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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Veja no que ficar de olho nesta sexta-feira   

Lula
(Filipe Araújo)

SÃO PAULO - Após o Ibovespa desabar 2,53% e o dólar quase superar seu patamar recorde no pregão anterior, os mercados domésticos devem ser mais uma vez pressionados pelo mau humor externo e com o desdobramento político com as eleições presidenciais. Por aqui, o destaque fica para a pesquisa eleitoral semanal da XP/Ipespe e o rumo da candidatura de Lula, que tem dia decisivo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

Veja no que ficar de olho nesta sexta-feira (24): 

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram a sexta-feira em queda após notícias de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia implementar tarifas adicionais aos produtos chineses. Segundo seus assessores, ele está preparado para intensificar a guerra comercial com a China e está pronto para adotar tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em importações chinesas assim que o período de consulta pública sobre o plano acabar na próxima semana, informou a Bloomberg. Trump disse ainda consideraria a retirada do país da OMC (Organização Mundial do Comércio) se “eles não a reformularem”, em uma mais uma de suas críticas à instituição.

Os índices futuros nos Estados Unidos também recuam na medida em que as tensões comerciais aumentam. Há expectativa de que o acordo comercial para substituir o Nafta, entre Estados Unidos, México e Canadá seja fechado hoje.

A abertura do mercado argentino também testará o humor doméstico diante do agravamento da crise do terceiro maior parceiro comercial do Brasil, em uma sessão em que o dólar sobe ante de 10 das 16 principais moedas do mundo.

No mercado de commodities, o preço do petróleo WTI recua após superar US$ 70 na véspera. Cobre e níquel também operam em queda. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h41 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,12%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,14%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,08%

*DAX (Alemanha) -0,94%

*FTSE (Reino Unido) -0,45%

*CAC-40 (França) -1,20%

*FTSE MIB (Itália) -0,71%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,98% (fechado)

*Xangai (China) -0,46% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,02% (fechado)

*Petróleo WTI -0,73%, a US$ 69,74 o barril

*Petróleo brent -0,75%, a US$ 77,19 o barril

*Bitcoin US$ 6.946,80 -0,51%
R$ 28.869 +0,59% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda

Os investidores devem acompanhar com atenção a pesquisa eleitoral semanal da XP/Ipespe, que será divulgada às 10h30 (confira o resultado do último levantamento clicando aqui).

A agenda de indicadores tem como destaque a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, às 9h (de Brasília). A GO Associados projeta ligeira retração de 0,1% ante o primeiro trimestre do ano, reflexo da greve dos caminhoneiros. "Pela ótica da oferta, a agropecuária deve mostrar crescimento, enquanto a indústria deve registrar o pior desempenho. Do lado da demanda, apenas consumo das famílias e do governo devem mostrar ligeiro crescimento, enquanto investimento, exportações e importações devem vir em queda", explicam os economistas.

Mais tarde, às 10h30, o Banco Central divulga a Nota de Política Fiscal de julho, com o resultado fiscal do setor público consolidado, que inclui o governo central, Estados e municípios. A GO Associados estima déficit primário de R$ 10,2 bilhões no mês, reflexo do resultado negativo esperado para o governo federal. A dívida bruta, por sua vez, deve continuar em alta, e atingir 77,3% do PIB. 

O Banco Central, que faz leilões de linha hoje e anunciou rolagem para segunda-feira, deve seguir de prontidão após leilões de swaps amenizarem a alta do dólar, que superou R$ 4,21 na véspera com incertezas eleitorais e tensão externa. 

Além disso, a agência de rating Fitch divulgará sua decisão sobre o rating soberano da Itália. Um corte no rating do país pode gerar um estresse financeiro semelhante ao que aconteceu em maio após as eleições. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

3. Marina Silva no Jornal Nacional

Marina Silva (Rede) foi a quarta candidata à presidência entrevistada pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos no Jornal Nacional, da TV Globo, e precisou defender dois pontos frágeis de sua candidatura: sua capacidade de liderança diante do esvaziamento de seu partido e sua coerência ao trazer como vice Eduardo Jorge, do Partido Verde, do qual ela saiu em 2011 alegando divergências. "Não vejo incoerência nenhuma. Incoerência é fazer aliança por tempo de televisão", acrescentou.

A candidata defendeu que a perda de metade de sua bancada no Congresso para outras siglas é "um processo natural em uma democracia" e que mantém uma relação de respeito com os ex-integrantes da Rede e também de seu partido antigo. Ela ainda argumentou que as ideias que defende é "capaz de unir pessoas de diferentes partidos para governar o Brasil". A escolha de apoiar Aécio Neves, candidato à presidência em 2014, no segundo turno foi lembrada e cobrada, já que hoje ele se tornou réu por denúncias de corrupção em delações de executivos do grupo J&F. Marina disse desconhecer o envolvimento de Aécio com operações ilícitas e que, se fosse hoje, não daria seu apoio. Veja mais clicando aqui. 

4. Noticiário político 

Começa hoje a propaganda eleitoral obrigatória para governadores e no sábado (1) para presidente. A campanha e os aliados de Geraldo Alckmin aguardam com ansiedade esse período, uma vez que ele detém o maior tempo de exposição e esse fator pode ser crucial para determinar seu crescimento nas pesquisas eleitorais. 

Também hoje é esperada uma sessão extraordinária no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que deve ser julgado o pedido de liminar para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja proibido de fazer propaganda no horário eleitoral gratuito. A sessão foi marcada para 14h30 e irá julgar também o registro de candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

A candidatura de Lula foi alvo de 16 contestações no Tribunal, sendo uma das principais a feita pelo partido Novo, que junto com o pedido de impugnação do registro reforçou que a propaganda eleitoral do petista no rádio e na televisão deveria ser barrada. O relator é o ministro Luís Roberto Barroso.

5. Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário, atenção para a fala do CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, que afirmou que o desempenho da varejista em agosto está “melhor que o esperado”.

Já sobre a Petrobras, o novo preço de comercialização do programa governamental de subsídio ao diesel, estabelecido por uma fórmula que entra em vigor na sexta-feira, terá aumento de cerca de 10% na esteira da alta do dólar e do preço internacional do petróleo, movimento que deve ser repassado aos consumidores, segundo uma autoridade do governo afirmou em entrevista à Reuters.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador André Fontes, suspendeu na quinta-feira um leilão do governo para viabilizar novos projetos de geração de energia, o chamado A-6, previsto para sexta-feira, informou o tribunal. 

Por fim, segundo o jornal Valor Econômico, o TCU (Tribunal de Contas da União) vai avaliar prorrogação da Malha Paulista, da Rumo, por mais 30 anos.

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