foram citadas as ações que podem ser beneficiadas numa eventual queda do dólar, como Gol (GOLL4), Smiles (SMLS3), M.Dias Branco (MDIA3). Diante do cenário atual, em que a alta do dólar não tem correlação com fundamentos, mas com o receio pré-eleitoral, toda a Bolsa se beneficiaria com uma eventual desvalorização da moeda norte-americana, aponta Barbosa.

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