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Petrobras sobe com reajuste do diesel acima do esperado; Movida sobe 3% após acordo e mais destaques

Confira os destaques do mercado na sessão desta sexta-feira (31)

Plataforma Petrobras
(Divulgação Petrobras)

SÃO PAULO - Após forte queda na Bolsa brasileira e de disparada do dólar na véspera, que ficou muito próximo da sua cotação máxima de fechamento, o mercado segue pressionado pela tensão comercial no exterior e as incertezas politicas, com destaque para nova pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira (31).

As ações da Rumo operam em alta após notícia de prorrogação antecipada da concessão da Malha Paulista e a Petrobras recupera parte de suas perdas do pregão anterior com o aumento no preço do diesel. Do outro lado, Fibria e Cosan operam em queda com a perda de fôlego do dólar.

Confira os destaques corporativos:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A sessão é de ganhos para a Petrobras após a forte queda da véspera, de olho no cenário eleitoral e apesar do pregão de leves perdas para o petróleo. 

No radar da companhia, o preço de comercialização do programa governamental de subsídio ao diesel, estabelecido por uma fórmula que entra em vigor nesta sexta-feira, teve aumento com a alta do dólar e do preço internacional do petróleo, conforme nota divulgada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O valor médio do diesel passará a ser R$ 2,2964 por litro, o que representa um reajuste de 13%, publicou a estatal. De acordo com a Rico, o anúncio foi positivo, uma vez que o reajuste foi acima do esperado. Já a XP Research faz um alerta: "apesar da nossa menor preocupação para o curto prazo, ainda vemos riscos para o futuro da política de preços dado o cenário incerto para as eleições".

Eletrobras (ELET3; ELET6)

As três distribuidoras da Eletrobras leiloadas na quinta-feira, que atuam em Rondônia, Acre e Roraima, receberão aportes de R$ 688 milhões dos novos controladores, segundo o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que assessorou o processo.

  • "Os resultados do leilão são positivos para a Eletrobras. A Energisa deve ter sinergias com as aquisições devido à proximidade geográfica com suas concessões", avalia a XP Research.

Também no radar de elétricas, o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador André Fontes, suspendeu um leilão do governo para viabilizar novos projetos de geração de energia, o chamado A-6, previsto para sexta-feira, informou o tribunal. Fontes disse que adotou a medida para “afastar a possível violação do princípio da isonomia e com base no princípio da precaução”.

A expectativa era de que o leilão atraísse intensa disputa entre investidores e resultasse na contratação principalmente de usinas eólicas e térmicas a gás, disseram especialistas à Reuters antes do adiamento.

Segundo o jornal Valor Econômico, a AGU (Advocacia-Geral da União) já foi acionada e está tentando reverter a decisão. O horário, porém, poderá ser alterado, adiando o início do mercado, marcado para as 10h.

Suzano (SUZB3) e Fibria (FIBR3)

A operação de fusão entre a Suzano e a Fibria foi aprovada sem restrições pelo órgão de defesa da concorrência da China, segundo comunicou a Suzano nesta sexta-feira. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Brasil e outras autoridades concorrenciais do exterior.

B3 (B3SA3)

Os analistas do Bradesco BBI elevaram o preço-alvo da B3 ao fim de 2019 para R$ 30, um potencial de valorização de 38% ante o fechamento de quinta-feira (30), após a empresa anunciar 44 novas iniciativas que devem ser implementadas nos próximos 18 meses. A recomendação foi reiterada em compra.

Entre elas está o lançamento de produtos como ETFs de renda fixa, contratos futuros de ações e mini contratos de S&P 500, que devem chegar neste segundo semestre. "Apesar de não esperarmos que nenhuma delas seja extremamente relevante individualmente na receita, acreditamos que combinadas podem oferecer o aumento em baixos dígitos únicos", escrevem os analistas Rafael Frade, Nicholas Baines e Alain Nicolau, que assinam o relatório. 

Magazine Luiza (MGLU3)

O CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, afirmou à Reuters que o desempenho da varejista em agosto está “melhor que o esperado”. No momento, a maior preocupação do varejo é o câmbio, dado que a recente valorização do dólar e a incerteza sobre o rumo da moeda dificultam negociações com fornecedores, atualmente travadas, mas admitindo que algum repasse já foi feito.

Rumo (RAIL3)

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou a prorrogação antecipada por mais 30 anos da concessão da Malha Paulista, ferrovia da Rumo que vai de Santa Fé do Sul (SP) até o Porto de Santos. Em troca disso, a companhia se compromete a investir R$ 4,7 bilhões nos próximos seis anos para expandir a oferta anual de transporte das atuais 30 milhões de toneladas para 75 milhões de toneladas até o sexto ano.

"Apesar de esperada, notícia é sem dúvida positiva, uma vez que havia um certo ceticismo por parte do mercado (em cima dos constantes atrasos)", destaca a equipe de análise do BTG Pactual, que também veem como positivo para a empresa o aumento no preço do diesel anunciado hoje.

Movida (MOVI3)

A Movida informou que assinou um carta de intenção não vinculante para uma aliança estratégica com o Avis Budget Car Rental por 10 anos, o que inclui a aquisição de aproximadamente 4.400 carros e cooperação entre as marcas. 

Para o BTG Pactual, o negócio tem sentido estratégico, mas acreditam que o mercado entenderá a transação como um aumento de risco de execução na margem para a Movida, devido ao momento operacional atual difícil que a empresa vem atravessando, com dificuldade na venda de seminovos, por exemplo.

"A notícia é positiva para a Rumo, mas reforçamos que ainda há passos a serem seguidos para que haja a aprovação final", avaliam os analistas da XP Research.

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