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Os 5 eventos que vão agitar os mercados nesta semana

Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira (3) e na semana

Lula
(Filipe Araújo)

SÃO PAULO - O mês de agosto terminou com a forte queda de 3,21% do Ibovespa e a disparada de mais de 8% do dólar decorrente não só do mau humor externo, mas também da tensão eleitoral, que deve crescer conforme se aproxima a definição do pleito.

O destaque desta segunda-feira (3) fica com a divulgação da primeira pesquisa eleitoral FSB/BTG Pactual após o início da propaganda eleitoral na televisão e depois da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O levantamento  mostrou um cenário de leve variação para cima nas intenções de voto para o provável substituto do petista, Fernando Haddad, enquanto Jair Bolsonaro (PSL) segue na dianteira das intenções de voto em um cenário sem o ex-presidente. O mercado ainda reage à decisão do TSE de barrar candidatura de Lula, mas que não impediu o PT de manter o ex-presidente no início do horário eleitoral.

No exterior, o mercado fica de olho nas negociações de acordos de comércio pelos EUA, em dia de feriado americano, que deve reduzir a liquidez nos mercados nacionais. 

Veja no que ficar de olho nesta segunda-feira e na semana: 

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em queda com novas preocupações com o comércio internacional. Na sexta-feira (31), o Canadá e os Estados Unidos não conseguiram chegar a um acordo sobre o comércio após um dia inteiro de negociações entre autoridades dos dois países. A expectativa é de que as negociações continuem nesta semana. 

Após o fechamento do mercado por lá, um dado negativo foi divulgado. A atividade industrial da China cresceu no ritmo mais lento em mais de um ano em agosto, com as encomendas para exportação encolhendo pelo quinto mês e as empresas reduzindo o número de funcionários

  • Na Europa, as bolsas oscilam sem definição e as ações em países emergentes caem com receios sobre a guerra comercial, enquanto moedas pares do real se enfraquecem. Os índices futuros das bolsas norte-americanas têm leve alta, também de olho nos acordos comerciais.

Na América Latina, atenção para a Argentina. O presidente Mauricio Macri deve falar nesta manhã, informou o jornal La Nación, após o peso cair 26% em agosto; país pode impor imposto de 10% às exportações de milho e trigo, segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg.

No mercado de commodities, o preço do petróleo WTI se sustenta perto de US$ 70 e os valores do cobre e do níquel oscilam pouco. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h39 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,22%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,24%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,04%

*DAX (Alemanha) -0,21%

*FTSE (Reino Unido) +0,83%

*CAC-40 (França) -0,01%

*FTSE MIB (Itália)+0,37%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,63% (fechado)

*Xangai (China) -0,17% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,69% (fechado)

*Petróleo WTI -0,41%, a US$ 68,44 o barril

*Petróleo brent -0,36%, a US$ 75,53 o barril

*Bitcoin US$ 7.234,92 -0,83%
R$ 29.198 +0,93% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,61%, a 485,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Agenda doméstica: IPCA em foco

Entre os indicadores nacionais na semana, destaque para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) referente ao mês de agosto na quinta-feira (6). A GO Associados projeta alta de apenas 0,05%, mantendo a inflação próxima ao centro da meta, em 4,34%.

"A baixa taxa de inflação esperada para o mês é fruto da queda dos preços dos alimentos e do grupo transportes, ainda refletindo a dissipação dos efeitos da greve sobre os preços", explicam os economistas. Do lado da pressão de alta da inflação, destaque para o grupo educação, devido ao aumento sazonal dos cursos letivos do meio de ano.

Na agenda, atenção ainda, na segunda, para o a balança comercial que deve registrar superávit de US$ 2,4 bilhões no mês, acumulando um saldo de US$ 55,5 bilhões nos últimos 12 meses, segundo a GO Associados, que ainda projeta que a balança comercial brasileira deve seguir com elevado saldo até o fim do ano, próximo a US$ 55 bilhões.

