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Ibovespa Futuro tem leve queda e dólar volta a subir com mau humor externo; Brasil fica atento a pesquisas e TSE

Vale destacar que, como hoje é a última sessão do mês, a negociação na PTAX pode manter o dólar sob pressão, com os investidores tentando avaliar a sensibilidade do BC a um potencial desempenho inferior da moeda

Donald Trump
(Photosforclass.com)

SÃO PAULO - Após uma quinta-feira de forte queda para a bolsa brasileira e de disparada do dólar, que ficou muito próximo da sua cotação máxima de fechamento, o Ibovespa Futuro sinaliza uma sessão de apreensão no mercado, em meio a uma continuidade da tensão com o cenário internacional e com as eleições. Nesta data, o mercado ainda fica de olho no TSE . O contrato futuro do benchmark da bolsa com vencimento em outubro registrava queda de 0,18% às 9h03 (horário de Brasília), 76.665 pontos.

Enquanto isso, o contrato da divisa americana com vencimento em setembro tinha alta de 0,24%, a 4.16. Vale destacar que, como hoje é a última sessão do mês, a negociação na PTAX pode manter o dólar sob pressão, com os investidores tentando avaliar a sensibilidade do BC a um potencial desempenho inferior da moeda.

No mercado internacional, as bolsas asiáticas encerraram a sexta-feira em queda após notícias de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia implementar tarifas adicionais aos produtos chineses. Segundo seus assessores, ele está preparado para intensificar a guerra comercial com a China e está pronto para adotar tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em importações chinesas assim que o período de consulta pública sobre o plano acabar na próxima semana, informou a Bloomberg. Trump disse ainda consideraria a retirada do país da OMC (Organização Mundial do Comércio) se “eles não a reformularem”, em uma mais uma de suas críticas à instituição.

Os índices futuros nos Estados Unidos também recuam à medida em que as tensões comerciais aumentam. Há expectativa de que o acordo comercial para substituir o Nafta, entre Estados Unidos, México e Canadá seja fechado hoje.

A abertura do mercado argentino também testará o humor doméstico diante do agravamento da crise do terceiro maior parceiro comercial do Brasil, em uma sessão em que o dólar sobe ante de 10 das 16 principais moedas do mundo. No mercado de commodities, o preço do petróleo WTI recua após superar US$ 70 na véspera. Cobre e níquel também operam em queda. 

No Brasil, a atenção continua para as eleições. Os investidores acompanham com atenção a pesquisa eleitoral semanal da XP/Ipespe. O levantamento mostrou que, a poucos dias do início da campanha no rádio e na televisão, onde deverá ser alvo de ataques e terá pouco espaço para se defender, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança da corrida presidencial nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas também vê sua rejeição atingir o maior nível já registrado, de 61%. 

De qualquer forma, segundo a pesquisa, Bolsonaro manteve apoio de uma faixa entre 21% e 23% dos entrevistados, dependendo do cenário considerado. A maior taxa é registrada quando a candidatura de Lula não é considerada. Preso há quase cinco meses após ser condenado por unanimidade em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista está potencialmente inelegível em função da Lei da Ficha Limpa. Neste caso, Bolsonaro apresenta vantagem de até 10 pontos percentuais em relação ao adversário mais bem posicionado, no caso Marina Silva (Rede), com 13% das intenções de voto. A ex-senadora está tecnicamente empatada com o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 10%, e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%.

Destaque ainda para os dados da economia nacional. No segundo trimestre de 2018, o PIB variou positivamente em 0,2% frente ao primeiro trimestre de 2018 na série com ajuste sazonal, informou o IBGE, resultado levemente acima dos 0,1% esperados pelos economistas consultados pela Bloomberg. Confira clicando aqui. 

Marina Silva no Jornal Nacional

Marina Silva (Rede) foi a quarta candidata à presidência entrevistada pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional, da TV Globo, e precisou defender dois pontos frágeis de sua candidatura: sua capacidade de liderança diante do esvaziamento de seu partido e sua coerência ao trazer como vice Eduardo Jorge, do Partido Verde, do qual ela saiu em 2011 alegando divergências. "Não vejo incoerência nenhuma. Incoerência é fazer aliança por tempo de televisão", acrescentou.

A candidata defendeu que a perda de metade de sua bancada no Congresso para outras siglas é "um processo natural em uma democracia" e que mantém uma relação de respeito com os ex-integrantes da Rede e também de seu partido antigo. Ela ainda argumentou que as ideias que defende é "capaz de unir pessoas de diferentes partidos para governar o Brasil". A escolha de apoiar Aécio Neves, candidato à presidência em 2014, no segundo turno foi lembrada e cobrada, já que hoje ele se tornou réu por denúncias de corrupção em delações de executivos do grupo J&F. Marina disse desconhecer o envolvimento de Aécio com operações ilícitas e que, se fosse hoje, não daria seu apoio. Veja mais clicando aqui. 

Noticiário político 

Começa hoje a propaganda eleitoral obrigatória para governadores e no sábado (1) para presidente. A campanha e os aliados de Geraldo Alckmin aguardam com ansiedade esse período, uma vez que ele detém o maior tempo de exposição e esse fator pode ser crucial para determinar seu crescimento nas pesquisas eleitorais. 

Também hoje é esperada uma sessão extraordinária no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que deve ser julgado o pedido de liminar para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja proibido de fazer propaganda no horário eleitoral gratuito. A sessão foi marcada para 14h30 e irá julgar também o registro de candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

A candidatura de Lula foi alvo de 16 contestações no Tribunal, sendo uma das principais a feita pelo partido Novo, que junto com o pedido de impugnação do registro reforçou que a propaganda eleitoral do petista no rádio e na televisão deveria ser barrada. O relator é o ministro Luís Roberto Barroso.

Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário, atenção para a fala do CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, que afirmou que o desempenho da varejista em agosto está “melhor que o esperado”.

Já sobre a Petrobras, o novo preço de comercialização do programa governamental de subsídio ao diesel, estabelecido por uma fórmula que entra em vigor na sexta-feira, terá aumento de cerca de 10% na esteira da alta do dólar e do preço internacional do petróleo, movimento que deve ser repassado aos consumidores, segundo uma autoridade do governo afirmou em entrevista à Reuters.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador André Fontes, suspendeu na quinta-feira um leilão do governo para viabilizar novos projetos de geração de energia, o chamado A-6, previsto para sexta-feira, informou o tribunal. 

Por fim, segundo o jornal Valor Econômico, o TCU (Tribunal de Contas da União) vai avaliar prorrogação da Malha Paulista, da Rumo, por mais 30 anos.

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