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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira o que ficar de olho nessa sessão

Donald Trump
(Shealah Craighead/Casa Branca)

SÃO PAULO - Os mercados globais reagem negativamente a declarações do órgão de planejamento estatal da China, que alertou para mais riscos ao crescimento no segundo semestre deste ano, enquanto os investidores esperam por novos passos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e Canadá, além da própria China. Atenção também para a divulgação do PIB dos Estados Unidos. Na cena doméstica, destaque para o anúncio de leilões de linha pelo Banco Central, que pode impactar o dólar após a moeda ter uma nova sessão de forte alta na véspera. 

Veja no que ficar de olho nesta quarta-feira:

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram o pregão sem direção definida após o órgão de planejamento estatal da China alertar para mais riscos ao crescimento no segundo semestre de 2018. As autoridades precisam intensificar os esforços para atingir as metas de desenvolvimento, alertou o chefe da agência de planejamento estatal no momento em que as tensões comerciais com os Estados Unidos se intensificam.

As bolsas europeias recuam com o alerta do governo chinês e com os investidores de olho nas negociações dos Estados Unidos com o Canadá, após fechar acordo com o México, enquanto as tensões sobre a relação com a China se mantêm. Alguns estrategistas dizem que o avanço nas negociações do Nafta pode não beneficiar a todos. 

  • O dólar sobe em relação à maioria das moedas ainda refletindo o dado de confiança do consumidor norte-americano divulgado na véspera, que atingiu maior nível em 17 anos, enquanto investidores aguardam dado do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos. A lira cai com ação do banco central turco fracassando em gerar confiança e lidera perdas entre moedas emergentes.
  • O preço do petróleo se mantém acima dos US$ 68, enquanto cobre e níquel recuam em Londres.
  • Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h39 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,02%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,02%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,14%

*DAX (Alemanha) -0,03%

*FTSE (Reino Unido) -0,69%

*CAC-40 (França) -0,02%

*FTSE MIB (Itália) -0,25%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,23% (fechado)

*Xangai (China) -0,31% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,15% (fechado)

*Petróleo WTI +0,22%, a US$ 69,02 o barril

*Petróleo brent +0,51%, a US$ 76,60 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,41%, a 480,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 7.082,32 +0,08%
R$ 28.750 +2,31% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda de indicadores

  • A agenda de indicadores no Brasil é extensa, mas sem dados de maior impacto, com destaque para os números do crédito referente a julho, divulgado às 10h30 ((horário de Brasília). 
  • Após o dólar fechar no segundo maior nível desde a criação do Plano Real, a R$ 4,14, Banco Central anunciou que venderá dólares das reservas internacionais com compromisso de recomprá-las mais adiante. Em comunicado emitido na noite de terça-feira, a autoridade monetária informou que ofertará até US$ 2,15 bilhões na próxima sexta-feira (31).

     

  • No exterior, o dado mais importante do dia é a segunda estimativa do PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos, às 9h30. A estimativa mediana, segundo dados da Bloomberg, é de alta de 4,0%. Às 11h serão conhecidos os dados de vendas de casas pendentes e às 11h30 os estoques de petróleo. 

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3. Noticiário político 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes fez um pedido de vista e suspendeu o julgamento de Jair Bolsonaro (PSL) na terça-feira (28)  sobre uma denúncia pelo crime de racismo. O placar até o momento está em dois a dois e o julgamento deve ser retomado na próxima terça-feira (4). Os ministros Marco Aurélio Mello e Luiz Fux votaram contra o recebimento da denúncia, enquanto os ministros Luís Roberto Barroso e Rosa Weber defenderam o recebimento da acusação. O relator, ministro Marco Aurélio Mello, disse que a fala de Bolsonaro não extrapolou os limites da liberdade de expressão e está coberta pela imunidade parlamentar.

Em outra decisão na terça-feira, O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou o recurso impetrado pela coligação encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra emissoras de TV que não têm mostrado em seus telejornais a campanha petista para a Presidência. Mas sua defesa já tem outro pedido ao TSE: uma liminar para que o petista tenha direito a participar “plenamente” da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, podendo gravar áudios e vídeos de dentro da prisão.

4. Bolsonaro no Jornal Nacional

Durante a entrevista de 27 minutos ao Jornal Nacional na noite de terça-feira (28), Jair Bolsonaro (PSL) teve um bate boca com a apresentadora Renata Vasconcellos, mas conseguiu mostrar segurança e falar sobre suas propostas, incluindo uma afirmação polêmica sobre direitos trabalhistas.

Questionado por William Bonner sobre quais direitos trabalhistas ele iria retirar em seu possível governo, Bolsonaro disse que é como a "classe empregadora" diz: "O trabalhador terá que escolher entre mais direito e menos emprego, ou menos direito e mais emprego", afirmou. Sem deixar claro sobre quais direitos estava falando, o candidato ainda ressaltou que não será responsabilidade do presidente tirar estes direitos dos trabalhadores, mas sim do Congresso.

  • Pesquisas mostram que eleitores que simpatizam com Bolsonaro aplaudiram seu desempenho na Globo, com os ataques ao "kit gay" e defesa de uma polícia letal sendo os pontos altos, segundo a coluna Painel da Folha.

O Jornal Nacional da Globo entrevista Geraldo Alckmin (PSDB) nesta quarta- feira (29) e Marina Silva (Rede) na quinta-feira (30). 

5. Noticiário corporativo

A novela da fusão entre Suzano (SUZB3) e Fibria (FIBR3) ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (28), com a informação do Valor PRO de que mais duas gestoras, a SPX Capital e a Truxt Investimentos, vão entrar com recursos na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) questionando a união das duas companhias.

A Gafisa divulgou que pretende ter lançamentos anuais de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão no período entre 2019 e 2021. A companhia também previu que terá no triênio uma margem bruta de 30% a 35%. Para distratos, a estimativa da Gafisa é de R$ 250 milhões para este 2018 e de R$ 150 milhões em 2019.

O presidente-executivo da Gol, Paulo Kakinoff, disse que o plano de renovação de frota da companhia envolve 135 aeronaves encomendadas da Boeing até 2027, sendo que uma aeronave será entregue a cada 40 dias, aproximadamente.  Segundo Kakinoff, com o voo de Brasília para a Flórida (EUA) será a maior distância já percorrida por um 737, com voo de 8 horas.

Já a Folha informa que as famílias Batista e Widjaja disputam controle da Eldorado. Por fim, o Itaú e o Paypal anunciam parceria durante a manhã. 

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