Na terça-feira (4), o IBGE informa o resultado da produção industrial de julho, que a GO Associados projeta que tenha queda de 2,7% ante o mês de junho. Por fim, vale destacar ainda o feriado de Independência do Brasil, na sexta-feira (7). Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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3. Agenda no exterior

No noticiário econômico externo, os investidores prestarão atenção à publicação das sondagens PMI Industrial dos Estados Unidos, na terça-feira (4) e dos dados da balança comercial na quarta-feira (5).

A semana nos EUA ainda traz os dados do emprego privado e o PMI de não-manufatura na quinta-feira (6). Além disso, importante ressaltar na segunda-feira (3) que será feriado de Dia do Trabalho, o que deve reduzir bastante a liquidez da bolsa brasileira.

Por fim, na China, a agenda será bastante movimentada na próxima semana. Além dos dados PMI Caixin Industrial do domingo (2), atenção para as sondagens PMI Caixin Composto e do setor dos serviços serão publicados na terça-feira (4). A semana ainda traz os dados do setor externo e das reservas internacionais relativos ao mês de agosto na sexta feira (7) e a inflação chinesa no domingo (9). Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

4. Noticiário político

Em um julgamento que se arrastou até as primeiras horas do sábado (1), o plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu, por 6 votos a 1, com base na Lei da Ficha Limpa, indeferir o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto. Na mesma sessão, estabeleceu-se um prazo para a substituição da candidatura petista, embora ainda caibam recursos a Lula no próprio TSE e em Cortes superiores, além de critérios mais claros sobre o uso do horário de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão pelo partido. 

Com isso, os próximos dias devem ser de definição do PT, que pode anunciar Fernando Haddad, atual vice da chapa, como candidato à presidente. Diante disso, ganha importância as próximas pesquisas eleitorais, com o Ibope e Datafolha, na terça-feira (4) e quinta-feira (6), respectivamente.. Além disso, no final desta semana, atenção para o novo levantamento XP/Ipespe. Apesar de cedo, estes números podem dar os primeiros indícios do desempenho das propagandas.

Nesta segunda-feira (3) foi divulgada a pesquisa FSB/BTG Pactual que mostrou, na intenção de voto estimulada, que Lula aparece com oscilação para cima dentro da margem de erro, passando de 35% para 37%, Bolsonaro se manteve com 22% das intenções de voto, Marina Silva caiu de 9% para 5%, enquanto Ciro Gomes foi de 5% para 7%. Geraldo Alckmin manteve os 6% de intenção de voto, Alvaro Dias passou de 2% para 3% e João Amôedo manteve os 4% dos votos. 

Em um cenário de intenção de votos estimulada tendo Haddad como substituto de Lula, Jair Bolsonaro passou de 24% de intenção de voto no levantamento anterior para 26%, Marina caiu de 15% para 11%, enquanto Ciro Gomes se destacou ao passar de 8% da intenção de voto para 12% em uma semana. Alckmin oscilou para baixo, de 9% para 8%, enquanto Haddad oscilou para cima, de 5% para 6%. Amoêdo se manteve com 4% dos votos, assim como Álvaro Dias, que seguiu com 3%. Não votaria em ninguém se manteve em 18%, branco/nulo somam 4%, enquanto não sabe/não responderam foi para 6%. 

O apoio de Lula a Haddad também apontou um aumento de importância. O número de pessoas que não votariam de jeito nenhum em Haddad caso Lula não pudesse ser candidato e apoiasse o ex-prefeito paulistano caiu de 64% para 61%, enquanto o número dos que votariam com certeza foi de 18% para 19%. Os que poderiam votar foi de 13% para 14% de uma semana para outra. Confira a pesquisa completa aqui. 

5. Noticiário corporativo

Executivos da Petrobras vão se reunir com auxiliares econômicos dos candidatos à Presidência neste mês para discutir suas agendas para a estatal, segundo publicação do jornal O Estado de S.Paulo de domingo (2).

Segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, um acordo entre a Boeing e a Embraer só será anunciado depois das eleições. O colunista também escreve que a Universidade Positivo é disputada por três compradores, e que, depois de comprar o Walmart no Brasil, fundo americano Advent mira em outro gigante: o Grupo Ultra, dono da Ipiranga e Ultragaz. 

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